Cresci tendo como um dos meus desenhos animados favoritos Tom e Jerry. Era uma diverrsão aquela situação de um gato que fazia de tudo para derrotar um ratinho, e que por ele era sempre sobrepujado o que, claro, o deixava ainda mais cheio de ódio e vontade de realizar seu intento.
Passou o tempo e sem a inocência de criança vim a aprender na escola sobre esse relação gato e rato, dentre elas que não é verdade que gato e rato são inimigos mortais, pelo contrário, quando não incitados pelo homem a este ódio convivem harmonicamente.
Assim me parece que é o que acontece com a relação fé e razão. Quem disse, ou que prova há que ambas não podem ter um convívio harmonioso? Isso foi fruto, mais uma vez, da ação inconseqüente do homem, ou de certos homens que não conseguem vislumbrar esta possibilidade.
Os da razão (Tom) lançam a culpa sobre a Igreja (Jerry), sobre a fé: para eles é a presença inconcebível, quiçá repugnante, indesejável, da fé que tem sido um atraso para a humanidade; para os "Tons" do racionalismo, o crescimento do Cristianismo foi essa instalação do ratinho numa "mansão" belíssima onde tudo estava em acordo e perfeita harmonia, e que por isso essa presença indesejável não pode ser, de forma nenhuma, aceita ou suportada, é uma "peça" que distoa do restante.
O problema é que, no fundo, assim como, o Tom não consegue aceitar que Jerry tenha argumentos e raciocínios capazes de superar a sua suposta "superioridade"; assim também os da razão não conseguem conceber que a fé em alguns aspectos supere a razão, sem contudo em nada ser alienante como tanto afirmam.
Quando Tom tramava suas armadilhas milimetricamente calculadas, embasada numa lógica cartesiana, e via-se frustrado no seu intento porque Jerry conseguia ver além da lógica infalível, enfurecia-se ao máximo; assim também comportam-se os da razão, pois não conseguem conceber que a fé e "ir além", afinal se para eles setenta vezes sete vezes (Mt 18, 22) sempre será quatrocentos e noventa, para os da fé é perfeitamente compreensível saber que Jesus falava de infinito; para os da razão não há vitória na derrota, e Jesus prova o contrário na Cruz do calvário; para eles água e óleo nunca se misturam, mas para os que crêem fé e razão se entendem e se complementam, tanto que o Papa Bento XVI é quem afirma que ambas são as duas asas que permitem o nosso vôo seguro rumo ao céu, pois "fe sem razão é fanatismo e razão sem fé é loucura".
Talvez por isso tenha sido tão horrivelmente ridicularizado pelos "Tons" de uma certa universidade brasileira que naquele teatro de ridicularização deixaram evidente que a razão perde a razão e dá lugar a intransigência e a violência simplesmente por achar que a fé é a intransigência de alienados que se tornam um entrave para um salto de qualidade do homem e da sociedade modernos.
Quando os "tons" perceberem que os "jerrys" respeitam as suas particularidades - salvo naquilo que fere frontalmente a fé e a moral - e que também podem ser um parceiro salutar nessa busca por um homem e uma sociedade melhores onde para isso valores e virtudes não precisam serem jogados no lixo para se alcançar este propósito, certamente estará mais próxima da tão desejada civilização do amor.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
"Meu filho, dá-Me teu coração" (Pv 23, 26)
Nestes tempos, mais que nunca, Deus faz este clamor em vista do quanto os corações de seus filhos, filhos amados, nascidos da água do Batismo, ressuscitados com Cristo para uma vida nova, remidos e restaurados, encontram-se enfermos, feridos, aprisionados, desfigurados pelas consequências dos pecados cometidos.
O Senhor com todo amor te diz: "Meu filho...". O apóstolo São João I Jo 3, 1 diz: "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato"; nessa passagem ele exprime a grandiosidade, a dimensão de sermos "filhos de Deus", pois pelo pecado original perdemos essa condição de filhos, o que só se restabeleceria com a vinda de Jesus; por isso, o mesmo apóstolo no seu Evangelho dizer: "Mas a todos aqueles que O receberam, aos que crêem no seu nome deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus" (Jo 1, 12).
O primeiro grande desejo de Deus é que reconheçamos o quanto somos valiosos, pois se para alguém é grande honra ser filho do cantor fulano, da atriz sicrana, quanto mais saber que somos "filhos de Deus"; e o que entristece o coração do Pai é isso: saber que seu grande gesto de amor explicitado no Evangelho de São João 3, 16: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna", é desprezado, é sem importância.
Quem crê no Filho (Jesus) recebe o poder de tornar-se filho com Ele. Porém, quantos tem renegado essa paternidade, essa filiação divina, para se entregarem, pelo pecado, ao demônio e adotá-lo como pai. O clamor de Deus é para que abram os ouvidos da alma e do coração e ouçam a voz de quem vos ama com eterno amor (Jr 31, 3) e vos chama pelo nome (Is 43, 1) que tem o nome de cada um gravado na palma da mão (Is 49, 16).
Esse clamor para que acolhamos essa filiação é seguido de um pedido: "dá-Me...". Entregar algo a alguém, requer, acima de tudo, confiança, pois se observarmos bem, uma mãe não entrega seu filho a quem não confie; uma pessoa não entrega seu carro, seu dinheiro nas mãos de quem não confie; um amigo (a) não entrega seus segredos mais íntimos a alguém que não confie...No entanto, muitos estão constantemente entregando seus bens mais preciosos: sentimentos, projetos, anseios, intimidades, confiantemente, em mãos erradas: nas mãos do inimigo de Deus (satanás) travestido na forma de coisas e pessoas. Tudo isso para ver estas vidas aprisionadas, escravas, submissas nas suas mãos, cuja finalidade não é senão outra: "matar, roubar e destruir" (Jo 10, 10).
Dificuldade está em entregarmos nossos sonhos, projetos, sentimentos, a vida, nas mãos de Deus, por quê? Porque tem que ser fruto da fé, pois significa confiar no que não se vê, não se toca; daí Jesus chamar de felizes "aqueles que crêem sem ter visto!" (Jo 21, 29); porém, a diferença de dar-se, entregar-se a Deus em Jesus, é saber que em vez de morte, teremos "vida em abundância" (Jo 10, 10).
Agora, Deus quer que como filho amado você dê a Ele algo em particular: o coração. Por quê? Em Mt 15, 18-19 o Senhor Jesus dá a resposta: "Ao contrário, aquilo que sai da boca, provém do coração, e isso é o que mancha o homem. Por que é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias. Eis o que mancha o homem", daí Jesus ser taxativo em dizer que "bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5, 8) em afirmação aquilo que Davi no Salmos 22 (23), 3 questiona: "Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou permanecer no seu lugar santo?" e no versículo 4 responde: "O que tem as mãos limpas e o coração puro...".
Fica claro que somente um coração puro livre das manchas do pecado, sarado, curado, liberto poderá ter intimidade co o Senhor; corações purificados das malícias, das imundícies, das concupiscências deste mundo é o que Jesus deseja; um coração puro atrai a bondade de Deus, por isso que o Salmista proclama: "Oh, como Deus é bom para os corações retos, e o Senhor para com aqueles que tem o coração puro" (Sl 72 (73), 1, e sabendo disso Davi clamava ao Senhor: "Ó meu Deus, criai em mim um coração puro..." (Sl 50 (51), 12.
Qual será a fonte dessa purificação? Nos Salmos 118 (119), 1-3 há uma indicação: "Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a Lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos". A fonte desse coração e dessa vida pura, livre, liberta, convertida, está em seguir, obedientemente, a Palavra de Deus, que não é somente o Livro, mas o próprio Jesus, a Palavra, o Verbo de Deus, o "Caminho, a verdade e a vida" (Jo 14, 6). Um coração transformado passa por acolher a voz de Jesus que clama através da Igreja: "arrependei-vos e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados" (At 3, 19).
Entregue seu coração nas mãos de Jesus e permita que Ele realize uma obra maravilhosa como fez no coração e na vida de Zaqueu, da Samaritana, da mulher do "fluxo de sangue", dos apóstolos, e de tantos outros que ouviram esse pedido do Senhor e não recusaram, mas ao contrário obtiveram uma graça poderosa de serem libertos das cadeias do mal, pois diz e afirma o próprio Senhor Jesus: "Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres" (Jo 8, 36) e um coração nas mãos de Jesus será um coração pacífico, caridoso, compassivo, fiel, resistente ao pecado, aberto ao amor de Deus.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Senhor com todo amor te diz: "Meu filho...". O apóstolo São João I Jo 3, 1 diz: "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato"; nessa passagem ele exprime a grandiosidade, a dimensão de sermos "filhos de Deus", pois pelo pecado original perdemos essa condição de filhos, o que só se restabeleceria com a vinda de Jesus; por isso, o mesmo apóstolo no seu Evangelho dizer: "Mas a todos aqueles que O receberam, aos que crêem no seu nome deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus" (Jo 1, 12).
O primeiro grande desejo de Deus é que reconheçamos o quanto somos valiosos, pois se para alguém é grande honra ser filho do cantor fulano, da atriz sicrana, quanto mais saber que somos "filhos de Deus"; e o que entristece o coração do Pai é isso: saber que seu grande gesto de amor explicitado no Evangelho de São João 3, 16: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna", é desprezado, é sem importância.
Quem crê no Filho (Jesus) recebe o poder de tornar-se filho com Ele. Porém, quantos tem renegado essa paternidade, essa filiação divina, para se entregarem, pelo pecado, ao demônio e adotá-lo como pai. O clamor de Deus é para que abram os ouvidos da alma e do coração e ouçam a voz de quem vos ama com eterno amor (Jr 31, 3) e vos chama pelo nome (Is 43, 1) que tem o nome de cada um gravado na palma da mão (Is 49, 16).
Esse clamor para que acolhamos essa filiação é seguido de um pedido: "dá-Me...". Entregar algo a alguém, requer, acima de tudo, confiança, pois se observarmos bem, uma mãe não entrega seu filho a quem não confie; uma pessoa não entrega seu carro, seu dinheiro nas mãos de quem não confie; um amigo (a) não entrega seus segredos mais íntimos a alguém que não confie...No entanto, muitos estão constantemente entregando seus bens mais preciosos: sentimentos, projetos, anseios, intimidades, confiantemente, em mãos erradas: nas mãos do inimigo de Deus (satanás) travestido na forma de coisas e pessoas. Tudo isso para ver estas vidas aprisionadas, escravas, submissas nas suas mãos, cuja finalidade não é senão outra: "matar, roubar e destruir" (Jo 10, 10).
Dificuldade está em entregarmos nossos sonhos, projetos, sentimentos, a vida, nas mãos de Deus, por quê? Porque tem que ser fruto da fé, pois significa confiar no que não se vê, não se toca; daí Jesus chamar de felizes "aqueles que crêem sem ter visto!" (Jo 21, 29); porém, a diferença de dar-se, entregar-se a Deus em Jesus, é saber que em vez de morte, teremos "vida em abundância" (Jo 10, 10).
Agora, Deus quer que como filho amado você dê a Ele algo em particular: o coração. Por quê? Em Mt 15, 18-19 o Senhor Jesus dá a resposta: "Ao contrário, aquilo que sai da boca, provém do coração, e isso é o que mancha o homem. Por que é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias. Eis o que mancha o homem", daí Jesus ser taxativo em dizer que "bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5, 8) em afirmação aquilo que Davi no Salmos 22 (23), 3 questiona: "Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou permanecer no seu lugar santo?" e no versículo 4 responde: "O que tem as mãos limpas e o coração puro...".
Fica claro que somente um coração puro livre das manchas do pecado, sarado, curado, liberto poderá ter intimidade co o Senhor; corações purificados das malícias, das imundícies, das concupiscências deste mundo é o que Jesus deseja; um coração puro atrai a bondade de Deus, por isso que o Salmista proclama: "Oh, como Deus é bom para os corações retos, e o Senhor para com aqueles que tem o coração puro" (Sl 72 (73), 1, e sabendo disso Davi clamava ao Senhor: "Ó meu Deus, criai em mim um coração puro..." (Sl 50 (51), 12.
Qual será a fonte dessa purificação? Nos Salmos 118 (119), 1-3 há uma indicação: "Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a Lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos". A fonte desse coração e dessa vida pura, livre, liberta, convertida, está em seguir, obedientemente, a Palavra de Deus, que não é somente o Livro, mas o próprio Jesus, a Palavra, o Verbo de Deus, o "Caminho, a verdade e a vida" (Jo 14, 6). Um coração transformado passa por acolher a voz de Jesus que clama através da Igreja: "arrependei-vos e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados" (At 3, 19).
Entregue seu coração nas mãos de Jesus e permita que Ele realize uma obra maravilhosa como fez no coração e na vida de Zaqueu, da Samaritana, da mulher do "fluxo de sangue", dos apóstolos, e de tantos outros que ouviram esse pedido do Senhor e não recusaram, mas ao contrário obtiveram uma graça poderosa de serem libertos das cadeias do mal, pois diz e afirma o próprio Senhor Jesus: "Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres" (Jo 8, 36) e um coração nas mãos de Jesus será um coração pacífico, caridoso, compassivo, fiel, resistente ao pecado, aberto ao amor de Deus.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
domingo, 21 de outubro de 2012
"A fé sem obras é morta" (Tg 2, 26)
A Bíblia é clara ao mostrar que o homem não existe para a inutilidade. No princípio ele foi criado para o louvor, a adoração, para amar a Deus; o que mostra que foi concebido com um propósito.
Com o pecado original e sua queda passou, também, a ter, entre outras obrigações, de "viver do suor do seu rosto" (Gn 3, 19), tanto que a Palavra em várias passagens mostra críticas aos preguiçosos: "Os desejos do preguiçoso o matam porque suas mãos recusam o trabalho" (Pv 21, 25). O próprio Senhor Jesus aprendeu desde cedo a trabalhar com seu pai, São José, como marceneiro. São Paulo era direto nas suas palavras à comunidade de Tessalônica: "Quem não quiser trabalhar, não tem direito de comer" (I Ts 3, 10), pois, "em tudo me guardei e me guardarei de vos ser pesado" (II Cor 11, 9).
Porém, a Palavra de Deus mostra que devemos ser produtivos não somente para as necessidades básicas (comer, vestir, pagar as contas, obter bens...), mas também no serviço do Reino, na obra de Deus. E para ser produtivo na obra de Deus, para que se cumpra a ordenança do Senhor Jesus deixada a toda a Igreja: "Ide e evangelizai..." (Mc 16, 15) é necessário um algo mais que apenas boa vontade, boa intenção: é necessário a fé.
A fé autêntica que produz salvação para si e para os outros; é aquela que nos desprende de nós mesmos para nos fazer olhar em duas direções principais: acima, ou seja, para Deus que por Jesus na ação do Espírito Santo concede-nos o dom da Fé (I Cor 12, 9) e o Amor (Rm 5, 5) que nos impulsiona para olhar ao lado e ali encontrar o próximo, o outro, o irmão, o necessitado, o sofrido, o caído, o derrotado, o "morto espiritual" (Mt 8, 22).
Todos, sem exceção, que na história do Cristianismo tiveram essa experiência profunda com Jesus não passaram sem viver essa prática, ao ponto de São Paulo afirmar categoricamente que, a fé e a esperança são fundamentais, mas a caridade (I Cor 13, 13), o amor pela salvação das almas, é a maior das virtudes.
Quando não se tem essa prática do olhar a Deus e olhar o próximo, passa-se a olhar para si; sobressai-se, então, o individualismo, o egoísmo, a vaidade, o egocentrismo, e mesmo as vezes professando uma fé em Deus, ela pouco ou nada produz, pois é fé morta; é a fé que fica pelo caminho, é a fé que não combate o bom combate, é a fé que não se doa.
São Tiago quando compara a "fé morta" a um corpo sem alma (Tg 2, 26) dentre outras coisas talvez quisesse dizer que é uma fé que não aceita os desafios de Deus, pois levar a Palavra ao outro é ser desafiado, por isso cita o desafio que Deus lança a Abraão, omem de idade avançada, para que deixe sua terra (onde tinha tudo, onde vivia seu conforto) para ir a uma terra estranha e começar tudo de novo, para gerar um novo povo para Deus a partir de uma esposa, também de idade avançada e estéril. Mas ele creu e foi, assim como Moisés que aceitou o desafio de sair da comodiade de pastor para ir tirar o povo cativo das mãos de faraó (Ex 3, 1); como Davi aceitou o desafio de também deixar a comodidade do pastoreio (I Sm 16, 11) para enfrentar desafios como Golias (I Sm 17, 50), Saul, reinos inteiros; como Maria (Lc 1, 31) que aceitou o desafio de deixar a comodidade de menina para aceitar o desafio de gerar Jesus. Todos creram e aceitaram a missão.
O grande problema desses dias, e daí o nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI, instituir um "Ano da Fé" talvez seja para dizer que, mais que preocupar-se com o número crescente dos que apostatam da fé verdadeira, seja para dizer que é necessário levantar-se homens e mulheres dispostos a aceitar os desafios de Deus, de arrancar do coração a fé estéril e inútil, de crer com convicção que, como batizados que são, o Senhor, pelo seu Espírito Santo, nos deu "uma língua de discípulo para que eu saiba reconfortar pela Palavra o que está abatido" (Is 50, 4), "para anunciar a Boa Nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor" (Lc 4, 18-19).
Sem essa consciência continuaremos a ser "fé morta" e Jesus continuará a lastimar-se: "A messe é grande, mas os operários são poucos" (Mt 9, 37) e almas se perderão pela omissão de muitos.
Portanto, que o Espírito Santo nos conceda uma fé viva, ouvidos e língua de discípulos para bem cumprirmos aquilo que nos torna espiritualmente úteis nessa vida que é levar Vida ao que estava morto, que é evangelizar.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Com o pecado original e sua queda passou, também, a ter, entre outras obrigações, de "viver do suor do seu rosto" (Gn 3, 19), tanto que a Palavra em várias passagens mostra críticas aos preguiçosos: "Os desejos do preguiçoso o matam porque suas mãos recusam o trabalho" (Pv 21, 25). O próprio Senhor Jesus aprendeu desde cedo a trabalhar com seu pai, São José, como marceneiro. São Paulo era direto nas suas palavras à comunidade de Tessalônica: "Quem não quiser trabalhar, não tem direito de comer" (I Ts 3, 10), pois, "em tudo me guardei e me guardarei de vos ser pesado" (II Cor 11, 9).
Porém, a Palavra de Deus mostra que devemos ser produtivos não somente para as necessidades básicas (comer, vestir, pagar as contas, obter bens...), mas também no serviço do Reino, na obra de Deus. E para ser produtivo na obra de Deus, para que se cumpra a ordenança do Senhor Jesus deixada a toda a Igreja: "Ide e evangelizai..." (Mc 16, 15) é necessário um algo mais que apenas boa vontade, boa intenção: é necessário a fé.
A fé autêntica que produz salvação para si e para os outros; é aquela que nos desprende de nós mesmos para nos fazer olhar em duas direções principais: acima, ou seja, para Deus que por Jesus na ação do Espírito Santo concede-nos o dom da Fé (I Cor 12, 9) e o Amor (Rm 5, 5) que nos impulsiona para olhar ao lado e ali encontrar o próximo, o outro, o irmão, o necessitado, o sofrido, o caído, o derrotado, o "morto espiritual" (Mt 8, 22).
Todos, sem exceção, que na história do Cristianismo tiveram essa experiência profunda com Jesus não passaram sem viver essa prática, ao ponto de São Paulo afirmar categoricamente que, a fé e a esperança são fundamentais, mas a caridade (I Cor 13, 13), o amor pela salvação das almas, é a maior das virtudes.
Quando não se tem essa prática do olhar a Deus e olhar o próximo, passa-se a olhar para si; sobressai-se, então, o individualismo, o egoísmo, a vaidade, o egocentrismo, e mesmo as vezes professando uma fé em Deus, ela pouco ou nada produz, pois é fé morta; é a fé que fica pelo caminho, é a fé que não combate o bom combate, é a fé que não se doa.
São Tiago quando compara a "fé morta" a um corpo sem alma (Tg 2, 26) dentre outras coisas talvez quisesse dizer que é uma fé que não aceita os desafios de Deus, pois levar a Palavra ao outro é ser desafiado, por isso cita o desafio que Deus lança a Abraão, omem de idade avançada, para que deixe sua terra (onde tinha tudo, onde vivia seu conforto) para ir a uma terra estranha e começar tudo de novo, para gerar um novo povo para Deus a partir de uma esposa, também de idade avançada e estéril. Mas ele creu e foi, assim como Moisés que aceitou o desafio de sair da comodiade de pastor para ir tirar o povo cativo das mãos de faraó (Ex 3, 1); como Davi aceitou o desafio de também deixar a comodidade do pastoreio (I Sm 16, 11) para enfrentar desafios como Golias (I Sm 17, 50), Saul, reinos inteiros; como Maria (Lc 1, 31) que aceitou o desafio de deixar a comodidade de menina para aceitar o desafio de gerar Jesus. Todos creram e aceitaram a missão.
O grande problema desses dias, e daí o nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI, instituir um "Ano da Fé" talvez seja para dizer que, mais que preocupar-se com o número crescente dos que apostatam da fé verdadeira, seja para dizer que é necessário levantar-se homens e mulheres dispostos a aceitar os desafios de Deus, de arrancar do coração a fé estéril e inútil, de crer com convicção que, como batizados que são, o Senhor, pelo seu Espírito Santo, nos deu "uma língua de discípulo para que eu saiba reconfortar pela Palavra o que está abatido" (Is 50, 4), "para anunciar a Boa Nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor" (Lc 4, 18-19).
Sem essa consciência continuaremos a ser "fé morta" e Jesus continuará a lastimar-se: "A messe é grande, mas os operários são poucos" (Mt 9, 37) e almas se perderão pela omissão de muitos.
Portanto, que o Espírito Santo nos conceda uma fé viva, ouvidos e língua de discípulos para bem cumprirmos aquilo que nos torna espiritualmente úteis nessa vida que é levar Vida ao que estava morto, que é evangelizar.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
domingo, 14 de outubro de 2012
"Talita cumi": Levanta-te pela fé.
A Palavra de Deus no Evangelho de São Lucas 8, 40-56 mostra dois momentos da vida pública de Jesus, aparentemente distintos, mas ligados por um mesmo fato, fato este que é parte fundamental na relação homem-Deus, homem-Jesus, homem-Trindade: a fé.
O texto narra em primeiro instante o que, ao que pode parecer, um homem e uma mulher vão ao encontro do Senhor Jesus Cristo; ao que pode parecer, por quê? Porque, assim como diz o Catecismo da Igreja Católica "é sempre Deus que toma a iniciativa de ir ao encontro do homem" (CIC, 620); logo, os personagens principais desta passagem bíblica: Jairo e a mulher hemorroíssa, não foram ao encontro de Jesus, mas foram encontrados por Jesus.
Agora, o que permitiu esse encontro? O texto vai deixar claro: a fé. É bem verdade que, assim como a maioria das pessoas, e nos dias atuais não é diferente, ambos foram ao Senhor por uma necessidade: Jairo aflito pela enfermidade da filha; a mulher, pelo seu problema de saúde. Porém, deve-se aqui destacar que ambos foram a Jesus a fim de verem-se livres de uma situação específica, no entanto, verão que deste encontro alcançarão algo muito maior.
Jairo clama pela filha enferma e, ao dirigirem-se para a casa onde se encontra a menina, comprimidos por uma multidão, em meio àquele alvoroço, está uma mulher que sofre de "um fluxo de sangue" (uma hemorragia constante), que impelida por um desejo de cura crê naquilo que possivelmente já havia ouvido falar, nas curas milagrosas de Jesus, e ao tocar o manto (vers. 44) vê-se instantaneamente curada.
Jesus automaticamente questiona os discípulos sobre quem o tocou (vers. 45) e ao receber como resposta que seria impossível saber quem teria sido, demonstra sua curiosidade exclamando: "senti sair de mim uma força" (vers. 46). A sequência do texto mostra que a mulher se apresenta e, ao ser despedida por Jesus, ouve do Senhor: "A tua fé te salvou; vai em paz" (vers. 48).
Ao seguir rumo à casa de Jairo chega a notícia ruim que aquele pai não queria ouvir: "a menina está morta" (vers. 49). Esse pai que estava cheio de esperança pelo que testemunhara na cura da mulher agora vê a mesma se acabar, se esvair, se perder. Todavia, ao seu lado não estava qualquer um, estava o Deus da Vida que intervém imediatamente exclamando: "Não temas; crê somente e ela será salva" (vers. 50). Logo após, o Senhor adentra a casa juntamente com três dos seus discípulos e os pais, e ao se deparar com a menina "segurando Ele a mão dela, disse em alta voz: Menina levanta-te" (vers. 54), "Talita cumi" (Mc 5, 41). A menina levanta-se, e é devolvida aos pais.
Observe que o Senhor Jesus cobra de Jairo a mesma fé que o fez ir até Jesus. Foi a fé que possibilitou esses dois milagres, foi a iniciativa deste pai e daquela mulher que os levaram a obter a graça desejada. Porém, algumas reflexões são necessárias nesta passagem do Evangelho. Primeiro: a fé é a única maneira de se alcançar as benécies de Jesus; é por meio dela que "as comportas do céu" se abre; Jesus antes de curar dois cegos pergunta a eles: "Credes que eu posso fazer isso?" (Mt 9, 28), é a fé motivada por uma firme esperança que toca em Jesus e o leva a agir, e agir do jeito que achar mais conveniente, principalmente porque Jesus age pela sua Palavra, e não pelo toque, daí entendermos as palavras de São Paulo quando diz que "a fé é o fundamento da esperança é uma certeza a respeito do que não se vê" (Hb 11, 1).
Segundo: a passagem bíblica fala que a menina tinha uns doze anos, a mulher padecia há doze anos, que Jesus adentrou a casa com três discípulos (Pedro, Tiago e João). Isso significa que Jesus agirá, futuramente, pela Igreja. A fé se manifesta pela Igreja, a fé não existe dissociada da Igreja, portanto o lugar do exercício da fé é na Igreja, como Igreja, como Corpo de Cristo que somos.
Terceiro: em ambos os casos o Senhor não fala em curar, mas em salvar: "Vai a tua fé te salvou", "Crê somente e ela será salva". Por quê será? Porque para Jesus mais que uma cura física, interessa é a cura da vida por completo; é a cura dos sentimentos, dos pensamentos, das atitudes...Jesus ao operar um milagre interessava-se era pela mudança de vida como aconteceu com Zaqueu; daí ao final daquela passagem Ele afirmar: "Hoje a salvação entrou nesta casa" (Lc 19, 9). Curar para Jesus é nada, salvar o homem da sua vida de pecado, da sua obstinação pela perdição, é que é fundamental.
Por isso que a fé nestes dois casos foi fundamental, porque aquela menina e aquela mulher precisavam mais que serem curadas, precisavam serem salvas, serem postas de pé (Talita cumi), pela força desse Cristo que transforma não em parte, mas por completo. A fé produz milagres diversos, mas para Jesus o maior deles é restabelecer no homem a dignidade de filho amado de Deus, e essa é a tarefa mais difícil, pois indubitavelmente, Jesus foi muito mais impactado pela renegação daquele jovem rico (Mt 19, 22-23), de Judas Iscariotes (Lc 22, 48), daquele ladrão na cruz (Lc 23, 39), do que de todos os enfermos, possessos e mortos que curou, libertou ressuscitou.
Use, então, a sua fé meu irmão, lance-se aos pés de Jesus como fez Jairo e a mulher; creia, confie, pois como disse o Senhor Jesus a Marta antes de ressuscitar Lázaro: "Se creres verás a glória de Deus" (Jo 11, 40). Mas para isso, Talita cumi, levanta-te, ergue-te, coragem, o Senhor é contigo, o "justo viverá pela fé" (Hab 2, 4), pois "sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb 11, 6).
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
O texto narra em primeiro instante o que, ao que pode parecer, um homem e uma mulher vão ao encontro do Senhor Jesus Cristo; ao que pode parecer, por quê? Porque, assim como diz o Catecismo da Igreja Católica "é sempre Deus que toma a iniciativa de ir ao encontro do homem" (CIC, 620); logo, os personagens principais desta passagem bíblica: Jairo e a mulher hemorroíssa, não foram ao encontro de Jesus, mas foram encontrados por Jesus.
Agora, o que permitiu esse encontro? O texto vai deixar claro: a fé. É bem verdade que, assim como a maioria das pessoas, e nos dias atuais não é diferente, ambos foram ao Senhor por uma necessidade: Jairo aflito pela enfermidade da filha; a mulher, pelo seu problema de saúde. Porém, deve-se aqui destacar que ambos foram a Jesus a fim de verem-se livres de uma situação específica, no entanto, verão que deste encontro alcançarão algo muito maior.
Jairo clama pela filha enferma e, ao dirigirem-se para a casa onde se encontra a menina, comprimidos por uma multidão, em meio àquele alvoroço, está uma mulher que sofre de "um fluxo de sangue" (uma hemorragia constante), que impelida por um desejo de cura crê naquilo que possivelmente já havia ouvido falar, nas curas milagrosas de Jesus, e ao tocar o manto (vers. 44) vê-se instantaneamente curada.
Jesus automaticamente questiona os discípulos sobre quem o tocou (vers. 45) e ao receber como resposta que seria impossível saber quem teria sido, demonstra sua curiosidade exclamando: "senti sair de mim uma força" (vers. 46). A sequência do texto mostra que a mulher se apresenta e, ao ser despedida por Jesus, ouve do Senhor: "A tua fé te salvou; vai em paz" (vers. 48).
Ao seguir rumo à casa de Jairo chega a notícia ruim que aquele pai não queria ouvir: "a menina está morta" (vers. 49). Esse pai que estava cheio de esperança pelo que testemunhara na cura da mulher agora vê a mesma se acabar, se esvair, se perder. Todavia, ao seu lado não estava qualquer um, estava o Deus da Vida que intervém imediatamente exclamando: "Não temas; crê somente e ela será salva" (vers. 50). Logo após, o Senhor adentra a casa juntamente com três dos seus discípulos e os pais, e ao se deparar com a menina "segurando Ele a mão dela, disse em alta voz: Menina levanta-te" (vers. 54), "Talita cumi" (Mc 5, 41). A menina levanta-se, e é devolvida aos pais.
Observe que o Senhor Jesus cobra de Jairo a mesma fé que o fez ir até Jesus. Foi a fé que possibilitou esses dois milagres, foi a iniciativa deste pai e daquela mulher que os levaram a obter a graça desejada. Porém, algumas reflexões são necessárias nesta passagem do Evangelho. Primeiro: a fé é a única maneira de se alcançar as benécies de Jesus; é por meio dela que "as comportas do céu" se abre; Jesus antes de curar dois cegos pergunta a eles: "Credes que eu posso fazer isso?" (Mt 9, 28), é a fé motivada por uma firme esperança que toca em Jesus e o leva a agir, e agir do jeito que achar mais conveniente, principalmente porque Jesus age pela sua Palavra, e não pelo toque, daí entendermos as palavras de São Paulo quando diz que "a fé é o fundamento da esperança é uma certeza a respeito do que não se vê" (Hb 11, 1).
Segundo: a passagem bíblica fala que a menina tinha uns doze anos, a mulher padecia há doze anos, que Jesus adentrou a casa com três discípulos (Pedro, Tiago e João). Isso significa que Jesus agirá, futuramente, pela Igreja. A fé se manifesta pela Igreja, a fé não existe dissociada da Igreja, portanto o lugar do exercício da fé é na Igreja, como Igreja, como Corpo de Cristo que somos.
Terceiro: em ambos os casos o Senhor não fala em curar, mas em salvar: "Vai a tua fé te salvou", "Crê somente e ela será salva". Por quê será? Porque para Jesus mais que uma cura física, interessa é a cura da vida por completo; é a cura dos sentimentos, dos pensamentos, das atitudes...Jesus ao operar um milagre interessava-se era pela mudança de vida como aconteceu com Zaqueu; daí ao final daquela passagem Ele afirmar: "Hoje a salvação entrou nesta casa" (Lc 19, 9). Curar para Jesus é nada, salvar o homem da sua vida de pecado, da sua obstinação pela perdição, é que é fundamental.
Por isso que a fé nestes dois casos foi fundamental, porque aquela menina e aquela mulher precisavam mais que serem curadas, precisavam serem salvas, serem postas de pé (Talita cumi), pela força desse Cristo que transforma não em parte, mas por completo. A fé produz milagres diversos, mas para Jesus o maior deles é restabelecer no homem a dignidade de filho amado de Deus, e essa é a tarefa mais difícil, pois indubitavelmente, Jesus foi muito mais impactado pela renegação daquele jovem rico (Mt 19, 22-23), de Judas Iscariotes (Lc 22, 48), daquele ladrão na cruz (Lc 23, 39), do que de todos os enfermos, possessos e mortos que curou, libertou ressuscitou.
Use, então, a sua fé meu irmão, lance-se aos pés de Jesus como fez Jairo e a mulher; creia, confie, pois como disse o Senhor Jesus a Marta antes de ressuscitar Lázaro: "Se creres verás a glória de Deus" (Jo 11, 40). Mas para isso, Talita cumi, levanta-te, ergue-te, coragem, o Senhor é contigo, o "justo viverá pela fé" (Hab 2, 4), pois "sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb 11, 6).
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
"...de pé"
Deus fez o homem à sua imagem e semelhança para viver sua dignidade em plenitude. O pecado levou o homem a viver sua indignidade em plenitude. O que Deus elevou o pecado rebaixou, e dali, do Éden até Jesus, o homem só conheceu - salvo raras exceções - a queda, o chão, a lama...
Foi para mudar este estado de coisas, e mostrar-nos que não é esta a condição para a qual fomos criados que Deus enviou Jesus: para nossa salvação, mas para devolver-nos essa dignidade perdida, também, e os Evangelhos apresentam alguns exemplos disso.
No Evangelho de São Lucas na passagem do encontro de Jesus com Zaqueu (Lc 19, 1-10) no versículo 8, após o Senhor ter estado na casa daquele cobrador de impostos pecador, odiado por quase todo o povo, diz a narração que "Zaqueu de pé diante do Senhor disse-lhe: "Senhor vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo". Aquele homem caído, imerso na "lama" da sua ambição, ganância, desonestidade...derrotado pelos seus males, agora encontra em Jesus perdão, libertação, salvação, e é, então, recolocado "de pé", perante Deus, perante os homens, perante si mesmo, perante a vida.
No Evangelho de São João duas passagens são emblemáticas: a primeira no encontro de Jesus com aquela mulher samaritana (Jo 4, 1-42) no versículo 8 Jesus pede água e a mesma nega. Dali desenvolve-se um diálogo onde o Senhor expõe a fragilidade dessa mulher: a afetividade; já havia tido cinco maridos, e o atual não era dela (vers. 18), após aquele diálogo, sem preconceito ou repreensões, diz a Palavra que "a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: "Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria Ele, porventura, o Cristo?. Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus" (vers. 28-30). Foi outra que conheceu a experiência de ser posta "de pé" e experimentar, agora, a dignidade de ser filha de Deus.
Por fim, também no Evangelho de São João, o encontro de Jesus com a mulher adúltera (Jo 8, 1-11). Este caso é emblemático, pois acorre uma multidão de acusadores a Jesus trazendo uma mulher flagrada em adultério à qual é lançada aos pés de Jesus mostrando, assim, a condição humana de sermos pelo mesmo mundo que nos corrompe, ser o mesmo que nos acusa. Jogada por terra ouve Jesus ser questionado se era ou não merecedora de apedrejamento, e a sentença que parecia inevitável lhe é favorável e a mesma é livrada da condenação de morte. O versículo 9 diz que "...Jesus ficou sozinho, com a mulher diante Dele..."; aquela que se encontrava caída diante dos "senhores da morte", agora encontra-se "de pé" diante do Senhor da Vida que a ela diz: "Ninguém te condenou? (....) Nem Eu te condeno." (vers. 10-11) e dá-lhe uma ordem: "Vai e não tornes a pecar" (vers. 11).
Aquela mulher, que alguns dizem ser Maria Madalena, nunca mais foi a mesma, por quê? Por que experimentou a mesma coisa que Zaqueu e a Samaritana: a graça de ser tirado do charco, do lodo, da lama, da lavagem dos porcos como o filho pródigo e ser recolocado na casa do Pai, com a dignidade de filha.
Esta foi, e continua sendo, por meio da Santa Igreja a missão de Jesus, porém, quanto mais se busca mostrar, e oferecer a todo homem esta possibilidade, mais se percebe uma inveterada disposição do mesmo em permanecer nesta condição terrível de "caído", derrotado, chafurdando na lama das suas falsas e enganosas ilusões, alimentando-se nas "lavagens" dessa vida travestidas sobre a forma de bens materiais, fama, sucesso, vaidades, egoísmo, individualismo...Obstinados por essa opção de vida muitos fecham-se à essa possibilidade de uma nova vida o que terminará, por consequência, em um completo vazio de sentido, traduzido em angústia e depressão, pois no grande Mandamento "Amar a Deus, ao próximo, como a sí mesmo" a vida só é completa nestas três dimensões. Assim, o Mal trabalha para matar em nós a primeira e a segunda dimensão deste Mandamento, potencializando o último, por isso Zaqueu, a Samaritana e a Adúltera chegaram àquela situação de vida.
O Senhor veio para restabelecer na vida deles, e de cada um que dê essa permissão, o ressuscitar dessas duas primeiras dimensões: Deus e o próximo. Restaurados nesse sentido puderam, então, viver nova existência "de pé", vencedores, libertos, plenos de sentido, felizes...
Jesus deseja o mesmo a você. Permita-se, como Maria e João (a Igreja): "de pé aos pés da cruz" (Jo 19, 25-26) reencontrar a Vida Nova que ressuscita no amor, pois verdadeiramente "se Jesus vos libertar, vós sereis verdadeiramente livres" (Jo 8, 36). Opte por estar "de pé" com Jesus, e não "caído" com o mundo.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Foi para mudar este estado de coisas, e mostrar-nos que não é esta a condição para a qual fomos criados que Deus enviou Jesus: para nossa salvação, mas para devolver-nos essa dignidade perdida, também, e os Evangelhos apresentam alguns exemplos disso.
No Evangelho de São Lucas na passagem do encontro de Jesus com Zaqueu (Lc 19, 1-10) no versículo 8, após o Senhor ter estado na casa daquele cobrador de impostos pecador, odiado por quase todo o povo, diz a narração que "Zaqueu de pé diante do Senhor disse-lhe: "Senhor vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo". Aquele homem caído, imerso na "lama" da sua ambição, ganância, desonestidade...derrotado pelos seus males, agora encontra em Jesus perdão, libertação, salvação, e é, então, recolocado "de pé", perante Deus, perante os homens, perante si mesmo, perante a vida.
No Evangelho de São João duas passagens são emblemáticas: a primeira no encontro de Jesus com aquela mulher samaritana (Jo 4, 1-42) no versículo 8 Jesus pede água e a mesma nega. Dali desenvolve-se um diálogo onde o Senhor expõe a fragilidade dessa mulher: a afetividade; já havia tido cinco maridos, e o atual não era dela (vers. 18), após aquele diálogo, sem preconceito ou repreensões, diz a Palavra que "a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: "Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria Ele, porventura, o Cristo?. Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus" (vers. 28-30). Foi outra que conheceu a experiência de ser posta "de pé" e experimentar, agora, a dignidade de ser filha de Deus.
Por fim, também no Evangelho de São João, o encontro de Jesus com a mulher adúltera (Jo 8, 1-11). Este caso é emblemático, pois acorre uma multidão de acusadores a Jesus trazendo uma mulher flagrada em adultério à qual é lançada aos pés de Jesus mostrando, assim, a condição humana de sermos pelo mesmo mundo que nos corrompe, ser o mesmo que nos acusa. Jogada por terra ouve Jesus ser questionado se era ou não merecedora de apedrejamento, e a sentença que parecia inevitável lhe é favorável e a mesma é livrada da condenação de morte. O versículo 9 diz que "...Jesus ficou sozinho, com a mulher diante Dele..."; aquela que se encontrava caída diante dos "senhores da morte", agora encontra-se "de pé" diante do Senhor da Vida que a ela diz: "Ninguém te condenou? (....) Nem Eu te condeno." (vers. 10-11) e dá-lhe uma ordem: "Vai e não tornes a pecar" (vers. 11).
Aquela mulher, que alguns dizem ser Maria Madalena, nunca mais foi a mesma, por quê? Por que experimentou a mesma coisa que Zaqueu e a Samaritana: a graça de ser tirado do charco, do lodo, da lama, da lavagem dos porcos como o filho pródigo e ser recolocado na casa do Pai, com a dignidade de filha.
Esta foi, e continua sendo, por meio da Santa Igreja a missão de Jesus, porém, quanto mais se busca mostrar, e oferecer a todo homem esta possibilidade, mais se percebe uma inveterada disposição do mesmo em permanecer nesta condição terrível de "caído", derrotado, chafurdando na lama das suas falsas e enganosas ilusões, alimentando-se nas "lavagens" dessa vida travestidas sobre a forma de bens materiais, fama, sucesso, vaidades, egoísmo, individualismo...Obstinados por essa opção de vida muitos fecham-se à essa possibilidade de uma nova vida o que terminará, por consequência, em um completo vazio de sentido, traduzido em angústia e depressão, pois no grande Mandamento "Amar a Deus, ao próximo, como a sí mesmo" a vida só é completa nestas três dimensões. Assim, o Mal trabalha para matar em nós a primeira e a segunda dimensão deste Mandamento, potencializando o último, por isso Zaqueu, a Samaritana e a Adúltera chegaram àquela situação de vida.
O Senhor veio para restabelecer na vida deles, e de cada um que dê essa permissão, o ressuscitar dessas duas primeiras dimensões: Deus e o próximo. Restaurados nesse sentido puderam, então, viver nova existência "de pé", vencedores, libertos, plenos de sentido, felizes...
Jesus deseja o mesmo a você. Permita-se, como Maria e João (a Igreja): "de pé aos pés da cruz" (Jo 19, 25-26) reencontrar a Vida Nova que ressuscita no amor, pois verdadeiramente "se Jesus vos libertar, vós sereis verdadeiramente livres" (Jo 8, 36). Opte por estar "de pé" com Jesus, e não "caído" com o mundo.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Filhos santos, educados na fé, serão formadores de outras famílias santas.
Filhos gerados como fruto de um desejo do casal, como se pode observar no exemplo de Tobias e Sara em Tb 8, 9 onde Tobias ora no leito nupcial: “Ora, vós sabeis, ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a minha prima como esposa, mas unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade, pela qual o vosso nome seja eternamente bendito”, devem ser educados, ensinados, formados para uma vida digna e reta, principalmente, fundamentada em parâmetros e princípios espirituais.
Para isso, esses “bons frutos”, os filhos, tem que seguir os passos de Jesus, viverem unidos à Ele e ao Seu Corpo (a Igreja), seguir seus ensinamentos, cumprir fielmente as suas palavras. Jesus em João 15, 4 diz: “Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós”; assim, cada família no propósito de bem conduzir seus filhos na fé devem compreender alguns pontos que são fundamentais para que esses frutos venham a ser, também, geradores de outros bons frutos.
Primeiro ponto: um ramo sobrevive do alimento – a seiva – que a planta lhe fornece. Logo, família que não se liga a Jesus morre de inanição; inanição espiritual, pois Jesus é o Pão da vida, e Ele se dá a todos por meio das Sagradas Escrituras e da Santa Eucaristia, desta feita, filhos santos deverão ser resultado desta intimidade com Jesus na Palavra, na Eucaristia e na oração.
Segundo ponto: um ramo tem suas atividades reguladas por substâncias na época e tempo certos. Dentre essas atividades está a época de reprodução, para serem gerados os frutos. A floração, a produção dos gametas, a formação dos frutos, tudo é controlado por substâncias específicas: os hormônios. A família deve ter sua substância reguladora – o Espírito Santo – agindo para que cada coisa possa acontecer no tempo certo. Porém, a constatação é que se essa interação com Jesus é interrompida muito cedo, ainda nos primeiros anos de vida, assim o Espírito não age e essa família passa a viver de forma desregulada.
As flores (filhos) começam a desabrochar antes do previsto; a força das incitações provenientes dos meios diversos força um amadurecimento cada vez mais precoce. O período propício para os enlaces íntimos e, consequentemente, a geração de novos frutos é antecipada. Esses frutos gerados fora de época muitas vezes são descartados e vão gerar mais e mais ramos estéreis, separados da Videira verdadeira, destinados ao fogo, à destruição, como afirma a Palavra de Deus em Jo 15, 6.
“Filho honra teu pai e tua mãe para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor teu Deus” (Ex 20, 12). Filhos santos devem ter em mente que, assim como a família é um ramo que não pode estar separada de Jesus, assim também eles devem ter consciência que são ramos que não podem estar separados dos pais.
Daí a Palavra de Deus exortar tão seriamente aos filhos a obedecerem aos pais como cita Provérbios 1, 8-9: “Ouve, meu filho, a instrução do teu pai, não desprezes o ensinamento de tua mãe. Isto será, pois, um diadema de graça para tua cabeça e um colar para teu pescoço”. Percebe-se, claramente, que a obediência dos filhos para com os pais será visto como jóias preciosas (diadema, colar) por outras pessoas.
É maravilhosa a passagem do livro de Tobias 4, 1-20 onde o pai de Tobias, Tobit, dá uma série de conselhos ao filho exortando-o, entre outras coisas, à prática da caridade, honestidade, amar a Deus e obedecer a Lei e, viver a castidade para um matrimônio santo (vers. 13). Tobias segue à risca esses ensinamentos e o resultado foi ter conhecido Sara com quem casou-se e teve muito filhos, certamente, obedientes e retos como ele, Tobias, o foi.
Ramos ligados à Jesus e à Igreja, filhos ligados aos pais, em obediência total, florescem e frutificam na época certa, pois, assim como as folhas são a fonte produtora de alimento para os ramos, assim também em Jesus ter-se-á uma fonte di alimento pela Palavra e pela Eucaristia. E assim, este ramo, este templo, esta família, como tantas outras que buscam o mesmo propósito, se permanecerem firmadas em Jesus, serão disseminadoras de frutos bons em meio a um mundo onde tantos frutos ruins são produzidos, pois a educação na fé tem sido cada vez mais abandonada para dar lugar a uma criação egoísta, mercantilista e individualista, tendo como resultado uma geração fútil, promíscua, violenta, sem o mínimo temor de Deus.
Com esta reflexão concluo esta série de textos sobre família, dom de Deus, necessária para a existência da humanidade, por saber disso que satanás a tem atacado tão impiedosamente, mas no final o bem triunfará e ela também, para isso a Igreja conta com cristãos batizados autênticos guiados pela fé da Igreja e autênticos testemunhos do amor de Deus, que crêem que a família é de suma "importância para a vida e o bem estar da sociedade" (CIC, 2210)
Ramos ligados à Jesus e à Igreja, filhos ligados aos pais, em obediência total, florescem e frutificam na época certa, pois, assim como as folhas são a fonte produtora de alimento para os ramos, assim também em Jesus ter-se-á uma fonte di alimento pela Palavra e pela Eucaristia. E assim, este ramo, este templo, esta família, como tantas outras que buscam o mesmo propósito, se permanecerem firmadas em Jesus, serão disseminadoras de frutos bons em meio a um mundo onde tantos frutos ruins são produzidos, pois a educação na fé tem sido cada vez mais abandonada para dar lugar a uma criação egoísta, mercantilista e individualista, tendo como resultado uma geração fútil, promíscua, violenta, sem o mínimo temor de Deus.
Com esta reflexão concluo esta série de textos sobre família, dom de Deus, necessária para a existência da humanidade, por saber disso que satanás a tem atacado tão impiedosamente, mas no final o bem triunfará e ela também, para isso a Igreja conta com cristãos batizados autênticos guiados pela fé da Igreja e autênticos testemunhos do amor de Deus, que crêem que a família é de suma "importância para a vida e o bem estar da sociedade" (CIC, 2210)
domingo, 9 de setembro de 2012
Família santa só é completa quando gera frutos: os filhos.
Um matrimônio concebido na presença constante de Deus deve tornar-se completo com a geração de filhos, visto que família é marido, esposa e filhos em obediência à ordem de Deus que perdura desde Adão e Eva determinou: "crescei e multiplicai-vos" (Gn 1, 28). Filhos que devem ser expressão de um desejo do casal, pois o que se constata em muitos casamentos são filhos gerados, até mesmo antes da união, sem serem desejados, amados, queridos, aguardados com expectativa, mas que foram fruto de um "deslize", de uma "vacilada", que serão, em vez de benção, de alegria, serão um estorvo, um impedimento, um entrave.
Filhos nascidos de um namoro santo e de uma união sacramental serão graça de Deus, mas para casos onde foram fruto de mera promiscuidade, serão um "peso", um "fardo", onde, em muitos casos, não chegam nem a nascer vitimados pela ação criminosa do aborto.
Crianças desejadas, amadas, gestadas e geradas num lar cristão serão, provavelmente, cidadão íntegros, respeitadores, corretos, honestos, tementes a Deus, pois certamente serão guiados segundo parâmetros espirituais de fé e moral.
O contrário disso será a geração de crianças indesejadas, infelizes, que serão adolescentes, jovens e adultos problemáticos com tendência a reproduzirem, até de forma pior, aquilo que viveram na infância: a falta de amor, de parâmetros cristãos, de exemplos de caráter e moral...Essas crianças não verão, exemplos salutares, mas, ao contrário, serão testemunhas de um lar onde impera a desunião, as brigas, a violência, pois não há Deus, consequência da falta de um namoro santo, de uma união santa.
Vivendo nestes ambientes, muitos filhos presenciam a ruína total do seu lar e lançam-se à própria sorte como "crianças de rua" fadadas a delinquência. Daí ser mentirosa a afirmação que "crianças de rua" são fruto de um sistema injusto de má distribuição de renda, o que na verdade é parte do problema, pois a situação tem grande causa no ambiente familiar conflituoso.
Em virtude da situação alarmante de descaso com os preceitos familiares cristãos, o homem tem-se apegado cada vez mais ao individualismo e ao egoísmo, levando-o a pensar quase que exclusivamente em si; assim, gerar filhos ganhou uma conotação capitalista no sentido que ter filhos é gerar custos, é perder oportunidades e não ter garantias de retorno do investimento. A consequência são famílias pequenas, no máximo com dois filhos, pois é o que se pode pensar em termos de suster e suprir visando um futuro melhor. Muitos casais ao pensarem desta forma estão abrindo mão dos filhos para buscar seus interesses pessoais.
Superar este estado de coisas só será possível com casais caminhando segundo os preceitos e Mandamentos de Deus, para que famílias santas, sadias, estruturadas e preparadas para os modernismos destes tempos possam resistir e permanecer.
É pela obediência e prática dos ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras e no que é orientação Santa Madre Igreja que se poderá vislumbrar uma sociedade mais íntegra e santa, pois em cada casa, em cada lar, em cada família santa, estarão sendo gerados filhos santos, fruto do amor e não do acaso, tendo-se nestas famílias um santuário de Deus erguido mediante a obediência à voz do Senhor.
Filhos nascidos de um namoro santo e de uma união sacramental serão graça de Deus, mas para casos onde foram fruto de mera promiscuidade, serão um "peso", um "fardo", onde, em muitos casos, não chegam nem a nascer vitimados pela ação criminosa do aborto.
Crianças desejadas, amadas, gestadas e geradas num lar cristão serão, provavelmente, cidadão íntegros, respeitadores, corretos, honestos, tementes a Deus, pois certamente serão guiados segundo parâmetros espirituais de fé e moral.
O contrário disso será a geração de crianças indesejadas, infelizes, que serão adolescentes, jovens e adultos problemáticos com tendência a reproduzirem, até de forma pior, aquilo que viveram na infância: a falta de amor, de parâmetros cristãos, de exemplos de caráter e moral...Essas crianças não verão, exemplos salutares, mas, ao contrário, serão testemunhas de um lar onde impera a desunião, as brigas, a violência, pois não há Deus, consequência da falta de um namoro santo, de uma união santa.
Vivendo nestes ambientes, muitos filhos presenciam a ruína total do seu lar e lançam-se à própria sorte como "crianças de rua" fadadas a delinquência. Daí ser mentirosa a afirmação que "crianças de rua" são fruto de um sistema injusto de má distribuição de renda, o que na verdade é parte do problema, pois a situação tem grande causa no ambiente familiar conflituoso.
Em virtude da situação alarmante de descaso com os preceitos familiares cristãos, o homem tem-se apegado cada vez mais ao individualismo e ao egoísmo, levando-o a pensar quase que exclusivamente em si; assim, gerar filhos ganhou uma conotação capitalista no sentido que ter filhos é gerar custos, é perder oportunidades e não ter garantias de retorno do investimento. A consequência são famílias pequenas, no máximo com dois filhos, pois é o que se pode pensar em termos de suster e suprir visando um futuro melhor. Muitos casais ao pensarem desta forma estão abrindo mão dos filhos para buscar seus interesses pessoais.
Superar este estado de coisas só será possível com casais caminhando segundo os preceitos e Mandamentos de Deus, para que famílias santas, sadias, estruturadas e preparadas para os modernismos destes tempos possam resistir e permanecer.
É pela obediência e prática dos ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras e no que é orientação Santa Madre Igreja que se poderá vislumbrar uma sociedade mais íntegra e santa, pois em cada casa, em cada lar, em cada família santa, estarão sendo gerados filhos santos, fruto do amor e não do acaso, tendo-se nestas famílias um santuário de Deus erguido mediante a obediência à voz do Senhor.
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