Quando o salmista declara: "Uns põe as forças nos carros, outros nos cavalos nós a temos no Senhor" (Sl 19, 8), certamente, está a rechaçar a confiança que se deposita no vigor físico, nas capacidades intelectuais, na excelência da razão..., que não são desprezíveis, diga-se, mas deixa inteligível que ao depositar no Senhor o poder da solução dos desafios, algo a mais este Deus possui, e recomenda.
Davi reconheceu, então, ser necessário para que haja êxito nas batalhas (e no texto deixa claro tratar-se de guerra contra outros povos!), no entanto, aplica-se, fidedignamente, às espirituais, principalmente na alma, ter-se em mente duas verdades.
A primeira está no total desprezo do confiar-se em si mesmo, ainda que portador de grandes capacidades (como era Davi; exímio guerreiro!), mas abandonar-se totalmente nas mãos de Deus, reconhecendo-se incapaz do que quer que seja, daí compreender-se a passagem de Êxodo quando os israelitas, liderados por Moisés, guerreiam contra Amalec.
A narração bíblica diz que Moisés sobe a uma montanha e quando mantinha os braços erguidos venciam, mas quando baixava os braços Amalec prevalecia. O comportamento de Moisés demonstra que erguer os braços indica dependência e busca de auxílio, pois assim comportam-se as crianças quando buscam o socorro dos pais. Portanto, frutificar é rebaixar-se.
Em segundo, o salmista ressalta o valor do ouvir, e quem enfatizaria essa condição de forma taxativa, foi o descendente de Davi, o Rei dos reis, Jesus Cristo que em várias passagens do Evangelho explicita esta exigência, e uma dessas está na conhecida passagem da parábola do semeador (Mt 13, 1-23) onde o Senhor diz que o coração que é "terra boa" é aquele que "ouve a Palavra e a compreende, e gera frutos." (vers. 23)
O poder do ouvir na relação com Deus é questão basilar para a vitória em qualquer "batalha", visto que somente Deus tem a medida, a intensidade, a direção, a estratégia correta. A Palavra de Deus é perfeita, viva e eficaz (Hb 4, 12), como bem ressalta São Paulo, daí ser digna de crença, por isso que souberam combater e vencer aqueles (as) que aprenderam exercitar os ouvidos (da alma), mas que os músculos, ou o intelecto, Moisés o diga, Davi o diga, Gedeão o diga...Portanto, frutificar é ouvir.
O ouvir de Pedro lhe rendeu uma grande pescaria, e ouvir dos empregados das bodas de Caná rendeu o melhor vinho; o ouvir de Abraão rendeu-lhe uma descendência...o ouvir a Jesus renderá uma coroa de vitória e a eternidade.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Um Éden ou um Getsêmani?
Encontra-se
Jesus no Getsêmani após sua agonia que o leva a suar sangue quando volta aos
discípulos e diz: “Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui”
(Mt 26, 46). Em seguida, dá-se a sua prisão por meio de um ato de traição já
declarado pelo Senhor Jesus que aconteceria ainda durante a Santa Ceia (Mt 26,
21), e por quem se daria.
Narra a Escritura Sagrada que “O
traidor combinara com eles este sinal: “Aquele que eu beijar, é ele.
Prendei-o!”. Aproximou-se de Jesus e disse: “Salve, Mestre”. E beijou-o.” (Mt
26, 48-49). Neste instante, o Senhor é preso e seguir-se-á toda sua via-crucis
que se encerrará na cruz.
O que trás a reflexão esta triste
passagem é constatar-se, então, que Jesus se reporta ao Éden, onde o Pai do
Céu, em todo seu amor para com o homem, tem este amor traído, desprezado,
rejeitado. Ali, dá-se o início do calvário humano que a partir de um ato de
desobediência, fomentado pelo inimigo de Deus, cede à beleza e atrativo do
fruto proibido e, assim, peca, e morre, mas antes sentirá a dor de tal
desprezo, de tão equivocada opção.
Judas é, não somente Adão, mas todo
homem de todos os tempos que tendo conhecido o Amor, prefere deixar-se seduzir,
não mais por um “fruto”, mas por “trinta moedas” que proporcionam, igualmente,
mesma beleza e atrativo. No Getsêmani o Amor é novamente traído e mandado à
morte, tendo que passar por dores e sofrimentos atrozes.
O questionamento que se faz,
mediante saber-se que o ser humano, na sua imensa maioria, ainda se porta como
“judas” perante o amor de Deus, é esse: onde fica o nosso getsêmani? Não há
dúvidas que este lugar é alma humana. Ali reside o lugar do conflito, do
combate; é o lugar das escolhas cabais que determinarão nesta vida e,
principalmente, na futura o resultado das escolhas que se fará, espiritualmente
falando.
No campo da alma tem-se de um lado
um Deus de amor que nos pede que o amemos, sigamos, sirvamos e obedeçamos; do
outro, um inimigo que nos incita a agir contrariamente, fomentando um egoísmo
que nos impele a que nos amemos, nos sigamos, nos sirvamos, nos obedeçamos, nos
agrademos: é o que se chama amor próprio, o amor de si mesmo que rechaça todo é
qualquer abandono e entrega ao amor de Deus.
Envolvidas por tal situação não
haverá outra decisão, senão de em algum momento trair o amor de Deus, e essa
alma torna-se assim, getsêmani, lugar de desolação, lugar do abandono de Deus,
lugar de condenação do Amor Maior.
No entanto, existem aquelas que por
mais tentadas que sejam, ainda que por vezes durma seu “sono negligente e
indiferente” enquanto Jesus sangra de aflição (Lc 22, 44-46), estas desejarão
permanecerem ao lado do amor; nestas, Jesus trabalhará, aperfeiçoará este amor
e alcançarão a perfeição. Sua alma será como que o primeiro Éden onde Deus
vinha entreter-se com suas criaturas (Gn 3, 8), estas almas preferem, antes
elas o calvário, a trair o Amor Maior por isso são almas cheia de consolação e
alegria, ainda que entre sofrimentos.
Uma outra pergunta se faz, então: o
que desejar? O que optar? Trair o amor de Deus e vê-se uma alma “getsemânica”?
Ou acolher o amor de Deus e vê-se uma alma “edênica”? O Pai já punha esta
escolha perante o povo de Israel durante a peregrinação no deserto ao exortar:
“(...) ponho diante de ti a vida e a morte, a benção e a maldição. Escolhe,
pois a vida, para que vivas com tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus,
obedecendo à sua voz e permanecendo unido a Ele.” (Dt 30, 19-20). Fazer a
segunda opção, é não só desejar um “éden” nesta vida, como o “Éden Eterno”, o
Céu.
Logo, há uma escolha a ser feita, e
que não pode se dar a toque de arroubos, afetações, a custa de imposições ou
ameaças, mas deve ser fruto: primeiro de uma decisão; e se essa decisão é por
Jesus, em segundo uma ação, ação da
Graça, do próprio Jesus que vem em auxílio àqueles que o pedem para cooperar
consigo, e Ele, prontamente, as ajudará. Qual a sua opção?
Deus te abençoe em nome do Nosso
Senhor Jesus Cristo.
domingo, 3 de dezembro de 2017
Maria, o Solo santo onde está o Tesouro sagrado
O Senhor Jesus Cristo em seus Evangelhos, ao menos em duas de suas pregações, faz menção ao Reino dos céus comparando-o a um tesouro, como se pode observar no Evangelho de São Mateus capítulo seis, versículos de dezenove a vinte e um, e no capítulo treze, versículos quarenta e quatro e quarenta e cinco.
Na primeira citação (Mt 6, 19-21), Jesus recomenda não ajuntar tesouros na terra, mas no céu, pois lá não perecem, mas duram pela eternidade. Na segunda citação (Mt 13, 44-45), compara o reino dos céus a um tesouro escondido no campo e a uma pérola preciosa onde os que o (a) encontram vendem tudo para possuí-lo (a).
Mediante estas duas passagens o Senhor deixa evidenciado que h´um tesouro de grande valia, de valor incalculável, de qualidade inquestionável, mas que não é ouro nem prata, nem pérola ou diamante..., mas trata-se do próprio Cristo: Ele é a jóia preciosa, Ele é a riqueza maior, Ele é o Reino de Deus em esplendor e glória.
Tesouro que, infelizmente, é desperdiçado, ou mesmo desprezado por aqueles que não aderindo à sua mensagem, não O crêem e, por isso, não O aceitando, preferem preterí-lo em detrimento dos "tesouros" desta vida (dinheiro, riqueza, fama, poder...) que são aqueles que a ferrugem e as traças corroem, visto que sendo de qualidade inferior não subsistem, assim como também são alvo dos ladrões, pois não havendo lugar seguro que os proteja serão facilmente afanados.
São os "tesouros" que, a princípio, alegram o coração, suscitam euforia, mas que são incapazes de sustentar esse sentimento por longo tempo, sem contar que são "tesouros" conquistados, às vezes, de forma expúria e pecaminosa (roubo, corrupção, violência...) o que os torna ainda menos valiosos.
O inverso disso é o Tesouro maior: Jesus Cristo; este a traça e a ferrugem não corroem, pois sua qualidade é insuperável, além do que aqueles a quem Ele se dá a ter, nada, nem ninguém o rouba. Jesus é o Tesouro que suscita alegria permanente, que não se desvanece, muito pelo contrário, cresce exponencialmente à medida que mais o desejamos.
É, também, o Tesouro que só se conquista pela fé e pelo amor, a partir de uma busca fiel e incansável como o fizeram os homens da parábola. E quem pode cooperar para que o encontro desse Tesouro possa acontecer é Maria Santíssima.
E por quê? Por que indubitavelmente ela é o "campo" mais real, mais fidedigno, com ampla certeza de que lá se encontra o Tesouro, a pérola que é seu Filho amado, pois se a procura em outros "campos" o resultado pode ser nenhum, ou um "tesouro" de má qualidade, no campo do coração Imaculado de Nossa Senhora apenas um tesouro encontra-se encerrado: Jesus.
Esse Tesouro primeiro esteve encerrado no seu ventre santo por nove meses; hoje está encerrado no seu Coração Imaculado, este coração que declarou Nossa Senhora em Fátima aos santos pastorinhos que ao fim de tudo triunfará, e com ela todos os que nele, e por meio dele, encontraram Jesus.
Desta forma, fica patente que existe um lugar insofismável onde todo aquele que verdadeiramente deseja encontrar Jesus, o grande Tesouro, a Pérola preciosa, o Reino dos céus, o encontrará em Maria, pois nem antes, nem depois Dela haverá outro "campo" mais santo, mais sagrado, mais amado, mais apropriado do que Maria, o Sacrário de Deus.
Encontre Maria , e encontrará Jesus, pois assim como o campo não pode dar-se a si mesmo, mas o tesouro que gera, Maria Santíssima só tem a capacidade de dar Jesus a todo o que dela se aproxima. Logo, não existe mariolatria em buscar a Mãe de Jesus, pois na sua perfeita humildade e caridade, aos moldes da pobre viúva que deu a única moeda que possuía e (Lc 21, 1-4) e foi louvada por Jesus, Nossa Senhora dá-nos tudo o que possui: Jesus a nossa salvação.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Tesouro.
Na primeira citação (Mt 6, 19-21), Jesus recomenda não ajuntar tesouros na terra, mas no céu, pois lá não perecem, mas duram pela eternidade. Na segunda citação (Mt 13, 44-45), compara o reino dos céus a um tesouro escondido no campo e a uma pérola preciosa onde os que o (a) encontram vendem tudo para possuí-lo (a).
Mediante estas duas passagens o Senhor deixa evidenciado que h´um tesouro de grande valia, de valor incalculável, de qualidade inquestionável, mas que não é ouro nem prata, nem pérola ou diamante..., mas trata-se do próprio Cristo: Ele é a jóia preciosa, Ele é a riqueza maior, Ele é o Reino de Deus em esplendor e glória.
Tesouro que, infelizmente, é desperdiçado, ou mesmo desprezado por aqueles que não aderindo à sua mensagem, não O crêem e, por isso, não O aceitando, preferem preterí-lo em detrimento dos "tesouros" desta vida (dinheiro, riqueza, fama, poder...) que são aqueles que a ferrugem e as traças corroem, visto que sendo de qualidade inferior não subsistem, assim como também são alvo dos ladrões, pois não havendo lugar seguro que os proteja serão facilmente afanados.
São os "tesouros" que, a princípio, alegram o coração, suscitam euforia, mas que são incapazes de sustentar esse sentimento por longo tempo, sem contar que são "tesouros" conquistados, às vezes, de forma expúria e pecaminosa (roubo, corrupção, violência...) o que os torna ainda menos valiosos.
O inverso disso é o Tesouro maior: Jesus Cristo; este a traça e a ferrugem não corroem, pois sua qualidade é insuperável, além do que aqueles a quem Ele se dá a ter, nada, nem ninguém o rouba. Jesus é o Tesouro que suscita alegria permanente, que não se desvanece, muito pelo contrário, cresce exponencialmente à medida que mais o desejamos.
É, também, o Tesouro que só se conquista pela fé e pelo amor, a partir de uma busca fiel e incansável como o fizeram os homens da parábola. E quem pode cooperar para que o encontro desse Tesouro possa acontecer é Maria Santíssima.
E por quê? Por que indubitavelmente ela é o "campo" mais real, mais fidedigno, com ampla certeza de que lá se encontra o Tesouro, a pérola que é seu Filho amado, pois se a procura em outros "campos" o resultado pode ser nenhum, ou um "tesouro" de má qualidade, no campo do coração Imaculado de Nossa Senhora apenas um tesouro encontra-se encerrado: Jesus.
Esse Tesouro primeiro esteve encerrado no seu ventre santo por nove meses; hoje está encerrado no seu Coração Imaculado, este coração que declarou Nossa Senhora em Fátima aos santos pastorinhos que ao fim de tudo triunfará, e com ela todos os que nele, e por meio dele, encontraram Jesus.
Desta forma, fica patente que existe um lugar insofismável onde todo aquele que verdadeiramente deseja encontrar Jesus, o grande Tesouro, a Pérola preciosa, o Reino dos céus, o encontrará em Maria, pois nem antes, nem depois Dela haverá outro "campo" mais santo, mais sagrado, mais amado, mais apropriado do que Maria, o Sacrário de Deus.
Encontre Maria , e encontrará Jesus, pois assim como o campo não pode dar-se a si mesmo, mas o tesouro que gera, Maria Santíssima só tem a capacidade de dar Jesus a todo o que dela se aproxima. Logo, não existe mariolatria em buscar a Mãe de Jesus, pois na sua perfeita humildade e caridade, aos moldes da pobre viúva que deu a única moeda que possuía e (Lc 21, 1-4) e foi louvada por Jesus, Nossa Senhora dá-nos tudo o que possui: Jesus a nossa salvação.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Tesouro.
domingo, 11 de junho de 2017
Os aptos para a festa
O Senhor Jesus Cristo, ao contar a parábola da festa das bodas (Mt 22, 1-14), onde um rei manda seus servos aos convidados, no entanto, os mesmos recusam, levando o rei, então, a decidir por convidar para a festa todos os que se pelos caminhos, trás ao contexto da estória um detalhe: alguém que estava na festa, porém, sem vestes adequadas (vers. 11).
Esta pessoa, em sendo identificada sem as "credenciais" necessárias é retirada do recinto e lançada fora da festa o que trás à tona um questionamento: por quê que se já estando na festa não se encontrava apto?
A explicação deve se dar a partir da compreensão de que este rei da parábola, que é Jesus, "vem para os seus" (o povo de Israel), com está evidenciado em Jo 1, 11; no entanto, "...os seus não o receberam", recusaram sua mensagem e, principalmente, a ideia de ser ele o Messias.
Daí, então, a mensagem salvífica se expandir para o mundo inteiro, logo, todos os povos, raças e nações são bem vindos a fazer parte desta "festa", desta celebração, deste banquete, que se inicia aqui nesta vida, mas terá seu ápice mesmo no céu.
A parábola deixa evidente que todo gênero humano é convidado, ou melhor, chamado a estar junto com o rei e dono da festa, no entanto, não poderão adentrar de qualquer forma, com qualquer traje, sem convite, sem ser pela porta principal, às escondidas.
Faz-se necessário que, primeiramente, haja uma adesão a este Rei, e isto acontece a partir do sacramento do Batismo, onde, pela fé, eu o acolho e a Ele me faço pertença. Nesta adesão recebe-se vestes novas, semelhante ao que se passa com o filho pródigo (Lc 15, 22), que não adentra à casa do pai sujo e mal vestido, da forma que chegou. Vestes semelhantes, também, às mencionadas no livro do Apocalipse (Ap 7, 13) onde aparecem pessoas com vestes brancas, que "...lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro", ou seja, pessoas que buscaram purificar-se de todo tipo de males, principalmente, no sacramento da Reconciliação.
É fato, também, que, além das vestes, é necessário um "convite" que lhe dê acesso. Esse "convite" chama-se caridade, pois é o próprio Senhor Jesus que a expõe em várias passagens como meio imprescindível a todos que a salvação desejarem alcançar. Isto está patente, em primeiro, Nele mesmo, quando de sua Paixão e morte, onde ali se vê o mais supremo ato de caridade: doar-se, por amor, até o ponto de dar a própria vida; e isto já estava evidenciado na sua pregação quando diz: "Porque o que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas o que perder a sua vida por amor de mim, irá salvá-la" (Mc 8, 35).
Por isso que o Apóstolo São Paulo em 1 Cor 12, 31 evidencia a caridade como sendo o dom superior , em 1 Cor 13, 13 como sendo a maior das virtudes; semelhantemente o Apóstolo São João quando diz: "Nisto temos conhecido o amor: Jesus deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos" (1 Jo 3, 16).
Aquela pessoa encontrada entre os convidados, se ali estava, é porque tinha aceito o convite, assim como na Igreja existem tantos batizados que aceitaram o "convite"; no entanto, como aquele personagem que não tinha as "vestes" adequadas, entre os batizados há ainda muitos que não tem buscado buscar trajar-se com vestes purificadas, que ainda relutam em branquear suas roupas. Também como aquela pessoa que não portava "convite", muitos ainda relutam, pela falta de vivência da caridade, conseguir seu bilhete, seu passaporte de entrada na festa eterna.
Este estranho pode ser, ainda, aqueles que se julgam plenamente aptos, envaidecidos por acharem que por cantarem, pregarem, louvarem, fazerem algo na Igreja, já estão entre os "garantidos". Jesus também se refere a estes quando diz que na glória ao encontrá-los dirá: "Não vos conheço" (Mt 7, 23), pois como Ele mesmo adverte: "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus...".
A verdade, portanto, é que existe um lugar com uma festa preparada, onde somente adentrarão os aptos, os que se tornaram dignos, que não desleixaram, nem se ensoberbeceram, mas com humildade permitiram o Senhor torná-los aptos para este maravilhoso e eterno momento reservado para os que ouviram a sua voz e obedeceram.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Esta pessoa, em sendo identificada sem as "credenciais" necessárias é retirada do recinto e lançada fora da festa o que trás à tona um questionamento: por quê que se já estando na festa não se encontrava apto?
A explicação deve se dar a partir da compreensão de que este rei da parábola, que é Jesus, "vem para os seus" (o povo de Israel), com está evidenciado em Jo 1, 11; no entanto, "...os seus não o receberam", recusaram sua mensagem e, principalmente, a ideia de ser ele o Messias.
Daí, então, a mensagem salvífica se expandir para o mundo inteiro, logo, todos os povos, raças e nações são bem vindos a fazer parte desta "festa", desta celebração, deste banquete, que se inicia aqui nesta vida, mas terá seu ápice mesmo no céu.
A parábola deixa evidente que todo gênero humano é convidado, ou melhor, chamado a estar junto com o rei e dono da festa, no entanto, não poderão adentrar de qualquer forma, com qualquer traje, sem convite, sem ser pela porta principal, às escondidas.
Faz-se necessário que, primeiramente, haja uma adesão a este Rei, e isto acontece a partir do sacramento do Batismo, onde, pela fé, eu o acolho e a Ele me faço pertença. Nesta adesão recebe-se vestes novas, semelhante ao que se passa com o filho pródigo (Lc 15, 22), que não adentra à casa do pai sujo e mal vestido, da forma que chegou. Vestes semelhantes, também, às mencionadas no livro do Apocalipse (Ap 7, 13) onde aparecem pessoas com vestes brancas, que "...lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro", ou seja, pessoas que buscaram purificar-se de todo tipo de males, principalmente, no sacramento da Reconciliação.
É fato, também, que, além das vestes, é necessário um "convite" que lhe dê acesso. Esse "convite" chama-se caridade, pois é o próprio Senhor Jesus que a expõe em várias passagens como meio imprescindível a todos que a salvação desejarem alcançar. Isto está patente, em primeiro, Nele mesmo, quando de sua Paixão e morte, onde ali se vê o mais supremo ato de caridade: doar-se, por amor, até o ponto de dar a própria vida; e isto já estava evidenciado na sua pregação quando diz: "Porque o que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas o que perder a sua vida por amor de mim, irá salvá-la" (Mc 8, 35).
Por isso que o Apóstolo São Paulo em 1 Cor 12, 31 evidencia a caridade como sendo o dom superior , em 1 Cor 13, 13 como sendo a maior das virtudes; semelhantemente o Apóstolo São João quando diz: "Nisto temos conhecido o amor: Jesus deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos" (1 Jo 3, 16).
Aquela pessoa encontrada entre os convidados, se ali estava, é porque tinha aceito o convite, assim como na Igreja existem tantos batizados que aceitaram o "convite"; no entanto, como aquele personagem que não tinha as "vestes" adequadas, entre os batizados há ainda muitos que não tem buscado buscar trajar-se com vestes purificadas, que ainda relutam em branquear suas roupas. Também como aquela pessoa que não portava "convite", muitos ainda relutam, pela falta de vivência da caridade, conseguir seu bilhete, seu passaporte de entrada na festa eterna.
Este estranho pode ser, ainda, aqueles que se julgam plenamente aptos, envaidecidos por acharem que por cantarem, pregarem, louvarem, fazerem algo na Igreja, já estão entre os "garantidos". Jesus também se refere a estes quando diz que na glória ao encontrá-los dirá: "Não vos conheço" (Mt 7, 23), pois como Ele mesmo adverte: "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus...".
A verdade, portanto, é que existe um lugar com uma festa preparada, onde somente adentrarão os aptos, os que se tornaram dignos, que não desleixaram, nem se ensoberbeceram, mas com humildade permitiram o Senhor torná-los aptos para este maravilhoso e eterno momento reservado para os que ouviram a sua voz e obedeceram.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Famílias, venham para fora!
Findou-se mais
um tempo Pascal, um tempo propício de reflexão, oração e tomada de decisão por
uma mudança de vida, uma decisão por conversão.
Toda a cristandade é conclamada
a viver este tempo com intensidade e propósito sincero; no entanto, o que mais
se observa são cristãos que chegam ao Domingo de Páscoa da mesma maneira que
antes da quarta-feira de cinzas: descompromissados, despreocupados, desinteressados
no rumo a que tem dado à sua própria vida, e assim, um período que deveria ter
sido aproveitado com toda intensidade é relaxado e menosprezado.
Desta forma, o que se continua a
observar são homens e mulheres, jovens e adultos, famílias em geral chegando ao
Domingo da Ressurreição vivendo a triste realidade dos seus “sepulcros”
pessoais. Por isso ser a passagem da ressurreição de Lázaro (Jo 11, 1-46) tão
emblemática e carregada de significados, e que refletidos com seriedade e
abertura de coração mostra, no fundo, uma realidade espiritual por que passa a
quase que totalidade das nossas famílias.
A passagem do Evangelho mostra
uma família que passa pela triste realidade da perda de um ente querido:
Lázaro, aquele que Jesus amava (Jo 11, 36) que agora se encontra insepulto no
sepulcro de pedra, frio e escuro, vedado por uma grande pedra e atado em
faixas.
A reflexão tem início, então, a
partir da causa mortis. O que o vitimou? O texto não faz menção ao personagem
especificamente, mas quando se amplia a visão e mergulha-se na profundeza do
significado espiritual da morte de qualquer ser humano, que não se trata aqui
no sentido apenas biológico, mas da alma, encontra-se uma única causa, uma
única razão.
A causa, a razão desta morte não
é outra senão aquela para qual Nosso Senhor Jesus Cristo veio para ser remédio:
o pecado. O pecado que adentrou no mundo por nossos primeiros pais (Adão e Eva)
como diz São Paulo em sua Carta aos Romanos: “Por isso, como por um só homem
entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o
gênero humano.” (Rm 5, 12), e por meio deste o inimigo de Deus tem abatido
muitas vidas.
Porém, qual o itinerário até um
tal fim? A resposta está na própria Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo: o
homem cai na sedução do inimigo, vende-se a ele pelas “trinta moedas” (os
prazeres, as paixões, as concupiscências...), aprisionado viverá as torturas
que uma vida de pecado irá trazer (dores, angústias, choro...), o pecado trará
o escárnio, a zombaria, a troça, a humilhação, e depois de muito penar, a
morte.
Morto, então, espiritualmente
falando, Jesus não age, pois o coração que deveria ser para amar a Deus,
adorá-lo como um templo santo, tornou-se um “sepulcro” de pedra, frio e escuro,
vedado por uma grande rocha onde ali jaz um “lázaro” sem vida, que não ama a
Deus, nem ao próximo, muito menos a si mesmo.
Este “sepulcro” são famílias na
pessoa de um pai, ou de uma mãe, ou de filhos ou de todos juntos. Todos ali,
inertes, já cheirando mal, que bem poderiam como o filho pródigo entrarem em si
mesmos, refletir e concluir: pequei! Vou voltar ao meu Pai! E neste choque de
realidade utilizarem-se deste tempo Pascal para um propósito de ressurreição,
porém, não se arrojam em tentar.
Mas que bom que Deus na sua infinita
misericórdia se utiliza de outros instrumentos para realizar sua obra
salvífica, pois, como diz a Escritura no livro da Sabedoria: “Deus não é o
autor da morte; a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma.” (Sb 1, 13); e
assim, ele se utiliza das “martas” e “marias” que fizeram seu clamor chegar a
Jesus levando-O a declarar aos discípulos: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou
despertá-lo” (Jo 11, 11).
Essas “martas” e “marias” são qualquer um
deste núcleo familiar, ou mesmo amigos próximos que elevando seu clamor ao Deus
que tudo pode, move-o de compaixão (Jo 11, 34) levando-O a decidir: “Tirai a
pedra” (Jo 11, 39), pois o Senhor age mediante a moção do seu povo; e a missão
de todo cristão é colaborar para que a “pedra” dos “corações sepulcrais” seja
rolada para que o Deus da vida aja, e esta ação vem pela sua Palavra que
determina: “Lázaro vem para fora!” (Jo 11, 43), pois aqui se faz concreta a
palavra profética de Jesus aos fariseus quando dizia: “Em verdade, em verdade
vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de
Deus; e os que a ouvirem, viverão.” (Jo 5, 25)
Mediante a ordem dada Lázaro
ressuscita, e sai atado em suas faixas às quais o Senhor pede que lhe as
retirem (Jo 11, 44) para que livre esteja. Assim, acontecerá às famílias que se
encontram sepultadas em virtude do pecado do egoísmo, do individualismo, do
materialismo, do hedonismo, da vaidade e orgulho, da apostasia... Ao ouvirem a
Palavra que devolve a vida, que diz com voz forte: famílias, vinde para fora!,
ressuscitarão para uma vida nova, transformadas, onde dali em diante nenhum
outro tempo Pascal será mais desperdiçado, mas vivido intensamente, para que a
glória de Deus se faça presente mais e mais.
Jesus
Cristo vivo e ressuscitado seja a ressurreição para todas as famílias.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Solo, água, semente...uma boa colheita!
A salvação de Deus, que quer alcançar cada pessoa, e a humanidade inteira, para que aconteça requer as condições e os elementos ideais afim de que se dê a contento.
As Sagradas Escrituras, seja no Antigo Testamento, seja no Novo Testamento, deixam essa necessidade evidente, e isso se faz perceber em muitas passagens, principalmente dos Profetas. Ainda no Patriarca Abraão já se faz ver essa imperiosidade das condições ideais para que uma obra restauradora se concretize, e isso se percebe quando diz a Abraão: "Deixa a tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar." (Gn 12, 1)
Deus mostra que seu plano salvífico passa pela necessidade de um ambiente propício à sua ação, e que não pode ser uma "terra ruim", um solo não agradável, onde, no caso de Abraão o lugar que habitava era marcado pela idolatria e paganismo, ainda que ele não o fosse.
O mesmo se observa com Moisés quando ao receber o mandato de Deus de retirar o povo israelita do cativeiro do Egito conduzi-os para uma "terra fértil e espaçosa, uma terra que mana leite e mel" (Ex 3, 8), a terra prometida, ou seja, uma terra nova, um solo propício, sem a influência da idolatria e do paganismo, um lugar onde um só Deus seja adorado e reconhecido.
O Pai necessita de um solo adequado para realizar o que deseja: fazê-lo fértil e produtivo, frutuoso. Para isso, este solo deve ter os elementos necessários à sua fertilidade, e dentre eles, a água.
Um solo ressequido, estéril não tem condições de produzir; e por isso que na passagem de Is 44, 3 Deus diz: "Porque derramarei água sobre o solo sequioso, eu a farei correr sobre a terra árida...". Este solo sequioso, esta terra árida, não é outro senão o coração de cada homem bem como a sua alma, que em virtude do pecado, mais e mais se ressecam e inviáveis à ação de Deus, ao amor de Deus, se tornam.
No entanto, na profecia Ele promete derramar água sobre estes "solos" inviáveis e esta "água" não é outra senão a "água viva" (Jo 4, 10): Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, Aquele do qual fez menção aos discípulos que "se Eu não for o Paráclito não virá" (Jo 16, 7); daí na sequência da profecia de Isaías, no versículo 4 Deus dizer: "derramarei meu Espírito sobre tua posteridade..."
É o Espírito Santo a "água" que vem tornar todo solo sequioso livre do pecado da idolatria e do paganismo, e de todo e qualquer outro pecado que tornava o "solo" deste coração, desta alma impossibilitado, passando-o a torná-lo, agora, apto a receber a semente da Palavra de Deus como ensina Nosso Senhor Jesus Cristo em Mt 13, 1-23.
Naquela parábola do semeador, Jesus ensina que a semente só renderá bons frutos na terra boa, aquela livre do pecado e que se torna receptiva ao Espírito Santo; por isso a necessidade de mais e mais se deixar conduzir, regar, por esse Espírito, pois é Ele que convence do pecado (Jo 16,8), que derrama o amor de Deus nos corações (Rm 5, 5).
É esse mesmo Espírito Santo que leva a aceitar Jesus como Salvador, que suscita a fé (1 Cor 12, 9) e promove conversão, o que fará esse "solo inútil" tornar-se fértil e frutuoso.
Necessário se faz, então, tomar consciência de que é imperioso sair da "terra do egito" para tornar-se "terra prometida", onde ali Deus encontra lugar digno de habitar e realizar seus propósitos de salvação; logo, que o Espírito Santo te faça: uma terra boa, te regue com a água ideal e a lance as sementes que gerarão frutos de salvação, para si e para outros.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
As Sagradas Escrituras, seja no Antigo Testamento, seja no Novo Testamento, deixam essa necessidade evidente, e isso se faz perceber em muitas passagens, principalmente dos Profetas. Ainda no Patriarca Abraão já se faz ver essa imperiosidade das condições ideais para que uma obra restauradora se concretize, e isso se percebe quando diz a Abraão: "Deixa a tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar." (Gn 12, 1)
Deus mostra que seu plano salvífico passa pela necessidade de um ambiente propício à sua ação, e que não pode ser uma "terra ruim", um solo não agradável, onde, no caso de Abraão o lugar que habitava era marcado pela idolatria e paganismo, ainda que ele não o fosse.
O mesmo se observa com Moisés quando ao receber o mandato de Deus de retirar o povo israelita do cativeiro do Egito conduzi-os para uma "terra fértil e espaçosa, uma terra que mana leite e mel" (Ex 3, 8), a terra prometida, ou seja, uma terra nova, um solo propício, sem a influência da idolatria e do paganismo, um lugar onde um só Deus seja adorado e reconhecido.
O Pai necessita de um solo adequado para realizar o que deseja: fazê-lo fértil e produtivo, frutuoso. Para isso, este solo deve ter os elementos necessários à sua fertilidade, e dentre eles, a água.
Um solo ressequido, estéril não tem condições de produzir; e por isso que na passagem de Is 44, 3 Deus diz: "Porque derramarei água sobre o solo sequioso, eu a farei correr sobre a terra árida...". Este solo sequioso, esta terra árida, não é outro senão o coração de cada homem bem como a sua alma, que em virtude do pecado, mais e mais se ressecam e inviáveis à ação de Deus, ao amor de Deus, se tornam.
No entanto, na profecia Ele promete derramar água sobre estes "solos" inviáveis e esta "água" não é outra senão a "água viva" (Jo 4, 10): Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo, Aquele do qual fez menção aos discípulos que "se Eu não for o Paráclito não virá" (Jo 16, 7); daí na sequência da profecia de Isaías, no versículo 4 Deus dizer: "derramarei meu Espírito sobre tua posteridade..."
É o Espírito Santo a "água" que vem tornar todo solo sequioso livre do pecado da idolatria e do paganismo, e de todo e qualquer outro pecado que tornava o "solo" deste coração, desta alma impossibilitado, passando-o a torná-lo, agora, apto a receber a semente da Palavra de Deus como ensina Nosso Senhor Jesus Cristo em Mt 13, 1-23.
Naquela parábola do semeador, Jesus ensina que a semente só renderá bons frutos na terra boa, aquela livre do pecado e que se torna receptiva ao Espírito Santo; por isso a necessidade de mais e mais se deixar conduzir, regar, por esse Espírito, pois é Ele que convence do pecado (Jo 16,8), que derrama o amor de Deus nos corações (Rm 5, 5).
É esse mesmo Espírito Santo que leva a aceitar Jesus como Salvador, que suscita a fé (1 Cor 12, 9) e promove conversão, o que fará esse "solo inútil" tornar-se fértil e frutuoso.
Necessário se faz, então, tomar consciência de que é imperioso sair da "terra do egito" para tornar-se "terra prometida", onde ali Deus encontra lugar digno de habitar e realizar seus propósitos de salvação; logo, que o Espírito Santo te faça: uma terra boa, te regue com a água ideal e a lance as sementes que gerarão frutos de salvação, para si e para outros.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Quaresma: um tempo para brilhar
Narra a Palavra de Deus que Moisés ao descer do monte tinha a pele do seu rosto brilhante. O que tornou Moisés radiante? O que o motivou? Esse brilho era apenas para Ele? O que tem isso haver com a quaresma?
Observe-se, então, o princípio de tudo: o pecado. Tudo se inicia com o povo erigindo um bezerro de ouro (Ex 32, 1-4); Deus se ira com tal atitude e declara a Moisés: "Vejo - continuou o Senhor - que esse povo tem a cabeça dura. Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação." (Ex 32, 9-10). Moisés não aceita e recorre à promessa de Deus aos patriarcas (Ex 32, 13) e, no intuito de reverter tal situação, sobe ao monte.
No alto da montanha fica quarenta dias e quarenta noites em jejum e oração, rogando por si e por toda a população, e assim consegue demover o Senhor da decisão tomada, além do que realiza a purificação interior que lhe faz brilhar.
Fica patente, portanto, que a história da humanidade, desde Adão e Eva, é pecar contra Deus, desobedecê-Lo; com isso atrai contra si a justiça do Pai, logo, é mister que o homem necessita endireitar-se, converter-se, e para isso uma atitude é obrigatória e algumas práticas são necessárias.
A atitude é de reconhecer que peca e ofende a Deus, e arrependido precisa buscar seu perdão; mas além do perdão precisa buscar mudança, e para isso Moisés utiliza-se do que no Evangelho de São Mateus 6, 1-18 Nosso Senhor Jesus Cristo vai tornar claro: práticas necessárias para que esta mudança ocorra.
E que práticas são essas? Diz a Palavra que "No dia seguinte, Moisés disse ao povo: "Cometestes um grande pecado. Mas vou subir hoje ao Senhor, talvez obtenha o perdão de vossa culpa"" (Ex 32, 30). Moisés vai a Deus para interceder pelo pecado do povo que pecou afim de que não sejam destruídos, logo, age caritativamente.
Ao subir ao Monte Sinai passa, então, a clamar ao Senhor "Oh, esse povo cometeu um grande pecado: fizeram para si um deus de ouro. Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! Senão, apagai-me do livro que escrevestes". (Ex 32, 31-32); Moisés está em oração, em diálogo com Deus, clamando pelo povo.
Diz ainda a Palavra que "Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites sem comer pão nem beber água" (Ex 34, 28), ou seja, Moisés estava em jejum, penitência, e assim alcança o perdão de Deus.
O servo de Deus utilizou-se, então, das três práticas que Nosso Senhor Jesus Cristo explicita no Evangelho de São Mateus: a caridade (Mt 6, 2-4); a oração (Mt 6, 5-15) e o jejum (Mt 6, 16-18), são as chamadas práticas quaresmais que nos quarenta dias (que remontam a Moisés no Monte) que precedem a Semana Santa são recomendados pela Igreja como meio para a conversão pessoal, e porque não, de outros.
A experiência de Moisés se conclui com sua descida do monte onde a Sagrada Escritura narra que: "(...). Descendo do monte Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor. E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele." (Ex 34, 29-30)
A vivência da quaresma por meio das práticas propostas, tem função reparadora e restauradora e quando exercitadas fielmente - e muito certamente uma quaresma apenas não será suficiente -, produzirá seus efeitos, e entre eles o "brilho" da alma, brilho fruto da purificação que externa a presença de Deus que é luz, que é Sol, mas cujo fulgor não resplandece em virtude do pecado que, como uma barreira, impede esta glória de se manifestar.
A essência da quaresma reside, então, neste tempo de subida do monte para ali encontrar-se o Deus que perdoa as faltas, purifica a alma e faz brilhar a luz que resplandece sobre as trevas.
Essa quaresma seja, então, um tempo propício para propor-se à conversão afim de que o tempo de escuridão seja vencido, as ofensas a Deus sejam expurgadas, a tempo da afronta a Deus dê lugar a um novo tempo, um tempo de obedecer, um tempo de brilhar.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Observe-se, então, o princípio de tudo: o pecado. Tudo se inicia com o povo erigindo um bezerro de ouro (Ex 32, 1-4); Deus se ira com tal atitude e declara a Moisés: "Vejo - continuou o Senhor - que esse povo tem a cabeça dura. Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação." (Ex 32, 9-10). Moisés não aceita e recorre à promessa de Deus aos patriarcas (Ex 32, 13) e, no intuito de reverter tal situação, sobe ao monte.
No alto da montanha fica quarenta dias e quarenta noites em jejum e oração, rogando por si e por toda a população, e assim consegue demover o Senhor da decisão tomada, além do que realiza a purificação interior que lhe faz brilhar.
Fica patente, portanto, que a história da humanidade, desde Adão e Eva, é pecar contra Deus, desobedecê-Lo; com isso atrai contra si a justiça do Pai, logo, é mister que o homem necessita endireitar-se, converter-se, e para isso uma atitude é obrigatória e algumas práticas são necessárias.
A atitude é de reconhecer que peca e ofende a Deus, e arrependido precisa buscar seu perdão; mas além do perdão precisa buscar mudança, e para isso Moisés utiliza-se do que no Evangelho de São Mateus 6, 1-18 Nosso Senhor Jesus Cristo vai tornar claro: práticas necessárias para que esta mudança ocorra.
E que práticas são essas? Diz a Palavra que "No dia seguinte, Moisés disse ao povo: "Cometestes um grande pecado. Mas vou subir hoje ao Senhor, talvez obtenha o perdão de vossa culpa"" (Ex 32, 30). Moisés vai a Deus para interceder pelo pecado do povo que pecou afim de que não sejam destruídos, logo, age caritativamente.
Ao subir ao Monte Sinai passa, então, a clamar ao Senhor "Oh, esse povo cometeu um grande pecado: fizeram para si um deus de ouro. Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! Senão, apagai-me do livro que escrevestes". (Ex 32, 31-32); Moisés está em oração, em diálogo com Deus, clamando pelo povo.
Diz ainda a Palavra que "Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites sem comer pão nem beber água" (Ex 34, 28), ou seja, Moisés estava em jejum, penitência, e assim alcança o perdão de Deus.
O servo de Deus utilizou-se, então, das três práticas que Nosso Senhor Jesus Cristo explicita no Evangelho de São Mateus: a caridade (Mt 6, 2-4); a oração (Mt 6, 5-15) e o jejum (Mt 6, 16-18), são as chamadas práticas quaresmais que nos quarenta dias (que remontam a Moisés no Monte) que precedem a Semana Santa são recomendados pela Igreja como meio para a conversão pessoal, e porque não, de outros.
A experiência de Moisés se conclui com sua descida do monte onde a Sagrada Escritura narra que: "(...). Descendo do monte Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor. E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele." (Ex 34, 29-30)
A vivência da quaresma por meio das práticas propostas, tem função reparadora e restauradora e quando exercitadas fielmente - e muito certamente uma quaresma apenas não será suficiente -, produzirá seus efeitos, e entre eles o "brilho" da alma, brilho fruto da purificação que externa a presença de Deus que é luz, que é Sol, mas cujo fulgor não resplandece em virtude do pecado que, como uma barreira, impede esta glória de se manifestar.
A essência da quaresma reside, então, neste tempo de subida do monte para ali encontrar-se o Deus que perdoa as faltas, purifica a alma e faz brilhar a luz que resplandece sobre as trevas.
Essa quaresma seja, então, um tempo propício para propor-se à conversão afim de que o tempo de escuridão seja vencido, as ofensas a Deus sejam expurgadas, a tempo da afronta a Deus dê lugar a um novo tempo, um tempo de obedecer, um tempo de brilhar.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
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