Estes dias a Santa Liturgia faz menção à figura de Jesus, que se denomina de O Bom Pastor (Jo 10, 1-18) uma linda pregação onde o Senhor se apresenta como aquele é a única segurança para toda a humanidade imersa num mundo inseguro, visto que São João é taxativo em afirmar que "o mundo todo jaz sob o maligno" (I Jo 5, 19), e se o mundo é campo de atuação do mal, nele não se pode encontrar um lugar de plena segurança, de refúgio, de proteção, pois esses beneplácitos só se encontram em Jesus.
Quando se aborda, então, esta temática da segurança remete-se, pois, à realidade cruel em que está imersa a sociedade atual no que tange a este aspecto da vida quotidiana. Nos períodos eleitorais é item básico das promessas dos candidatos a questão da segurança, porém observando-se que ao serem eleitos ficam aquém do que prometem, pois a segurança que as pessoas necessitam não virá somente a peso de leis que, diga-se de passagem, não são plenamente obedecidas.
A segurança que todo cidadão e cidadã espera desfrutar tornar-se-á efetiva quando perceberem que a violência e o descalabro são, em sua maior parte, fruto de um mal espiritual, que tem nome, e que por isso só será debelado com o auxílio e atuação de um Bem Espiritual, que tem nome: Jesus Cristo. Isto fica claro nessa parábola do Bom Pastor quando o Senhor mostra que todo homem é ovelha frágil, presa fácil para o "lobo" enganador, destruidor, devido a um aspecto que Jesus também deixa evidente: a falta de escuta da voz correta.
O inimigo de Deus como um dublador pode travestir sua voz nas mais diferentes vozes; e assim, confusas, não conseguem distinguir a Voz que não se camufla sob outras vozes, porque se o primeiro usa a tática do escamotear-se para atrair e capturar, o segundo usa a prática de mostrar-se como é verdadeiramente para conquistar e salvar. Jesus, diz o Evangelho, que ao olhar a multidão sentiu compaixão "porque era como ovelhas que não tem pastor" (Mc 6, 34); o Senhor deve ter pensado: "Como Eu poderia arrastar esse povo para o mal devido ao seu despreparo e desconhecimento". Certamente, alguém sob a ação do inimigo faria isso, mas aquele que é a Verdade e a Vida age de forma diferente, no Senhor eles encontraram segurança verdadeira, pois Ele é o aprisco seguro.
O mundo necessita reconhecer esta verdade: Jesus é este lugar "das verdes pastagens e das águas refrescantes" (Sl 22, 2), é este abrigo seguro que afirma o Salmista quando diz que "a nossa proteção está no nome do Senhor que fez o céu e a terra" (Sl ). E como reconhecer esta voz? Pelas Sagradas Escrituras quando Jesus diz: "Aquele, pois, que OUVE as minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha..." (Mt 7, 24); pela oração: "Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em
segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á." (Mt 6, 6); pela Igreja: "Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e
indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: Que devemos fazer, irmãos? Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em
nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o
dom do Espírito Santo." (At 2, 37-38).
Desta forma, a voz do Bom Pastor ressoa segura à procura das "ovelhas" que a reconheçam, pois Ele mesmo afirma: "...as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem. (...). Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim..." (Jo 10, 3.14). Por fim, refletindo nesta passagem bíblica vinha ao meu coração que precisamos ser colaboradores do Bom Pastor, sendo voz Dele na vida de outras ovelhas que permanecem vagando neste mundo de inseguranças, passíveis de serem vítimas da voz enganadora daquele que existe para "furtar, matar e destruir" (Jo 10, 10).
Nestes tempos faz-se imperiosa a necessidade de buscar a segurança Naquele que é a voz que não engana, e que "pelos caminhos retos nos leva, por amor de seu nome" (Sl 22, 3). Busque seguir essa voz e abrigue-se no Senhor Jesus, o nosso aprisco seguro.
Deus te abençoe em Nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
terça-feira, 23 de abril de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Para elevar, tem que se rebaixar!
Estava a preparar o ensino para a turma de catequese e o tema era a Instituição da Eucaristia quando ao meditar sobre a passagem do lava-pés (Jo 13, 1-17), onde o Senhor Jesus Cristo mostra aos discípulos que para exercer o ministério sacerdotal tem que haver despojamento, humildade e espírito de serviço, veio ao meu coração esta palava: "aquele que quiser me elevar com dignidade, deve rebaixar-se com humildade".
Esta fala não se resume apenas ao ministério presbiteral, mas se alarga a todo cristão que deseja ser autêntico discípulo de Jesus, buscando "fazer o que Ele vos disser" (Jo 2, 5). Desta forma, o lava-pés muito nos mostra que, elevar o próximo e fazê-lo retornar ao seu lugar de dignidade de filho de Deus, necessita que desçamos até seu patamar de miséria, pois a Sagrada Escritura mostra exemplos de Jesus e de outros homens de Deus que a graça acontece na vida do outro a partir deste gesto humilde.
Dentre as muitas conversões realizadas pelo Senhor Jesus tem-se, por exemplo, a passagem da conversão de São Mateus (Mt 9, 9) que se encontrava, segundo o texto bíblico, numa coletoria de impostos, lugar que para a maioria dos judeus era um ambiente desprezível; após o convite "segue-me", Jesus vai sentar-se com Mateus e outras pessoas tido como pecadoras e é criticado pelos fariseus por isso (Mt 9, 10). A resposta de Jesus é que "não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes" (vers. 11), logo, deixa evidente que para elevar Mateus à dignidade de filho de Deus teve que rebaixar-se à condição do mesmo.
A passagem da mulher adúltera (Jo 8, 1-11) é outro exemplo onde Jesus ao sentar-se desce ao nível daquela mulher que, com certeza estava no chão pelos seus pecados; e quando termina a confusão ficam apenas Jesus e a mulher de pé, e ela, salva da morte é restaurada. Por fim, o máximo do rebaixar-se ensinado por Jesus é observado na sua paixão e morte de cruz; ao descer ao nível mais reles, ao ponto de ser tido como maldito (Gl 3, 13) o Senhor resgata a muitos.
Os apóstolos também deram exemplo: São Paulo, por exemplo, diz a Timóteo: "Pelo que tudo suporto por amor dos escolhidos, para que também eles consigam a salvação em Jesus Cristo, com a glória eterna" (II Tm 2, 10), mostra ele que aceita os sofrimentos como forma de alcançar a salvação dos escolhidos, o que também fica demonstrado na passagem de Atos 16, 16-33 em que São Paulo juntamente com Silas após uma serem castigados em praça pública e lançados no "prisão inferior" (vers. 24) louvam a Deus e o resultado será, posteriormente, a conversão do carcereiro e de sua família (vers. 33).
Certamente, o rebaixamento de São Paulo, assim como de tantos santos e santas da Igreja, foram o sinal visível da presença de Jesus que tocaram muitos corações levando-os a tomarem a decisão por aderirem a Cristo. Assim, todo aquele que faz o que fez São João Batista que disse: "Importa que Ele cresça e que eu diminua" (Jo 3, 30) cumpre esse propósito de elevar Jesus elevando o próximo a uma estatura de dignidade, de devolução ao seu lugar de filho.
Assim, o ensinamento deixado pelo Senhor no lava-pés quando diz: "Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, assim façais também vós" (Jo 13, 15) foi para os apóstolos, mas extensível a toda a Igreja e foi compreendendo isso que muitos rebaixando-se até o martírio, puderam ver pessoas tiradas da condição de escravos do pecado, para serem restaurados em suas vidas. Sejamos nós, também, continuadores deste mandato de Jesus: "...façais também vós".
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Esta fala não se resume apenas ao ministério presbiteral, mas se alarga a todo cristão que deseja ser autêntico discípulo de Jesus, buscando "fazer o que Ele vos disser" (Jo 2, 5). Desta forma, o lava-pés muito nos mostra que, elevar o próximo e fazê-lo retornar ao seu lugar de dignidade de filho de Deus, necessita que desçamos até seu patamar de miséria, pois a Sagrada Escritura mostra exemplos de Jesus e de outros homens de Deus que a graça acontece na vida do outro a partir deste gesto humilde.
Dentre as muitas conversões realizadas pelo Senhor Jesus tem-se, por exemplo, a passagem da conversão de São Mateus (Mt 9, 9) que se encontrava, segundo o texto bíblico, numa coletoria de impostos, lugar que para a maioria dos judeus era um ambiente desprezível; após o convite "segue-me", Jesus vai sentar-se com Mateus e outras pessoas tido como pecadoras e é criticado pelos fariseus por isso (Mt 9, 10). A resposta de Jesus é que "não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes" (vers. 11), logo, deixa evidente que para elevar Mateus à dignidade de filho de Deus teve que rebaixar-se à condição do mesmo.
A passagem da mulher adúltera (Jo 8, 1-11) é outro exemplo onde Jesus ao sentar-se desce ao nível daquela mulher que, com certeza estava no chão pelos seus pecados; e quando termina a confusão ficam apenas Jesus e a mulher de pé, e ela, salva da morte é restaurada. Por fim, o máximo do rebaixar-se ensinado por Jesus é observado na sua paixão e morte de cruz; ao descer ao nível mais reles, ao ponto de ser tido como maldito (Gl 3, 13) o Senhor resgata a muitos.
Os apóstolos também deram exemplo: São Paulo, por exemplo, diz a Timóteo: "Pelo que tudo suporto por amor dos escolhidos, para que também eles consigam a salvação em Jesus Cristo, com a glória eterna" (II Tm 2, 10), mostra ele que aceita os sofrimentos como forma de alcançar a salvação dos escolhidos, o que também fica demonstrado na passagem de Atos 16, 16-33 em que São Paulo juntamente com Silas após uma serem castigados em praça pública e lançados no "prisão inferior" (vers. 24) louvam a Deus e o resultado será, posteriormente, a conversão do carcereiro e de sua família (vers. 33).
Certamente, o rebaixamento de São Paulo, assim como de tantos santos e santas da Igreja, foram o sinal visível da presença de Jesus que tocaram muitos corações levando-os a tomarem a decisão por aderirem a Cristo. Assim, todo aquele que faz o que fez São João Batista que disse: "Importa que Ele cresça e que eu diminua" (Jo 3, 30) cumpre esse propósito de elevar Jesus elevando o próximo a uma estatura de dignidade, de devolução ao seu lugar de filho.
Assim, o ensinamento deixado pelo Senhor no lava-pés quando diz: "Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, assim façais também vós" (Jo 13, 15) foi para os apóstolos, mas extensível a toda a Igreja e foi compreendendo isso que muitos rebaixando-se até o martírio, puderam ver pessoas tiradas da condição de escravos do pecado, para serem restaurados em suas vidas. Sejamos nós, também, continuadores deste mandato de Jesus: "...façais também vós".
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Acima do lugar comum manifesta-se as maravilhas de Deus.
É incrível como as Sagradas Escrituras mostram passagens onde grandes acontecimentos relevantes ao Cristianismo, e na vida particular de alguns personagens bíblicos, se passa num "lugar alto", num "lugar acima", num "nível acima do comum". Esta elevação cima do lugar comum se mostra necessária, segundo o que parece mostrar a Bíblia, como a forma de alcançar experiências e graças especiais.
Acima do lugar comum onde estava Abraão afim de cumprir o pedido de Deus para que sacrificasse Isaac (Gn 22, 2) e lá ouve a voz de Deus dizendo que não continuasse o ato, pois havia demonstrado que realmente amava ao Senhor, e a consequência foi a reafirmação da promessa de que seria pai de grande multidão (Gn 22, 15-17); após a libertação do cativeiro no Egito encontra-se Moisés acima do lugar comum (alto do Monte Sinai) onde estava o povo de Israel preocupados e a reclamarem-se; lá recebe as Tábuas da Lei (Ex 20, 1-21) como os Mandamentos que rejeriam a conduta daquela nação. Acima do lugar comum está Elias (I Rs 19, 9-18) fugindo da violência, da idolatria desenfreada e da fome onde recebe a ordem de voltar e por fim aquele tempo de penúria e miséria. Acima do lugar comum está Eliseu quando junto a um servo seu que se mostra apavorado pelo cerco do exército inimigo pede a Deus que lhe dê uma visão e, então, vê as montanhas tomadas por um exército de anjos (II Rs 6, 17) que irão colaborar para a vitória de Israel.
No Novo Testamento, acima do lugar comum Jesus no Monte das Oliveiras falando aos discípulos sobre a sua Doutrina (Mt 5-7); acima do lugar comum está Jesus no Monte Tabor (Mc 9, 2-7) para mostrar a Pedro, Tiago e João que Ele era a Lei, que Ele era o Profeta dos profetas, que o céu é lugar de paz, mas para alcançá-lo é necessário sacrifício; acima do lugar comum está Jesus no andar superior daquela residência em Betânia (Lc 22, 12-13) quando institui a Eucaristia que será agora o "verdadeiro maná" que alimentará o cristão na sua peregrinação por esta vida; acima do lugar comum está Jesus na cruz (Jo 19, 30) onde a morte é vencida, o homem é justificado e o acesso a Deus é restabelecido.
Acima do lugar comum estavam os discípulos no cenáculo (At 1, 13; 2, 1-4) quando em Pentecostes o Espírito Santo dá início ao tempo da Igreja; acima do lugar comum estava São Pedro quando ressuscitou a Tabita (At 9, 36-43); acima do lugar comum foi levado São Paulo ao ser arrebatado ao terceiro céu (II Cor 12, 2) e receber revelações de Jesus que o tornaram um dos grandes apóstolos da Igreja.
Pode-se, assim, observar que é saindo do lugar comum desta vida onde somente se encontra as vãs preocupações, os males do mundo, o esquecimento de Deus, é que se tem acesso às revelações, aos milagres, as maravilhas de Deus, à escuta de Deus; isto se mostra como verdade na passagem de Isaías 2, 1-5 onde o profeta diz no vers. 3: "Vinde, dirão eles, subamos à montanha do Senhor..." (acima do lugar comum), "...Ele nos ensinará seus caminhos, e nós trilharemos as suas veredas..."; ou seja, subir a um lugar alto e escutar a voz de Jesus; e qual será a consequência? O vers. 4 responde: "...De suas espadas forjarão relhas de arados, e de suas lanças, foices", ou seja, o pecador tendencioso a disseminar o pecado que é arma de morte será transformado em homem que irá transformar-se em semeador e ceifador pela arma da Palavra de Deus e do amor.
Jesus durante sua vida pública apresentou a nós a maneira de ir acima do lugar comum: a oração. Em Mc 11, 24 o Senhor diz: "Tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado"; esta é a maneira de subir ao monte, de estar acima do lugar comum onde se encontra apenas confusão, contendas, tribulações, discórdias, males, barulho...para num diálogo sincero e amigo, para que no silêncio da alma, escute-se a voz do Senhor com atenção, semelhante ao que fazia Maria (Lc 10, 38-42) que entendeu que acima do lugar comum das preocupações, onde estava Marta, escuta-se a voz inconfundível do Deus da Vida cuja "uma só palavra seremos salvos" (Mt 8, 8).
Nas dificuldades e lutas da vida, hoje mais que nunca, é imperioso que se exercite esses momentos de ir acima do lugar comum por meio da oração, e nesse encontro com Jesus ouvir suas palavras que são Espírito e Vida (Jo 6, 63) capazes de fazer maravilhas, de realizar grandes coisas em nós como fez na vida de tantos que exercitaram essa prática.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Acima do lugar comum onde estava Abraão afim de cumprir o pedido de Deus para que sacrificasse Isaac (Gn 22, 2) e lá ouve a voz de Deus dizendo que não continuasse o ato, pois havia demonstrado que realmente amava ao Senhor, e a consequência foi a reafirmação da promessa de que seria pai de grande multidão (Gn 22, 15-17); após a libertação do cativeiro no Egito encontra-se Moisés acima do lugar comum (alto do Monte Sinai) onde estava o povo de Israel preocupados e a reclamarem-se; lá recebe as Tábuas da Lei (Ex 20, 1-21) como os Mandamentos que rejeriam a conduta daquela nação. Acima do lugar comum está Elias (I Rs 19, 9-18) fugindo da violência, da idolatria desenfreada e da fome onde recebe a ordem de voltar e por fim aquele tempo de penúria e miséria. Acima do lugar comum está Eliseu quando junto a um servo seu que se mostra apavorado pelo cerco do exército inimigo pede a Deus que lhe dê uma visão e, então, vê as montanhas tomadas por um exército de anjos (II Rs 6, 17) que irão colaborar para a vitória de Israel.
No Novo Testamento, acima do lugar comum Jesus no Monte das Oliveiras falando aos discípulos sobre a sua Doutrina (Mt 5-7); acima do lugar comum está Jesus no Monte Tabor (Mc 9, 2-7) para mostrar a Pedro, Tiago e João que Ele era a Lei, que Ele era o Profeta dos profetas, que o céu é lugar de paz, mas para alcançá-lo é necessário sacrifício; acima do lugar comum está Jesus no andar superior daquela residência em Betânia (Lc 22, 12-13) quando institui a Eucaristia que será agora o "verdadeiro maná" que alimentará o cristão na sua peregrinação por esta vida; acima do lugar comum está Jesus na cruz (Jo 19, 30) onde a morte é vencida, o homem é justificado e o acesso a Deus é restabelecido.
Acima do lugar comum estavam os discípulos no cenáculo (At 1, 13; 2, 1-4) quando em Pentecostes o Espírito Santo dá início ao tempo da Igreja; acima do lugar comum estava São Pedro quando ressuscitou a Tabita (At 9, 36-43); acima do lugar comum foi levado São Paulo ao ser arrebatado ao terceiro céu (II Cor 12, 2) e receber revelações de Jesus que o tornaram um dos grandes apóstolos da Igreja.
Pode-se, assim, observar que é saindo do lugar comum desta vida onde somente se encontra as vãs preocupações, os males do mundo, o esquecimento de Deus, é que se tem acesso às revelações, aos milagres, as maravilhas de Deus, à escuta de Deus; isto se mostra como verdade na passagem de Isaías 2, 1-5 onde o profeta diz no vers. 3: "Vinde, dirão eles, subamos à montanha do Senhor..." (acima do lugar comum), "...Ele nos ensinará seus caminhos, e nós trilharemos as suas veredas..."; ou seja, subir a um lugar alto e escutar a voz de Jesus; e qual será a consequência? O vers. 4 responde: "...De suas espadas forjarão relhas de arados, e de suas lanças, foices", ou seja, o pecador tendencioso a disseminar o pecado que é arma de morte será transformado em homem que irá transformar-se em semeador e ceifador pela arma da Palavra de Deus e do amor.
Jesus durante sua vida pública apresentou a nós a maneira de ir acima do lugar comum: a oração. Em Mc 11, 24 o Senhor diz: "Tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado"; esta é a maneira de subir ao monte, de estar acima do lugar comum onde se encontra apenas confusão, contendas, tribulações, discórdias, males, barulho...para num diálogo sincero e amigo, para que no silêncio da alma, escute-se a voz do Senhor com atenção, semelhante ao que fazia Maria (Lc 10, 38-42) que entendeu que acima do lugar comum das preocupações, onde estava Marta, escuta-se a voz inconfundível do Deus da Vida cuja "uma só palavra seremos salvos" (Mt 8, 8).
Nas dificuldades e lutas da vida, hoje mais que nunca, é imperioso que se exercite esses momentos de ir acima do lugar comum por meio da oração, e nesse encontro com Jesus ouvir suas palavras que são Espírito e Vida (Jo 6, 63) capazes de fazer maravilhas, de realizar grandes coisas em nós como fez na vida de tantos que exercitaram essa prática.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Uma fé de Jonatas
O Livro de I Macabeus mostra a passagem de um personagem bíblico chamado Jônatas. Este homem era de uma família de judeus que defendiam sua religião pela luta, pela espada; seu pai e dois dos seus irmãos (Judas e Simão) deram suas vidas em batalha contra os helênicos (gregos) que reprimim violentamente o povo de Deus dentre outras coisas, de viver sua fé.
Ao receber a missão de liderar seu povo na luta pela libertação daquele cativeiro sofre as investidas do chefe do exército inimigo: Báquides. A passagem de I Mac 9, 43 narra que "Soube-o Báquides e, num sábado, avançou com um poderoso exército até a margem do Jordão". Essa passgem nos mostra que a vida sempre será de lutas, principalmente para com aqueles que buscam a presença de Deus, afinal, Jônatas queria a liberdade de adorar a Deus no Templo, queria a liberdade de ir e vir, queria ser feliz..., e assim como no caso dele, a nossa decisão por Deus irá provocar a ira de Báquides (Satanás) que, certamente, mobilizará seu exército de demônios para tentar nos impedir.
Porém, diz a sequência da passagem que Jônatas "dirigindo-se, então a seus companheiros, disse-lhes: "Vamos, pelejemos agora por nossas vidas, porque hoje não é como ontem e anteontem." (vers. 44). Ante a decisão por permanecer em Deus, é necessário ir a luta (peleja), mesmo sabendo ser o inimigo muito mais forte; mesmo sabendo que o ontem e anteontem de derrotas, de frustrações, de desenganos, de decepções, possam querer ser mais um componente contra. Porém, Jônatas não olhou para o passado, mas deteve-se no presente, e na situação de que não havia como escapar, pois como constatava: "Eis a batalha diante e atrás de nós; de um lado e de outro do rio Jordão, o pântano e o bosque. Não há meio de escapar" (vers. 45); assim é conosco, em determinado momento nos vemos em situações onde não há como escapar, daí ter de encarar.
E como enfrentar Satanás e seu poderoso exército? Jônatas mostra a solução: "Clamai, pois, agora ao céu, para nos livrar de nossos inimigos." (vers. 46); ele apelou à sua fé Naquele que podia: Deus. Firmado nessa fé e na certeza que contra um inimigo poderoso somente um Deus poderoso seguiu com os seus para o combate. Jônatas pôs em prática aquilo que é próprio de quem tem fé e que definiu São Paulo em Hebreus 11, 1: "A fé é o fundamento da esperança, é uma a certeza a respeito do que não se vê". Ele acreditou que com Deus o impossível torna-se possível e assim deve ser a nossa fé: não uma suposição, um talvez, mas uma certeza, pois esta deve estar firmada no Deus do impossível.
Firmado nessa certeza partiram para o combate e narra a Palavra que "Naquele dia tombaram cerca de mil homens da parte de Báquides" (vers. 49) e o próprio fugiu. A nossa fé deve impulsionar-nos a luta na certeza de que pela fé o Senhor pelejará conosco e o inimigo e seu exército serão derrotados. O detalhe nesta passagem é que Jônatas demonstrou essa fé num tempo em que nem todos tinham o auxílio do Espírito Santo.
Hoje, após Pentecostes, como diz São Paulo em I Cor 12, 9: "A outros a fé, pelo mesmo Espírito". A fé é dom do Espírito Santo, daí buscarmos em Deus essa fé pela abertura ao Espírito Santo que certamente nos fará perseverar nos caminhos de Deus, enfrentando as batalhas da vida, aperfeiçoando em nós essa fé de Jônatas e de tantos outros gigantes da fé presentes na Bíblia e na história da Igreja. Busque essa fé e seja mais que vencedor.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ao receber a missão de liderar seu povo na luta pela libertação daquele cativeiro sofre as investidas do chefe do exército inimigo: Báquides. A passagem de I Mac 9, 43 narra que "Soube-o Báquides e, num sábado, avançou com um poderoso exército até a margem do Jordão". Essa passgem nos mostra que a vida sempre será de lutas, principalmente para com aqueles que buscam a presença de Deus, afinal, Jônatas queria a liberdade de adorar a Deus no Templo, queria a liberdade de ir e vir, queria ser feliz..., e assim como no caso dele, a nossa decisão por Deus irá provocar a ira de Báquides (Satanás) que, certamente, mobilizará seu exército de demônios para tentar nos impedir.
Porém, diz a sequência da passagem que Jônatas "dirigindo-se, então a seus companheiros, disse-lhes: "Vamos, pelejemos agora por nossas vidas, porque hoje não é como ontem e anteontem." (vers. 44). Ante a decisão por permanecer em Deus, é necessário ir a luta (peleja), mesmo sabendo ser o inimigo muito mais forte; mesmo sabendo que o ontem e anteontem de derrotas, de frustrações, de desenganos, de decepções, possam querer ser mais um componente contra. Porém, Jônatas não olhou para o passado, mas deteve-se no presente, e na situação de que não havia como escapar, pois como constatava: "Eis a batalha diante e atrás de nós; de um lado e de outro do rio Jordão, o pântano e o bosque. Não há meio de escapar" (vers. 45); assim é conosco, em determinado momento nos vemos em situações onde não há como escapar, daí ter de encarar.
E como enfrentar Satanás e seu poderoso exército? Jônatas mostra a solução: "Clamai, pois, agora ao céu, para nos livrar de nossos inimigos." (vers. 46); ele apelou à sua fé Naquele que podia: Deus. Firmado nessa fé e na certeza que contra um inimigo poderoso somente um Deus poderoso seguiu com os seus para o combate. Jônatas pôs em prática aquilo que é próprio de quem tem fé e que definiu São Paulo em Hebreus 11, 1: "A fé é o fundamento da esperança, é uma a certeza a respeito do que não se vê". Ele acreditou que com Deus o impossível torna-se possível e assim deve ser a nossa fé: não uma suposição, um talvez, mas uma certeza, pois esta deve estar firmada no Deus do impossível.
Firmado nessa certeza partiram para o combate e narra a Palavra que "Naquele dia tombaram cerca de mil homens da parte de Báquides" (vers. 49) e o próprio fugiu. A nossa fé deve impulsionar-nos a luta na certeza de que pela fé o Senhor pelejará conosco e o inimigo e seu exército serão derrotados. O detalhe nesta passagem é que Jônatas demonstrou essa fé num tempo em que nem todos tinham o auxílio do Espírito Santo.
Hoje, após Pentecostes, como diz São Paulo em I Cor 12, 9: "A outros a fé, pelo mesmo Espírito". A fé é dom do Espírito Santo, daí buscarmos em Deus essa fé pela abertura ao Espírito Santo que certamente nos fará perseverar nos caminhos de Deus, enfrentando as batalhas da vida, aperfeiçoando em nós essa fé de Jônatas e de tantos outros gigantes da fé presentes na Bíblia e na história da Igreja. Busque essa fé e seja mais que vencedor.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Restauração.
É fato que tudo que é criado em algum momento necessitará de reparos, de melhorias, de restauração. Assim acontece com um móvel, um automóvel, objetos em geral como um quadro, uma escultura, as paredes de uma casa...e assim também com o homem.
A partir do Batismo, a medida que o pecado volta a agir na nossa vida passa a descolorir, a descaracterizar a formosura que possuíamos, e assim se perde as características de Deus, semelhante ao que acontece com a pintura de um quadro, de uma escultura, das paredes da casa que são afetadas pelo vento, o vapor de água, a luz.
A medida que somos descaracterizados perdemos a capacidade de refletir Deus, como consequência perde-se as forças; quando se perde as forças vários aspectos da identidade cristã podem ser atingidos sendo que três podem ser destacados. O primeiro é o acreditar (crer), pois vacilantes começamos a fraquejar na fé, e essa vacilação vai influenciar na oração, na intercessão, na pregação, no louvor...
Segundo aspecto a ser atingido é o continuar. Julgando-se incapaz, pois a fé está se esvaziando, começa o questionamento sobre o sentido de seguir em frente; sentimentos de incapacidade, incompetência, indignidade passam a tomar conta do íntimo e o afastamento da missão é quase que inevitável.
O terceiro aspecto a ser atingido é o testemunhar, pois deixando de acreditar, e perdendo a vontade de continuar, inevitavelmente o testemunho será afetado, pois aquela voz que orava, pregava, cantava com autoridade, crendo na ação de Deus na vida do irmão, agora dá lugar ao receio e a vacilação, e em casos extremos muda-se até em descrença.
Passando por esses momentos é que Davi nos Salmos 22 (23), 1. 3 diz: "O Senhor é meu pastor..., restaura as minhas forças...", pois o que passou durante as perseguições que sofreu, e viu sua fé ser abalada, sua capacidade de prosseguir na missão de governar Israel abalada, e seu testemunho de homem de Deus ser, também, afetado.
Portanto, assim como um objeto, uma parede, ao perder o viço necessitam ser restauradas, também o homem ao perceber que está perdendo a formosura, o brilho, necessita ser restaurado; por isso que no dicionário restauração significa "restabelecer o vigor, repor no estado primitivo".
Agora para ser restaurado é necessário se deixar restaurar, e aqui está a diferença do homem para um objeto qualquer: um objeto não põe objeção a sua restauração, mas o homem por ser um ser dotado de vontade muitas vezes opõe-se a essa restauração, daí o primeiro passo para que isso ocorra é reconhecer que necessita ser restaurado, e que só existe uma fonte segura para isso: Jesus por meio da Sua Palavra e do Espírito Santo.
Daniel necessitou de restauraçao e de renovação das forças, e onde conseguiu isso? Em Deus como mostra a passagem bíblica: "Então o ser em forma humana tocou-me novamente e me reanimou. "Não temas nada, homem de predileção! Que a paz esteja contigo! Coragem, coragem!". Enquanto ele me falava senti-me reanimado. "Fala meu senhor, disse, pois tu me restituístes as forças" (Dn 10, 19).
Hoje sabemos que este "ser" é Jesus, que por Sua Palavra e pela ação do Espírito Santo é que nos restaura e reanima. Permita-se, então, ter suas forças restauradas pelo poder de Jesus e volte a ter revigorado em você a capacidade de acreditar e a força para caminhar e testemunhar esse Deus maravilhoso na vida do próximo.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
A partir do Batismo, a medida que o pecado volta a agir na nossa vida passa a descolorir, a descaracterizar a formosura que possuíamos, e assim se perde as características de Deus, semelhante ao que acontece com a pintura de um quadro, de uma escultura, das paredes da casa que são afetadas pelo vento, o vapor de água, a luz.
A medida que somos descaracterizados perdemos a capacidade de refletir Deus, como consequência perde-se as forças; quando se perde as forças vários aspectos da identidade cristã podem ser atingidos sendo que três podem ser destacados. O primeiro é o acreditar (crer), pois vacilantes começamos a fraquejar na fé, e essa vacilação vai influenciar na oração, na intercessão, na pregação, no louvor...
Segundo aspecto a ser atingido é o continuar. Julgando-se incapaz, pois a fé está se esvaziando, começa o questionamento sobre o sentido de seguir em frente; sentimentos de incapacidade, incompetência, indignidade passam a tomar conta do íntimo e o afastamento da missão é quase que inevitável.
O terceiro aspecto a ser atingido é o testemunhar, pois deixando de acreditar, e perdendo a vontade de continuar, inevitavelmente o testemunho será afetado, pois aquela voz que orava, pregava, cantava com autoridade, crendo na ação de Deus na vida do irmão, agora dá lugar ao receio e a vacilação, e em casos extremos muda-se até em descrença.
Passando por esses momentos é que Davi nos Salmos 22 (23), 1. 3 diz: "O Senhor é meu pastor..., restaura as minhas forças...", pois o que passou durante as perseguições que sofreu, e viu sua fé ser abalada, sua capacidade de prosseguir na missão de governar Israel abalada, e seu testemunho de homem de Deus ser, também, afetado.
Portanto, assim como um objeto, uma parede, ao perder o viço necessitam ser restauradas, também o homem ao perceber que está perdendo a formosura, o brilho, necessita ser restaurado; por isso que no dicionário restauração significa "restabelecer o vigor, repor no estado primitivo".
Agora para ser restaurado é necessário se deixar restaurar, e aqui está a diferença do homem para um objeto qualquer: um objeto não põe objeção a sua restauração, mas o homem por ser um ser dotado de vontade muitas vezes opõe-se a essa restauração, daí o primeiro passo para que isso ocorra é reconhecer que necessita ser restaurado, e que só existe uma fonte segura para isso: Jesus por meio da Sua Palavra e do Espírito Santo.
Daniel necessitou de restauraçao e de renovação das forças, e onde conseguiu isso? Em Deus como mostra a passagem bíblica: "Então o ser em forma humana tocou-me novamente e me reanimou. "Não temas nada, homem de predileção! Que a paz esteja contigo! Coragem, coragem!". Enquanto ele me falava senti-me reanimado. "Fala meu senhor, disse, pois tu me restituístes as forças" (Dn 10, 19).
Hoje sabemos que este "ser" é Jesus, que por Sua Palavra e pela ação do Espírito Santo é que nos restaura e reanima. Permita-se, então, ter suas forças restauradas pelo poder de Jesus e volte a ter revigorado em você a capacidade de acreditar e a força para caminhar e testemunhar esse Deus maravilhoso na vida do próximo.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Fé e razão: elas se entendem!
Cresci tendo como um dos meus desenhos animados favoritos Tom e Jerry. Era uma diverrsão aquela situação de um gato que fazia de tudo para derrotar um ratinho, e que por ele era sempre sobrepujado o que, claro, o deixava ainda mais cheio de ódio e vontade de realizar seu intento.
Passou o tempo e sem a inocência de criança vim a aprender na escola sobre esse relação gato e rato, dentre elas que não é verdade que gato e rato são inimigos mortais, pelo contrário, quando não incitados pelo homem a este ódio convivem harmonicamente.
Assim me parece que é o que acontece com a relação fé e razão. Quem disse, ou que prova há que ambas não podem ter um convívio harmonioso? Isso foi fruto, mais uma vez, da ação inconseqüente do homem, ou de certos homens que não conseguem vislumbrar esta possibilidade.
Os da razão (Tom) lançam a culpa sobre a Igreja (Jerry), sobre a fé: para eles é a presença inconcebível, quiçá repugnante, indesejável, da fé que tem sido um atraso para a humanidade; para os "Tons" do racionalismo, o crescimento do Cristianismo foi essa instalação do ratinho numa "mansão" belíssima onde tudo estava em acordo e perfeita harmonia, e que por isso essa presença indesejável não pode ser, de forma nenhuma, aceita ou suportada, é uma "peça" que distoa do restante.
O problema é que, no fundo, assim como, o Tom não consegue aceitar que Jerry tenha argumentos e raciocínios capazes de superar a sua suposta "superioridade"; assim também os da razão não conseguem conceber que a fé em alguns aspectos supere a razão, sem contudo em nada ser alienante como tanto afirmam.
Quando Tom tramava suas armadilhas milimetricamente calculadas, embasada numa lógica cartesiana, e via-se frustrado no seu intento porque Jerry conseguia ver além da lógica infalível, enfurecia-se ao máximo; assim também comportam-se os da razão, pois não conseguem conceber que a fé e "ir além", afinal se para eles setenta vezes sete vezes (Mt 18, 22) sempre será quatrocentos e noventa, para os da fé é perfeitamente compreensível saber que Jesus falava de infinito; para os da razão não há vitória na derrota, e Jesus prova o contrário na Cruz do calvário; para eles água e óleo nunca se misturam, mas para os que crêem fé e razão se entendem e se complementam, tanto que o Papa Bento XVI é quem afirma que ambas são as duas asas que permitem o nosso vôo seguro rumo ao céu, pois "fe sem razão é fanatismo e razão sem fé é loucura".
Talvez por isso tenha sido tão horrivelmente ridicularizado pelos "Tons" de uma certa universidade brasileira que naquele teatro de ridicularização deixaram evidente que a razão perde a razão e dá lugar a intransigência e a violência simplesmente por achar que a fé é a intransigência de alienados que se tornam um entrave para um salto de qualidade do homem e da sociedade modernos.
Quando os "tons" perceberem que os "jerrys" respeitam as suas particularidades - salvo naquilo que fere frontalmente a fé e a moral - e que também podem ser um parceiro salutar nessa busca por um homem e uma sociedade melhores onde para isso valores e virtudes não precisam serem jogados no lixo para se alcançar este propósito, certamente estará mais próxima da tão desejada civilização do amor.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Passou o tempo e sem a inocência de criança vim a aprender na escola sobre esse relação gato e rato, dentre elas que não é verdade que gato e rato são inimigos mortais, pelo contrário, quando não incitados pelo homem a este ódio convivem harmonicamente.
Assim me parece que é o que acontece com a relação fé e razão. Quem disse, ou que prova há que ambas não podem ter um convívio harmonioso? Isso foi fruto, mais uma vez, da ação inconseqüente do homem, ou de certos homens que não conseguem vislumbrar esta possibilidade.
Os da razão (Tom) lançam a culpa sobre a Igreja (Jerry), sobre a fé: para eles é a presença inconcebível, quiçá repugnante, indesejável, da fé que tem sido um atraso para a humanidade; para os "Tons" do racionalismo, o crescimento do Cristianismo foi essa instalação do ratinho numa "mansão" belíssima onde tudo estava em acordo e perfeita harmonia, e que por isso essa presença indesejável não pode ser, de forma nenhuma, aceita ou suportada, é uma "peça" que distoa do restante.
O problema é que, no fundo, assim como, o Tom não consegue aceitar que Jerry tenha argumentos e raciocínios capazes de superar a sua suposta "superioridade"; assim também os da razão não conseguem conceber que a fé em alguns aspectos supere a razão, sem contudo em nada ser alienante como tanto afirmam.
Quando Tom tramava suas armadilhas milimetricamente calculadas, embasada numa lógica cartesiana, e via-se frustrado no seu intento porque Jerry conseguia ver além da lógica infalível, enfurecia-se ao máximo; assim também comportam-se os da razão, pois não conseguem conceber que a fé e "ir além", afinal se para eles setenta vezes sete vezes (Mt 18, 22) sempre será quatrocentos e noventa, para os da fé é perfeitamente compreensível saber que Jesus falava de infinito; para os da razão não há vitória na derrota, e Jesus prova o contrário na Cruz do calvário; para eles água e óleo nunca se misturam, mas para os que crêem fé e razão se entendem e se complementam, tanto que o Papa Bento XVI é quem afirma que ambas são as duas asas que permitem o nosso vôo seguro rumo ao céu, pois "fe sem razão é fanatismo e razão sem fé é loucura".
Talvez por isso tenha sido tão horrivelmente ridicularizado pelos "Tons" de uma certa universidade brasileira que naquele teatro de ridicularização deixaram evidente que a razão perde a razão e dá lugar a intransigência e a violência simplesmente por achar que a fé é a intransigência de alienados que se tornam um entrave para um salto de qualidade do homem e da sociedade modernos.
Quando os "tons" perceberem que os "jerrys" respeitam as suas particularidades - salvo naquilo que fere frontalmente a fé e a moral - e que também podem ser um parceiro salutar nessa busca por um homem e uma sociedade melhores onde para isso valores e virtudes não precisam serem jogados no lixo para se alcançar este propósito, certamente estará mais próxima da tão desejada civilização do amor.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
"Meu filho, dá-Me teu coração" (Pv 23, 26)
Nestes tempos, mais que nunca, Deus faz este clamor em vista do quanto os corações de seus filhos, filhos amados, nascidos da água do Batismo, ressuscitados com Cristo para uma vida nova, remidos e restaurados, encontram-se enfermos, feridos, aprisionados, desfigurados pelas consequências dos pecados cometidos.
O Senhor com todo amor te diz: "Meu filho...". O apóstolo São João I Jo 3, 1 diz: "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato"; nessa passagem ele exprime a grandiosidade, a dimensão de sermos "filhos de Deus", pois pelo pecado original perdemos essa condição de filhos, o que só se restabeleceria com a vinda de Jesus; por isso, o mesmo apóstolo no seu Evangelho dizer: "Mas a todos aqueles que O receberam, aos que crêem no seu nome deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus" (Jo 1, 12).
O primeiro grande desejo de Deus é que reconheçamos o quanto somos valiosos, pois se para alguém é grande honra ser filho do cantor fulano, da atriz sicrana, quanto mais saber que somos "filhos de Deus"; e o que entristece o coração do Pai é isso: saber que seu grande gesto de amor explicitado no Evangelho de São João 3, 16: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna", é desprezado, é sem importância.
Quem crê no Filho (Jesus) recebe o poder de tornar-se filho com Ele. Porém, quantos tem renegado essa paternidade, essa filiação divina, para se entregarem, pelo pecado, ao demônio e adotá-lo como pai. O clamor de Deus é para que abram os ouvidos da alma e do coração e ouçam a voz de quem vos ama com eterno amor (Jr 31, 3) e vos chama pelo nome (Is 43, 1) que tem o nome de cada um gravado na palma da mão (Is 49, 16).
Esse clamor para que acolhamos essa filiação é seguido de um pedido: "dá-Me...". Entregar algo a alguém, requer, acima de tudo, confiança, pois se observarmos bem, uma mãe não entrega seu filho a quem não confie; uma pessoa não entrega seu carro, seu dinheiro nas mãos de quem não confie; um amigo (a) não entrega seus segredos mais íntimos a alguém que não confie...No entanto, muitos estão constantemente entregando seus bens mais preciosos: sentimentos, projetos, anseios, intimidades, confiantemente, em mãos erradas: nas mãos do inimigo de Deus (satanás) travestido na forma de coisas e pessoas. Tudo isso para ver estas vidas aprisionadas, escravas, submissas nas suas mãos, cuja finalidade não é senão outra: "matar, roubar e destruir" (Jo 10, 10).
Dificuldade está em entregarmos nossos sonhos, projetos, sentimentos, a vida, nas mãos de Deus, por quê? Porque tem que ser fruto da fé, pois significa confiar no que não se vê, não se toca; daí Jesus chamar de felizes "aqueles que crêem sem ter visto!" (Jo 21, 29); porém, a diferença de dar-se, entregar-se a Deus em Jesus, é saber que em vez de morte, teremos "vida em abundância" (Jo 10, 10).
Agora, Deus quer que como filho amado você dê a Ele algo em particular: o coração. Por quê? Em Mt 15, 18-19 o Senhor Jesus dá a resposta: "Ao contrário, aquilo que sai da boca, provém do coração, e isso é o que mancha o homem. Por que é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias. Eis o que mancha o homem", daí Jesus ser taxativo em dizer que "bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5, 8) em afirmação aquilo que Davi no Salmos 22 (23), 3 questiona: "Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou permanecer no seu lugar santo?" e no versículo 4 responde: "O que tem as mãos limpas e o coração puro...".
Fica claro que somente um coração puro livre das manchas do pecado, sarado, curado, liberto poderá ter intimidade co o Senhor; corações purificados das malícias, das imundícies, das concupiscências deste mundo é o que Jesus deseja; um coração puro atrai a bondade de Deus, por isso que o Salmista proclama: "Oh, como Deus é bom para os corações retos, e o Senhor para com aqueles que tem o coração puro" (Sl 72 (73), 1, e sabendo disso Davi clamava ao Senhor: "Ó meu Deus, criai em mim um coração puro..." (Sl 50 (51), 12.
Qual será a fonte dessa purificação? Nos Salmos 118 (119), 1-3 há uma indicação: "Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a Lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos". A fonte desse coração e dessa vida pura, livre, liberta, convertida, está em seguir, obedientemente, a Palavra de Deus, que não é somente o Livro, mas o próprio Jesus, a Palavra, o Verbo de Deus, o "Caminho, a verdade e a vida" (Jo 14, 6). Um coração transformado passa por acolher a voz de Jesus que clama através da Igreja: "arrependei-vos e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados" (At 3, 19).
Entregue seu coração nas mãos de Jesus e permita que Ele realize uma obra maravilhosa como fez no coração e na vida de Zaqueu, da Samaritana, da mulher do "fluxo de sangue", dos apóstolos, e de tantos outros que ouviram esse pedido do Senhor e não recusaram, mas ao contrário obtiveram uma graça poderosa de serem libertos das cadeias do mal, pois diz e afirma o próprio Senhor Jesus: "Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres" (Jo 8, 36) e um coração nas mãos de Jesus será um coração pacífico, caridoso, compassivo, fiel, resistente ao pecado, aberto ao amor de Deus.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Senhor com todo amor te diz: "Meu filho...". O apóstolo São João I Jo 3, 1 diz: "Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato"; nessa passagem ele exprime a grandiosidade, a dimensão de sermos "filhos de Deus", pois pelo pecado original perdemos essa condição de filhos, o que só se restabeleceria com a vinda de Jesus; por isso, o mesmo apóstolo no seu Evangelho dizer: "Mas a todos aqueles que O receberam, aos que crêem no seu nome deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus" (Jo 1, 12).
O primeiro grande desejo de Deus é que reconheçamos o quanto somos valiosos, pois se para alguém é grande honra ser filho do cantor fulano, da atriz sicrana, quanto mais saber que somos "filhos de Deus"; e o que entristece o coração do Pai é isso: saber que seu grande gesto de amor explicitado no Evangelho de São João 3, 16: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna", é desprezado, é sem importância.
Quem crê no Filho (Jesus) recebe o poder de tornar-se filho com Ele. Porém, quantos tem renegado essa paternidade, essa filiação divina, para se entregarem, pelo pecado, ao demônio e adotá-lo como pai. O clamor de Deus é para que abram os ouvidos da alma e do coração e ouçam a voz de quem vos ama com eterno amor (Jr 31, 3) e vos chama pelo nome (Is 43, 1) que tem o nome de cada um gravado na palma da mão (Is 49, 16).
Esse clamor para que acolhamos essa filiação é seguido de um pedido: "dá-Me...". Entregar algo a alguém, requer, acima de tudo, confiança, pois se observarmos bem, uma mãe não entrega seu filho a quem não confie; uma pessoa não entrega seu carro, seu dinheiro nas mãos de quem não confie; um amigo (a) não entrega seus segredos mais íntimos a alguém que não confie...No entanto, muitos estão constantemente entregando seus bens mais preciosos: sentimentos, projetos, anseios, intimidades, confiantemente, em mãos erradas: nas mãos do inimigo de Deus (satanás) travestido na forma de coisas e pessoas. Tudo isso para ver estas vidas aprisionadas, escravas, submissas nas suas mãos, cuja finalidade não é senão outra: "matar, roubar e destruir" (Jo 10, 10).
Dificuldade está em entregarmos nossos sonhos, projetos, sentimentos, a vida, nas mãos de Deus, por quê? Porque tem que ser fruto da fé, pois significa confiar no que não se vê, não se toca; daí Jesus chamar de felizes "aqueles que crêem sem ter visto!" (Jo 21, 29); porém, a diferença de dar-se, entregar-se a Deus em Jesus, é saber que em vez de morte, teremos "vida em abundância" (Jo 10, 10).
Agora, Deus quer que como filho amado você dê a Ele algo em particular: o coração. Por quê? Em Mt 15, 18-19 o Senhor Jesus dá a resposta: "Ao contrário, aquilo que sai da boca, provém do coração, e isso é o que mancha o homem. Por que é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias. Eis o que mancha o homem", daí Jesus ser taxativo em dizer que "bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5, 8) em afirmação aquilo que Davi no Salmos 22 (23), 3 questiona: "Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou permanecer no seu lugar santo?" e no versículo 4 responde: "O que tem as mãos limpas e o coração puro...".
Fica claro que somente um coração puro livre das manchas do pecado, sarado, curado, liberto poderá ter intimidade co o Senhor; corações purificados das malícias, das imundícies, das concupiscências deste mundo é o que Jesus deseja; um coração puro atrai a bondade de Deus, por isso que o Salmista proclama: "Oh, como Deus é bom para os corações retos, e o Senhor para com aqueles que tem o coração puro" (Sl 72 (73), 1, e sabendo disso Davi clamava ao Senhor: "Ó meu Deus, criai em mim um coração puro..." (Sl 50 (51), 12.
Qual será a fonte dessa purificação? Nos Salmos 118 (119), 1-3 há uma indicação: "Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a Lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos". A fonte desse coração e dessa vida pura, livre, liberta, convertida, está em seguir, obedientemente, a Palavra de Deus, que não é somente o Livro, mas o próprio Jesus, a Palavra, o Verbo de Deus, o "Caminho, a verdade e a vida" (Jo 14, 6). Um coração transformado passa por acolher a voz de Jesus que clama através da Igreja: "arrependei-vos e convertei-vos para que sejam apagados os vossos pecados" (At 3, 19).
Entregue seu coração nas mãos de Jesus e permita que Ele realize uma obra maravilhosa como fez no coração e na vida de Zaqueu, da Samaritana, da mulher do "fluxo de sangue", dos apóstolos, e de tantos outros que ouviram esse pedido do Senhor e não recusaram, mas ao contrário obtiveram uma graça poderosa de serem libertos das cadeias do mal, pois diz e afirma o próprio Senhor Jesus: "Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres" (Jo 8, 36) e um coração nas mãos de Jesus será um coração pacífico, caridoso, compassivo, fiel, resistente ao pecado, aberto ao amor de Deus.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.
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