A vida é marcada por lutas e batalhas, adversidades que se erguem a todo momento; e, muitas vezes, logo em seguida a ter-se conseguido superar uma delas.
No entanto, a desestabilização que essas realidades provocam estão diretamente relacionadas à forma como se encara tais desafios, pois, na humanidade fraca de cada um o que pior acontece é a dimensão que se dá ao problema.
O "agigantamento" do desafio que se enfrenta está ligado ao fato de que cada pessoa se acha capaz de resolver tudo por suas próprias capacidades sem de ninguém precisar (autossuficiência), e ao perceber a impossibilidade de fazê-lo desespera-se. No entanto, existe maneira de enfrentar tal realidade e superá-la.
Este fato está biblicamente demonstrado na batalha que enfrentavam os israelitas contra os filisteus (1 Sm 17, 1-58), onde a figura de Golias (gigante imbatível), que desafiava e ameaçava a todos daquele exército, era motivo de inquietação e angústia.
Surge, então, Davi, um jovem que levava provisões aos irmãos que estavam no combate e que ao perceber aquele exército acuado ante Golias oferece-se para enfrentá-lo. A princípio é desacreditado, mas recebe a permissão do rei para encarar o gigante.
Primeiramente, é revestido de toa a indumentária de soldado, mas não se sentindo a vontade abre mão de espada e escudo e vai para o enfrentamento com uma funda e aquilo que foi o fundamental: a fé no Deus de Israel.
Davi apresenta-se para o combate e Golias, ao verse perante um jovem sem porte nem armas adequadas, desdenha do oponente que, aos seus olhos, era tão desqualificado. No entanto, o embate tem início e o jovem Davi munido de funda e pedra acerta a fronte de Golias que tomba sem vida e que depois terá a cabeça decepada o que encoraja o restante do exército israelita que, lançando-se sobre os filisteus, os derrota.
O que explica a vitória de Davi, que humanamente tinha plena consciência que o desafio diante de si era impossível de derrotar? A certeza que ao seu lado estava o Deus Todo Poderoso, o Deus dos Patriarcas, o Deus de Moisés que com sua força retirou seu povo do cativeiro do Egito e das mãos de faraó.
A fé neste Deus que o impulsionou, ante a humilhação que passava o exército, a reagir dizendo: "E quem é esse filisteu incircunciso para insultar desse modo o exército do Deus vivo?" (vers. 26) e nessa fé declara a Golias: "Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos, do Deus das fileiras de Israel, que tu insultaste. Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos" (vers. 45-46), e com isso mostra que mesmo sendo fisicamente pequenino perante o gigante tinha plena certeza que Aquele que combateria ao seu lado era imensamente maior que Golias.
Este exemplo de Davi é emblemático para mostrar a toda pessoa que se o mundo com suas facetas se agiganta perante nós, o Deus infinitamente maior que habita em cada um deve prevalecer, por isso que São João declara que "o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo". E esta certeza que habita nos corações e mentes é a fé que não deixa acabrunhar nem recuar, mas enfrentar.
Agora, o detalhe que faz toda a diferença é reconhecer-se pequeno, e com humildade, ter consciência que só Deus pode. Essa capacidade de rebaixar-se permite Deus elevar-se e a vitória sobre o mundo acontece.
Jesus venceu o mundo apequenando-se; os heróis e heroínas da fé venceram o mundo apequenando-se e confiando totalmente Naquele que era maior Neles.
No mundo está o pecado, em todas as suas formas e nuances, agigantando-se perante nós, querendo nos fazer crer que somos incapazes de vencê-lo, e, certamente por nós mesmos não o seremos, no entanto, permitindo que Aquele que derrotou o pecado aja, certamente, o pecado e todo e qualquer desafio será derrotado.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
sábado, 24 de setembro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
"Rochedo em lençol de água, pedra em fonte de água viva" (Sl 113, 8)
A magnífica capacidade que Deus possui de subverter a lógica natural das coisas é, e sempre será, algo que maravilha os olhos de quem tem fé, ao passo que seguirá inquietando a racionalidade e pragmatismo dos incrédulos.
Dentre esses tantos exemplos de ações extraordinárias da parte do Todo Poderoso está o que reza Davi nos Salmos 113 (114), 7-8: "Ante a face de Deus, treme, o terra, por quem o rochedo se mudou em lençol de água, e a pedra em fonte de água viva".
Certamente, o salmista faz menção à passagem da história do povo de Israel que ao sair do Egito e passar o Mar Vermelho, adentra o deserto e , em certa passagem, ao ter o povo reclamando da falta de água, Moisés vai ao Senhor que pede que, com sua vara, fira o monte Horeb e deste jorra água" (Ex 17, 1-6)
Esta é uma das tantas passagens que marcaram a história desse povo, mas que tomará nova conotação a partir da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Pedra Angular (Sl 117, 22; Mt 21, 42). A partir Dele, ver-se-á não um, mais muitos "horebs" verterem água, visto que agora essas "rochas" são homens de coração rijo que se deixaram petrificar pelas suas faltas e iniquidades.
A prefiguração do rochedo que jorra água agora se materializa em cada homem cujo "coração de pedra" (Ez 36, 26) será mudado em um "coração de carne" (vers. 26) e, a partir dessa transformação, dele "manarão rios de água viva" (Jo 7, 38); e o único capaz de realizar tal intento é Jesus: daí ter sido ferido em seu lado no alto da cruz de jorrou sangue e água (Jo 19, 34), demonstrado que Ele é o rochedo, Ele é a pedra que se muda em lençol de água, em fonte de água viva, e que é capaz de propiciar o mesmo a todos que Nele crerem.
Verdadeiramente, ante o poder de Deus e o fato de dominar sobre tudo o que existe, pois tudo foi feito por Ele (Jo 1, 3) e tudo se submete a Ele, não é impossível a este Deus extrair água da rocha mais resistente. No entanto, relativamente ao homem a missão se torna mais complexa, por que a graça só se dará mediante uma permissão: a fé.
Daí a Palavra de Deus dizer que Jesus está à porta e bate (Ap 3, 20), desejando receber essa permissão; permissão que lhe foi dada pela samaritana (Jo 4, 1-42) que tocada pela Palavra do "Rochedo da salvação" (Dt 32, 15; Sl 61, 3) verteu tanta água viva que transbordou a outros tantos da vila em que vivia levando muitos a ter a mesma experiência que tivera.
Pedro (a pedra), Paulo, e tantos outros, num encontro pessoal com essa "rocha" deixaram de experimentar dureza, rigidez, insensibilidade, esterilidade, para experimentar e vivenciar alegria, caridade, afabilidade...
No entanto, a despeito de tão miraculosa restauração ser capaz este Deus, a humanidade nunca se mostrou tão empedernida, tão rija, tão reticente, fruto de uma cultura hedonista, relativista, apóstata que cada vez mais se abraça ao pecado dos prazeres fulgazes e momentâneos devotando a eles total devoção.
A despeito dessa triste realidade, o Pai de misericórdia não desiste de esperar o retorno dos "corações de pedra" que andam a esmo e ao sabor das suas concupiscências, como fora com o filho pródigo; persiste em crer que, como aquele filho, "entre-se em si mesmos" (Lc 15, 17), reconheçam-se os erros, arrependam-se e voltem a Ele.
E naquele abraço de amor, o coração de pedra tornará um novo coração. A rocha estéril voltará a verter água viva, pois quem, além de Deus pode realizar tal prodígio?
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dentre esses tantos exemplos de ações extraordinárias da parte do Todo Poderoso está o que reza Davi nos Salmos 113 (114), 7-8: "Ante a face de Deus, treme, o terra, por quem o rochedo se mudou em lençol de água, e a pedra em fonte de água viva".
Certamente, o salmista faz menção à passagem da história do povo de Israel que ao sair do Egito e passar o Mar Vermelho, adentra o deserto e , em certa passagem, ao ter o povo reclamando da falta de água, Moisés vai ao Senhor que pede que, com sua vara, fira o monte Horeb e deste jorra água" (Ex 17, 1-6)
Esta é uma das tantas passagens que marcaram a história desse povo, mas que tomará nova conotação a partir da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Pedra Angular (Sl 117, 22; Mt 21, 42). A partir Dele, ver-se-á não um, mais muitos "horebs" verterem água, visto que agora essas "rochas" são homens de coração rijo que se deixaram petrificar pelas suas faltas e iniquidades.
A prefiguração do rochedo que jorra água agora se materializa em cada homem cujo "coração de pedra" (Ez 36, 26) será mudado em um "coração de carne" (vers. 26) e, a partir dessa transformação, dele "manarão rios de água viva" (Jo 7, 38); e o único capaz de realizar tal intento é Jesus: daí ter sido ferido em seu lado no alto da cruz de jorrou sangue e água (Jo 19, 34), demonstrado que Ele é o rochedo, Ele é a pedra que se muda em lençol de água, em fonte de água viva, e que é capaz de propiciar o mesmo a todos que Nele crerem.
Verdadeiramente, ante o poder de Deus e o fato de dominar sobre tudo o que existe, pois tudo foi feito por Ele (Jo 1, 3) e tudo se submete a Ele, não é impossível a este Deus extrair água da rocha mais resistente. No entanto, relativamente ao homem a missão se torna mais complexa, por que a graça só se dará mediante uma permissão: a fé.
Daí a Palavra de Deus dizer que Jesus está à porta e bate (Ap 3, 20), desejando receber essa permissão; permissão que lhe foi dada pela samaritana (Jo 4, 1-42) que tocada pela Palavra do "Rochedo da salvação" (Dt 32, 15; Sl 61, 3) verteu tanta água viva que transbordou a outros tantos da vila em que vivia levando muitos a ter a mesma experiência que tivera.
Pedro (a pedra), Paulo, e tantos outros, num encontro pessoal com essa "rocha" deixaram de experimentar dureza, rigidez, insensibilidade, esterilidade, para experimentar e vivenciar alegria, caridade, afabilidade...
No entanto, a despeito de tão miraculosa restauração ser capaz este Deus, a humanidade nunca se mostrou tão empedernida, tão rija, tão reticente, fruto de uma cultura hedonista, relativista, apóstata que cada vez mais se abraça ao pecado dos prazeres fulgazes e momentâneos devotando a eles total devoção.
A despeito dessa triste realidade, o Pai de misericórdia não desiste de esperar o retorno dos "corações de pedra" que andam a esmo e ao sabor das suas concupiscências, como fora com o filho pródigo; persiste em crer que, como aquele filho, "entre-se em si mesmos" (Lc 15, 17), reconheçam-se os erros, arrependam-se e voltem a Ele.
E naquele abraço de amor, o coração de pedra tornará um novo coração. A rocha estéril voltará a verter água viva, pois quem, além de Deus pode realizar tal prodígio?
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
“Que o vosso fruto permaneça” (Jo 15, 16)
O chamado missionário trás em
si algumas exigências das quais uma está destacada pelo Senhor Jesus no seu
diálogo com os discípulos na última ceia: gerar frutos. Mas não somente isso,
que esses “frutos” permaneçam, persistam, não se degenerem.
Quando o Senhor declara: “Eu vos constituí para que
vades e produzam muitos frutos. E que o vosso fruto permaneça”, Jesus impõe uma
exigência que há muitos passa despercebido, ou se não, é tratada com pouca
seriedade, visto que o desejo explícito do Senhor é que não apenas se “pregue o
Evangelho a toda criatura” (Mt 16, 15), mas que essa pregação gere,
verdadeiramente, uma conversão perene, com mudança total, com a substituição de
“homem velho” para “homem novo” (Cl 3, 10).
Assim, não é suficiente a Jesus um anúncio que não
produza mudança radical, adesão sincera e imutável a Ele, conversão que não
“olha para trás” (Lc 9, 62), desta forma, o Senhor não se contenta com uma
evangelização estéril, que não gera vida em abundância no outro, que não retira
da pocilga os “filhos pródigos” deste mundo.
Quem bem entendeu esta palavra de Jesus foi o
apóstolo Paulo em 1 Cor 3, 9-15 quando diz no versículo
12 e 13: “Agora, se alguém edifica este fundamento, com ouro, ou com prata, ou
com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um
aparecerá”. Ora, São Paulo ao afirmar que só existe um fundamento, Jesus
Cristo, agora a “edificação” (o homem), ou seja, a obra que se edifica e com
que material se edifica é que é o importante, pois claramente ele faz menção à
qualidade do material utilizado.
Observa-se que o Apóstolo vai do melhor material: o
ouro, ao mais insignificante: a palha, e que a prova de que a edificação foi
realizada com melhor ou pior material é o fogo da provação. Logo, subtende-se
que ouro, prata, pedras preciosas terão maior resistência, enquanto que
madeira, feno e palha, certamente, não resistirão. Isso vem, então, deixar
patente que o “fruto” que permanecerá será aquele que foi gerado com o melhor
dos materiais.
Logo, a pregação, que gerará “edifícios de ouro,
prata ou pedras preciosas” é aquela realizada por aquele (a) que tem sua vida
totalmente mergulhada em Cristo, que assim como o próprio São Paulo afirma “Eu
vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20), uma presença
plena de Jesus nas atitudes, nas palavras, nas ações, que se observa na vida de
tantos outros santos e santas, mas que também está na vida de outros que não
necessariamente estão na glória dos altares.
Estas pessoas tinham a plena consciência que levar
Jesus ao outro não é um fazer por fazer, um ir por ir, correndo o risco de
produzir uma obra de má qualidade, ou nem mesmo produzir coisa alguma. Os “edificadores”
cujos “frutos” permanecem são os que empenham todo o amor recebido de Jesus em
benefício daqueles que necessitam experimentar deste mesmo amor.
Os “edificadores” cujos “frutos” permanecem nunca
abrem mão da verdade, da fé e da caridade; da vida de oração e da intimidade
com a Palavra de Deus; de ter ao Espírito Santo como auxiliador na sua missão;
da consciência que uma pregação ungida edifica, suscita fé e impulsiona aquele
(a) que a ouve a dar um passo na direção de Jesus e de uma mudança de vida.
Um anúncio não pode se contentar com um resultado
pífio onde um ou outro toma uma decisão e que pouco tempo depois será visto
vivendo a mesma vida de pecado de outrora, mas deve ansiar por alcançar a
muitos e testemunhar todos perseverando, firmes no propósito de que haja o que
houver não retrocederão, pois a opção por Jesus é definitiva.
Deus te faça um servo (a) produtor de “frutos”
permanentes para a honra e glória do Senhor Jesus.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
O bom, o belo e o verdadeiro
"Em certo sentido, a beleza é a expressão visível do bem, do mesmo modo que o bem é a condição metafísica da beleza." (São João Paulo II, Carta aos artistas)
Não querendo aqui abordar a profundidade filosófica do tema (o qual não possuo), apenas busco refletir o fato de que o Deus todo poderoso, criador do céu e da Terra, ao finalizar cada etapa da sua obra a contemplava e diz a Palavra: "E Deus viu que isso era bom." (Gn 1, 10). Ao sexto dia, ao criar o homem à sua imagem e semelhança, diz a Sagrada Escritura que "Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo eram muito bom." (Gn 1, 30)
Por quê viu o Senhor Deus que era bom? Por que contempla, agora, ante seus olhos a beleza do que havia gerado harmoniosamente, equilibradamente, céu, firmamento, elementos, seres vivos, o homem...interagindo em sintonia e sinfonia perfeita. E essa beleza se revela na verdade dos fatos: tudo foi feito por Deus por amor e com amor.
No entanto, havia um risco de tudo se perder: a desobediência, o pecado. E, infelizmente, é o que veio a acontecer e toda a criação de lá para cá sofre as consequências de ter sido enredada pelo engano da "serpente", do inimigo de Deus, que personifica o mau, o feio e o falso.
O homem, desde então, degenerado na sua natureza pelo pecado original, segue, assim, contaminado por esse mazela optando pelo mal em detrimento do bem; do feio e grotesco em detrimento do belo, e do falso e mentiroso em detrimento do verdadeiro.
E isso se comprova em muitos exemplos, é o caso de um dono de uma fábrica de determinado produto que para fabricá-lo gerará rejeitos tóxicos.
Este empresário decide por instalar seu empreendimento próximo a um rio numa região de muita vegetação, com abundância de peixes e que abastece cidades próximas. Esta pessoa tem plena consciência que seu negócio produzirá um grande mal àquele lugar (desmatamento, contaminação da água, prejuízo aos moradores locais), a beleza daquele cenário se perderá e danos serão provocados, esta é a verdade.
No entanto, na sua natureza deturpada o dono da empresa raciocina: "Os dividendos que a empresa gerará compensarão os "pequenos" danos que porventura possam ocorrer". Vê-se que, então, que a falta da verdade nesta premissa já deixa claro que a esta pessoa o bom, o belo e o verdadeiro são relativos ou mesmo irrelevantes.
Assim é, também, na vida espiritual; relativize-se ou mesmo negue-se a verdade que o bom e o belo deixarão de ter importância. É o caso da fé no que tange a crer e aceitar a Jesus Cristo, pois a verdade é que: o homem sem Deus está entregue ao pecado e suas consequências sendo, por ele desfigurado e destruído tornando-se incapaz de produzir algo de bom, nem muito menos demonstrar beleza no que se faz.
Não é assim com o traficante? A prostituta? O corrupto? O estelionatário? O incrédulo?..., enfim, são tantos exemplos que fundamentam essa verdade, entretanto, o homem "pós-moderno" imbuído desse desejo perseverante de erradicar Deus de sua realidade migra para esse campo perigoso do total desprezo à vida.
Daí correntes e pensamentos vários, como o abortista, por exemplo, ganharem tanta força por que para os seus defensores, bom é ver uma mulher livre para arrancar do seu ventre o que não deseja, por que belo mesmo é uma mulher com o corpo tomado por piercings e tatuagens e não não amamentando seu bebê, pois a verdade é que mulher feliz é aquela livre para usar do seu corpo como bem entenda.
Contrariamente, o que se verá, futuramente, é a verdade falar mais alto: o bom do aborto agora trás o mau (depressão, vazio, angústia, remorso), almas amarguradas pelas consequências dos seus atos, o que levará a algumas até ao suicídio. Tudo por que em determinado momento perceberam que não havia nada de bom, nem de belo, nas suas atitudes e que a falsa liberdade na verdade era escravidão, eis a verdade.
Aquela mulher adúltera ao se deparar com Aquele que é CAMINHO, VERDADE e VIDA (Jo 14, 6), pôde, naquela experiência salvífica perceber que nada de bom havia na sua prática, e nem de belo também, pois a verdade é que o seu pecado a lançara em tal condição.
Porém, no encontro com o Filho de Deus, co-participe, na obra criadora retornou à história daquela mulher, devolvendo-lhe o que de bom, belo e verdadeiro possuía como filha de Deus e que o inimigo por meio do pecado arrancara.
É fato, então, que se este mundo se desfigura a cada dia entre ódios e intolerâncias, divisões de todo tipo, guerras e ameaças, é por que a Verdade foi banida dos corações e por isso o mau e o horror, ou melhor, terror, imperam angustiando os corações e trazendo perplexidade às mentes que julgavam achar que pela razão, pela conscientização das mentes, se produziria fraternidade, solidariedade e justiça social.
"Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade" (2 Cor 13, 8), e a verdade é que se há um mundo sem bondade e sem beleza ante tantas barbaridades é por que o Deus da Verdade foi escanteado, e sem Ele a fé se esvai e por isso que a fé é fundamental para que se mude este estado de coisas, pois como declarou o Papa emérito Bento XVI em audiência geral no dia 21/11/2012: "A fé nos conduz a descobrir que o encontro com Deus valoriza, aperfeiçoa e eleva o que tem de verdadeiro, bom e belo do homem".
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
sábado, 23 de julho de 2016
"Do alto estendeu a sua mão e me pegou..." (Sl 17, 17 - Cont. de "Fora da barca corremos perigo!")
Arriscar-se deixar a "barca" da Igreja, a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo, é risco certo, e risco de morte, como demonstrado na reflexão anterior, cujo exemplo do Apóstolo São Pedro bem demonstrou.Naquele momento em que o discípulo bradou: "Senhor, salva-me" (Mt 14, 30), ficava demonstrado o quão desesperador é um afogamento; e os testemunhos falam, unânimes, que é uma sensação das mais terríveis, pois o fato de ver-se querendo livrar-se de uma situação onde por mais esforço que se aplique em nada adiantará e sabendo que a vida será perdida é realmente horrível.
No entanto, há de se refletir que a pessoa tem consciência do risco que corre, visto que é óbvia a consequência de se mergulhar sem saber nadar irá afogar-se, logo, muitos que arriscaram e pereceram foram vítimas da sua irresponsabilidade; irresponsabilidade que se torna ainda maior por saber que não sabe nadar e não conta com ninguém por perto que saiba e possa ajudá-la.
Assim ocorre com os cristãos, espiritualmente falando, pois a maioria sabe, tem consciência, que as "águas" perigosas são as seduções do pecado: vícios, sexualidade irresponsável, materialismo, idolatria a coisas e pessoas... Estes e outros mais são as "águas convidativas", que encantam os olhos, enganam o coração e levam a muitos a mergulharem despreparados, movidos pelos impulsos das paixões desordenadas, seduzidos pela falsa crença que são capazes de vivenciá-las segundos suas capacidades humanas.
A tentação de acreditar no "sei entrar e sei sair" é a "isca" lançada pelo inimigo para atrair as almas incautas que, tomadas pelo desejo de experimentar, mergulham para depois verem-se como São Pedro apavoradas por verem-se mergulhadas numa situação que as afoga e que, por fim, as matará.
A autossuficiência é o combustível da ignorância que potencializa a irresponsabilidade e que inutiliza o freio de prudência levando o homem ao arriscar-se, e assim, o filme continua a repetir-se, e almas e mais almas, inclusive cristãs, vão-se perdendo.
Felizes são aqueles que, semelhantemente a São Pedro, que do alto de seu desespero encontrarão um socorro, uma mão amiga, um auxílio na hora limite em que as forças e as esperanças estão se esvaindo. Assim foi com o Apóstolo, assim foi com o rei Davi que na sua oração de agradecimento a Deus foi explícito em declarar que foi o Senhor que "Do alto estendeu a sua mão e me pegou, e retirou-me das águas profundas" (2 Sm 22, 17; Sl 17, 17).
Pedro sucumbia nas "águas" da curiosidade, Davi nas "águas" da perseguição de Saul, porém, ambos encontraram uma mão estendida que como declara o salmista na continuidade do Sl 17: "pôs-me a salvo e livrou-me, porque me ama" (vers. 20). Ambos tiveram suas vidas poupadas por que buscaram socorro em quem podia ajudá-los: Deus.
Infelizmente, a maioria perece por não invocar este nome que é socorro presente; preferem seguir firmados na sua ignorância: uns por não crerem, outros por acharem que não são merecedores de auxílio, outros por não terem a oportunidade de lhe ser mostrado quem lhe possa ajudar.
De certo é que o pecado continua a seduzir as almas a deixarem a "barca"; e ao fazerem isso afogar-se-ão, a menos que clamem o auxílio do alto, a única mão que pode salvá-la do risco iminente de morte e trazê-la a salvo para o lugar seguro de onde nunca deveriam ter saído.
São Paulo ensina que do pecado deve fugir-se, pois ele era bem conhecedor dessa realidade e deve ser a prática de todo cristão, pois a obediência em Cristo é vida, a desobediência é morte.
Deus deseja resgatar a todos e sua mão está constantemente estendida; mas o querer de Deus tem que se encontrar com o querer humano, para que assim Ele possa produzir o milagre da salvação.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
domingo, 10 de julho de 2016
Fora da barca corremos perigo!
Desde a sua criação, mesmo antes de sua queda, o homem já corria risco neste mundo, tanto que fora advertido por Deus a respeito da "árvore da ciência do bem e do mal" (Gn 2, 16) e seus "frutos" mortais. Mesmo assim, Adão e Eva cedem à tentação e a consequência é a morte (Gn 2, 16).De lá para cá o ser humano tornou-se ainda mais vulnerável aos "frutos" perigosos do pecado; logo, o homem vive em constante risco de morte, principalmente, ao cair na tentação da autossuficiência e egocentrismo que o leva a viver e agir segundo suas próprias vontades.
As Sagradas Escrituras ao deixarem patente ao homem a gravidade desta forma de agir vai evidenciar, também, que existe uma única maneira de proteger-se de tão grande risco: abrigar-se em Deus e Nele refugiar-se.
Para isso, a figura simbólica da barca vem, no texto bíblico, indicar esse lugar de refúgio, de segurança, e isso já se evidencia no Gênesis na pessoa de Noé que visitado por Deus recebe a ordem de construir uma arca (Gn 6, 14), uma barca, afim de ele, sua família e casais de animais não pereçam ante o dilúvio que viria para exterminar aquela geração corrompida e que não buscava a Deus.
Esta figura da barca novamente retornará no Novo Testamento quando de duas passagens emblemáticas: a da tempestade acalmada (Mc 4, 35-41) e Jesus andando sobre as águas (Mt 14, 23-33).
Na primeira passagem o texto narra Jesus e os discípulos numa barca atravessando um lago quando surge uma grande tempestade que quase afunda a mesma, o que não acontece por que Jesus dá ordens aos ventos e a calmaria é restabelecida.
Na segunda passagem os discípulos estão na barca atravessando o lago, assolados por ventos fortes, quando avistam o Senhor jesus e se apavoram por pensarem ser um fantasma. Pedro ao perceber tratar-se do Senhor pede que possa lhe ir ao encontro o que Jesus autoriza. Porém, no primeiros passos atemoriza-se devido a força das ondas e do vento e começa a afundar. pede socorro ao Senhor que o salva e entrando ambos na barca o vento cessa.
A barca de Noé (Antigo Testamento) e no Novo Testamento denotam lugar de segurança ante as tempestades e procelas que contra ela investem. No entanto, esta barca somente torna-se lugar, refúgio seguro pela presença de um comandante, um chefe, um líder, cuja figura de Noé prefigura a verdadeira segurança que é Deus em seu Filho Jesus Cristo.
Esta "barca" vem a ser a Igreja que navega pelo "mar" da história atravessando tempestades violentas que ao longo dos milênios levanta-se furiosamente contra ela e seus discípulos nela abrigados. Barca esta que não deixará de ser assolada no seu singrar rumo ao porto definitivo que é o céu quando haverá o encontro definitivo com seu dono.
Enquanto isto, o texto bíblico e o Sagrado magistério inspirados pelo Espírito Santo que hoje guia a barca da Igreja, ensinam que todo o que se arvorar deixa-lá, e a segurança que ela oferece, certamente, perder-se-á; logo, é imperioso conscientizar-se que, no peregrinar desta vida, mesmo em meio aos ventos e procelas, permanecer na Igreja é imprescindível.
Esta segurança se fortalece a partir da firme decisão de nãos se afastar da sã doutrina, do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e da sua íntima presença que nos exorta a "não nos afastarmos de Jerusalém" sem Ele, ou seja, da sua casa, da sua presença, pois agir contrariamente a esta exortação é pular da barca e ser tragado pelo mar bravio como bem ensina o Papa Emérito Bento XVI em seu livro Jesus de Nazaré: da entrada em Jerusalém à ressurreição
sobre a decisão de Judas Iscariotes de deixar a presença de Jesus e dos demais discípulos para embrenhar-se pela noite tenebrosa.
O Espírito Santo, condutor da Igreja, seja o auxílio de todo homem nesta decisão de permanecer na barca, afim de que o relativismo, o neopaganismo, a apostasia que graçam neste mundo, seduzindo a tantos a saírem da barca, encontre homens e mulheres decididos a permanecerem na segurança da Santa Igreja, via segura rumo ao destino final que é o céu.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
domingo, 5 de junho de 2016
Por causa de...? ou, Apesar de...?
O que se constata nestes dias, no que tange ao anúncio do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo é um desvirtuamento quase que completo daquilo que foi estabelecido e determinado pelo Senhor aos seus Apóstolos e a toda a Igreja.
Este desvirtuamento se observa quando se prega um Evangelho que não mais é utilizado para confrontar o homem com a sua condição real de pecado, e por isso, encontra-se dilacerado pelo mesmo assim como é mostrado Jesus à multidão após a flagelação com a frase de Pôncio Pilatos: "Eis o homem" (Jo 19, 5), como bem explica o Papa Emérito Bento XVI na segunda parte da sua obra "Jesus de Nazaré: da entrada em Jerusalém à ressurreição".
Confrontação à qual se viu tendo que encarar aquela mulher adúltera (Jo 8, 1-11), e que diante de Jesus que a salvara do apedrejamento ouve dele o pedido: "Vai e não tornes a pecar" (vers. 11).
Trata-se, hoje, de um Evangelho que foca na solução dos problemas prementes (enfermidades, dívidas, crises familiares...), ou pior: como guia de auto-ajuda, sem, no entanto, preocupar-se em ir a fundo na causa principal: o pecado (fonte de todos os males e mazelas humanas). É como se alguém quisesse recuperar um móvel corroído por cupins sem se importar com os cupins.
Além disso, todo milagre, toda benção recebida não tem a finalidade de gerar uma mera satisfação pessoal e uma gratidão estéril, mas possui a função de aproximar o agraciado de Cristo, a Ele reconhecer e amar, e por Ele deixar tudo e segui-lo como fizeram Pedro, André, Tiago e João (Lc 5, ).
No entanto, o que se observa são igrejas e seitas, a partir de uma utilização equivocada ou mal intencionada do Evangelho de Jesus buscando estratégias para mais lotar templos e atrair adeptos sedentos por graças particulares do que proporcionar o feliz encontro destas pessoas com o logos de Deus, Jesus Cristo, que, verdadeiramente, é o sentido da vida: amar e servir a Deus (CIC, 396).
Neste afã de atraírem adeptos e não adoradores de Deus que o adorem em "Espírito e em Verdade" (Jo 4, 23) por Ele Jesus, sem esperar nada em troca (como declarava Santa Tereza D'Ávila), sucedem-se invencionices das mais absurdas e ao se observar tais descalabros pergunta-se: "Como pode, em meio a tanto absurdo, Deus agir e tantos milagres acontecerem?"
A resposta primeira é: Misericórdia e Fé. Deus conhece as nossas misérias, conhece a todas, principalmente a desobediência e ingratidão; no entanto, por AMOR aos homens ele vem ao encontro dos miseráveis, principalmente, quando seu nome é clamado com fé viva e coração humilhado. Por isso que Deus diz a Moisés: "Eu vi, eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos." (Ex 3, 7), e movido por esse amor compassivo e misericordioso agiu e libertou os israelitas.
Em segundo: Deus não age por causa de, mas, na maioria das vezes, apesar de. assim, independente da situação de vida que aquele (a) servo (a), líder religioso viva na sua intimidade, ainda que aos olhos dos outros busque demonstrar santidade nas atitudes, mas que aos olhos de Deus não passe de um "sepulcro caiado" (Mt 23, 27), assim mesmo o Senhor age. E age por quê? Por que é Amor (1 Jo 4, 8. 16).
Essa constatação deve produzir na vida de todo cristão engajado na missão de evangelizar uma consciência de que não é por causa de mim, pois talvez a minha condição de vida seja a mais lastimável perante Deus, mas apesar de mim é que Deus realiza. Muitos santos como Santo Afonso de Ligório tinham esta clara certeza diante de si, daí declarar que "De nós mesmos só temos o nosso nada e o nosso pecado", logo era plenamente consciente que se graças aconteciam na vida das pessoas não eram por causa dele, mas apesar dele. Ser reconhecedor dessa verdade é fator imprescindível para que se destrua a soberba (que campeia em tantos templos e congregações) e se edifique a humildade; esse foi inclusive o itinerário espiritual de todos os santos da Santa Igreja tendo em Jesus e Nossa Senhora exemplos maiores.
Faz-se imperioso, porém, deixar claro que Deus deseja servos, líderes santos, pois 1 Pedro 3, 16 conclama: "Sede santos como vosso Pai é Santo", logo, a santidade não é exceção, mas a regra, e naqueles (as) onde esta santidade verdadeiramente se expressou, como em Santa Tereza D'Ávila em que Jesus ao constatar uma plenitude de santidade e de amor total a Ele declarou: "Todo o pedido que a mim apresentares não ficará sem resposta" (não com essas palavras literais!), o agir de Deus foi por causa de.
Infelizmente, como prevalece o apesar de, que o Senhor Jesus levante homens e mulheres cheios do Espírito Santo, que apesar de fraquezas e falhas desejam ser instrumentos usados pelo Cristo para o bem do próximo, sem invencionices ou deturpações, mas consciente de que se algum bem se faz ou realiza na vida do irmão é apesar de.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Este desvirtuamento se observa quando se prega um Evangelho que não mais é utilizado para confrontar o homem com a sua condição real de pecado, e por isso, encontra-se dilacerado pelo mesmo assim como é mostrado Jesus à multidão após a flagelação com a frase de Pôncio Pilatos: "Eis o homem" (Jo 19, 5), como bem explica o Papa Emérito Bento XVI na segunda parte da sua obra "Jesus de Nazaré: da entrada em Jerusalém à ressurreição".
Confrontação à qual se viu tendo que encarar aquela mulher adúltera (Jo 8, 1-11), e que diante de Jesus que a salvara do apedrejamento ouve dele o pedido: "Vai e não tornes a pecar" (vers. 11).
Trata-se, hoje, de um Evangelho que foca na solução dos problemas prementes (enfermidades, dívidas, crises familiares...), ou pior: como guia de auto-ajuda, sem, no entanto, preocupar-se em ir a fundo na causa principal: o pecado (fonte de todos os males e mazelas humanas). É como se alguém quisesse recuperar um móvel corroído por cupins sem se importar com os cupins.
Além disso, todo milagre, toda benção recebida não tem a finalidade de gerar uma mera satisfação pessoal e uma gratidão estéril, mas possui a função de aproximar o agraciado de Cristo, a Ele reconhecer e amar, e por Ele deixar tudo e segui-lo como fizeram Pedro, André, Tiago e João (Lc 5, ).
No entanto, o que se observa são igrejas e seitas, a partir de uma utilização equivocada ou mal intencionada do Evangelho de Jesus buscando estratégias para mais lotar templos e atrair adeptos sedentos por graças particulares do que proporcionar o feliz encontro destas pessoas com o logos de Deus, Jesus Cristo, que, verdadeiramente, é o sentido da vida: amar e servir a Deus (CIC, 396).
Neste afã de atraírem adeptos e não adoradores de Deus que o adorem em "Espírito e em Verdade" (Jo 4, 23) por Ele Jesus, sem esperar nada em troca (como declarava Santa Tereza D'Ávila), sucedem-se invencionices das mais absurdas e ao se observar tais descalabros pergunta-se: "Como pode, em meio a tanto absurdo, Deus agir e tantos milagres acontecerem?"
A resposta primeira é: Misericórdia e Fé. Deus conhece as nossas misérias, conhece a todas, principalmente a desobediência e ingratidão; no entanto, por AMOR aos homens ele vem ao encontro dos miseráveis, principalmente, quando seu nome é clamado com fé viva e coração humilhado. Por isso que Deus diz a Moisés: "Eu vi, eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos." (Ex 3, 7), e movido por esse amor compassivo e misericordioso agiu e libertou os israelitas.
Em segundo: Deus não age por causa de, mas, na maioria das vezes, apesar de. assim, independente da situação de vida que aquele (a) servo (a), líder religioso viva na sua intimidade, ainda que aos olhos dos outros busque demonstrar santidade nas atitudes, mas que aos olhos de Deus não passe de um "sepulcro caiado" (Mt 23, 27), assim mesmo o Senhor age. E age por quê? Por que é Amor (1 Jo 4, 8. 16).
Essa constatação deve produzir na vida de todo cristão engajado na missão de evangelizar uma consciência de que não é por causa de mim, pois talvez a minha condição de vida seja a mais lastimável perante Deus, mas apesar de mim é que Deus realiza. Muitos santos como Santo Afonso de Ligório tinham esta clara certeza diante de si, daí declarar que "De nós mesmos só temos o nosso nada e o nosso pecado", logo era plenamente consciente que se graças aconteciam na vida das pessoas não eram por causa dele, mas apesar dele. Ser reconhecedor dessa verdade é fator imprescindível para que se destrua a soberba (que campeia em tantos templos e congregações) e se edifique a humildade; esse foi inclusive o itinerário espiritual de todos os santos da Santa Igreja tendo em Jesus e Nossa Senhora exemplos maiores.
Faz-se imperioso, porém, deixar claro que Deus deseja servos, líderes santos, pois 1 Pedro 3, 16 conclama: "Sede santos como vosso Pai é Santo", logo, a santidade não é exceção, mas a regra, e naqueles (as) onde esta santidade verdadeiramente se expressou, como em Santa Tereza D'Ávila em que Jesus ao constatar uma plenitude de santidade e de amor total a Ele declarou: "Todo o pedido que a mim apresentares não ficará sem resposta" (não com essas palavras literais!), o agir de Deus foi por causa de.
Infelizmente, como prevalece o apesar de, que o Senhor Jesus levante homens e mulheres cheios do Espírito Santo, que apesar de fraquezas e falhas desejam ser instrumentos usados pelo Cristo para o bem do próximo, sem invencionices ou deturpações, mas consciente de que se algum bem se faz ou realiza na vida do irmão é apesar de.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
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