domingo, 14 de outubro de 2012

"Talita cumi": Levanta-te pela fé.

A Palavra de Deus no Evangelho de São Lucas 8, 40-56 mostra dois momentos da vida pública de Jesus, aparentemente distintos, mas ligados por um mesmo fato, fato este que é parte fundamental na relação homem-Deus, homem-Jesus, homem-Trindade: a fé.
O texto narra em primeiro instante o que, ao que pode parecer, um homem e uma mulher vão ao encontro do Senhor Jesus Cristo; ao que pode parecer, por quê? Porque, assim como diz o Catecismo da Igreja Católica "é sempre Deus que toma a iniciativa de ir ao encontro do homem" (CIC, 620); logo, os personagens principais desta passagem bíblica: Jairo e a mulher hemorroíssa, não foram ao encontro de Jesus, mas foram encontrados por Jesus.
Agora, o que permitiu esse encontro? O texto vai deixar claro: a fé. É bem verdade que, assim como a maioria das pessoas, e nos dias atuais não é diferente, ambos foram ao Senhor por uma necessidade: Jairo aflito pela enfermidade da filha; a mulher, pelo seu problema de saúde. Porém, deve-se aqui destacar que ambos foram a Jesus a fim de verem-se livres de uma situação específica, no entanto, verão que deste encontro alcançarão algo muito maior.
Jairo clama pela filha enferma e, ao dirigirem-se para a casa onde se encontra a menina, comprimidos por uma multidão, em meio àquele alvoroço, está uma mulher que sofre de "um fluxo de sangue" (uma hemorragia constante), que impelida por um desejo de cura crê naquilo que possivelmente já havia ouvido falar, nas curas milagrosas de Jesus, e ao tocar o manto (vers. 44) vê-se instantaneamente curada.
Jesus automaticamente questiona os discípulos sobre quem o tocou (vers. 45) e ao receber como resposta que seria impossível saber quem teria sido, demonstra sua curiosidade exclamando: "senti sair de mim uma força" (vers. 46). A sequência do texto mostra que a mulher se apresenta e, ao ser despedida por Jesus, ouve do Senhor: "A tua fé te salvou; vai em paz" (vers. 48).
Ao seguir rumo à casa de Jairo chega a notícia ruim que aquele pai não queria ouvir: "a menina está morta" (vers. 49). Esse pai que estava cheio de esperança pelo que testemunhara na cura da mulher agora vê a mesma se acabar, se esvair, se perder. Todavia, ao seu lado não estava qualquer um, estava o Deus da Vida que intervém imediatamente exclamando: "Não temas; crê somente e ela será salva" (vers. 50). Logo após, o Senhor adentra a casa juntamente com três dos seus discípulos e os pais, e ao se deparar com a menina "segurando Ele a mão dela, disse em alta voz: Menina levanta-te" (vers. 54), "Talita cumi" (Mc 5, 41). A menina levanta-se, e é devolvida aos pais.
Observe que o Senhor Jesus cobra de Jairo a mesma fé que o fez ir até Jesus. Foi a fé que possibilitou esses dois milagres, foi a iniciativa deste pai e daquela mulher que os levaram a obter a graça desejada. Porém, algumas reflexões são necessárias nesta passagem do Evangelho. Primeiro: a fé é a única maneira de se alcançar as benécies de Jesus; é por meio dela que "as comportas do céu" se abre; Jesus antes de curar dois cegos pergunta a eles: "Credes que eu posso fazer isso?" (Mt 9, 28), é a fé motivada por uma firme esperança que toca em Jesus e o leva a agir, e agir do jeito que achar mais conveniente, principalmente porque Jesus age pela sua Palavra, e não pelo toque, daí entendermos as palavras de São Paulo quando diz que "a fé é o fundamento da esperança é uma certeza a respeito do que não se vê" (Hb 11, 1).
Segundo: a passagem bíblica fala que a menina tinha uns doze anos, a mulher padecia há doze anos, que Jesus adentrou a casa com três discípulos (Pedro, Tiago e João). Isso significa que Jesus agirá, futuramente, pela Igreja. A fé se manifesta pela Igreja, a fé não existe dissociada da Igreja, portanto o lugar do exercício da fé é na Igreja, como Igreja, como Corpo de Cristo que somos.
Terceiro: em ambos os casos o Senhor não fala em curar, mas em salvar: "Vai a tua fé te salvou", "Crê somente e ela será salva". Por quê será? Porque para Jesus mais que uma cura física, interessa é a cura da vida por completo; é a cura dos sentimentos, dos pensamentos, das atitudes...Jesus ao operar um milagre interessava-se era pela mudança de vida como aconteceu com Zaqueu; daí ao final daquela passagem Ele afirmar: "Hoje a salvação entrou nesta casa" (Lc 19, 9). Curar para Jesus é nada, salvar o homem da sua vida de pecado, da sua obstinação pela perdição, é que é fundamental.
Por isso que a fé nestes dois casos foi fundamental, porque aquela menina e aquela mulher precisavam mais que serem curadas, precisavam serem salvas, serem postas de pé (Talita cumi), pela força desse Cristo que transforma não em parte, mas por completo. A fé produz milagres diversos, mas para Jesus o maior deles é restabelecer no homem a dignidade de filho amado de Deus, e essa é a tarefa mais difícil, pois indubitavelmente, Jesus foi muito mais impactado pela renegação daquele jovem rico (Mt 19, 22-23), de Judas Iscariotes (Lc 22, 48), daquele ladrão na cruz (Lc 23, 39), do que de todos os enfermos, possessos e mortos que curou, libertou ressuscitou.
Use, então, a sua fé meu irmão, lance-se aos pés de Jesus como fez Jairo e a mulher; creia, confie, pois como disse o Senhor Jesus a Marta antes de ressuscitar Lázaro: "Se creres verás a glória de Deus" (Jo 11, 40). Mas para isso, Talita cumi, levanta-te, ergue-te, coragem, o Senhor é contigo, o "justo viverá pela fé" (Hab 2, 4), pois "sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb 11, 6).
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"...de pé"

Deus fez o homem à sua imagem e semelhança para viver sua dignidade em plenitude. O pecado levou o homem a viver sua indignidade em plenitude. O que Deus elevou o pecado rebaixou, e dali, do Éden até Jesus, o homem só conheceu - salvo raras exceções - a queda, o chão, a lama...
Foi para mudar este estado de coisas, e mostrar-nos que não é esta a condição para a qual fomos criados que Deus enviou Jesus: para nossa salvação, mas para devolver-nos essa dignidade perdida, também, e os Evangelhos apresentam alguns exemplos disso.
No Evangelho de São Lucas na passagem do encontro de Jesus com Zaqueu (Lc 19, 1-10) no versículo 8, após o Senhor ter estado na casa daquele cobrador de impostos pecador, odiado por quase todo o povo, diz a narração que "Zaqueu de pé diante do Senhor disse-lhe: "Senhor vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo". Aquele homem caído, imerso na "lama" da sua ambição, ganância, desonestidade...derrotado pelos seus males, agora encontra em Jesus perdão, libertação, salvação, e é, então, recolocado "de pé", perante Deus, perante os homens, perante si mesmo, perante a vida.
No Evangelho de São João duas passagens são emblemáticas: a primeira no encontro de Jesus com aquela mulher samaritana (Jo 4, 1-42) no versículo 8 Jesus pede água e a mesma nega. Dali desenvolve-se um diálogo onde o Senhor expõe a fragilidade dessa mulher: a afetividade; já havia tido cinco maridos, e o atual não era dela (vers. 18), após aquele diálogo, sem preconceito ou repreensões, diz a Palavra que "a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: "Vinde e vede um homem que me contou tudo o  que tenho feito. Não seria Ele, porventura, o Cristo?. Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus" (vers. 28-30). Foi outra que conheceu a experiência de ser posta "de pé" e experimentar, agora, a dignidade de ser filha de Deus.
Por fim, também no Evangelho de São João, o encontro de Jesus com a mulher adúltera (Jo 8, 1-11). Este caso é emblemático, pois acorre uma multidão de acusadores a Jesus trazendo uma mulher flagrada em adultério à qual é lançada aos pés de Jesus mostrando, assim, a condição humana de sermos pelo mesmo mundo que nos corrompe, ser o mesmo que nos acusa. Jogada por terra ouve Jesus ser questionado se era ou não merecedora de apedrejamento, e a sentença que parecia inevitável lhe é favorável e a mesma é livrada da condenação de morte. O versículo 9 diz que "...Jesus ficou sozinho, com a mulher diante Dele..."; aquela que se encontrava caída diante dos "senhores da morte", agora encontra-se "de pé" diante do Senhor da  Vida que a ela diz: "Ninguém te condenou? (....) Nem Eu te condeno." (vers. 10-11) e dá-lhe uma ordem: "Vai e não tornes a pecar" (vers. 11).
Aquela mulher, que alguns dizem ser Maria Madalena, nunca mais foi a mesma, por quê? Por que experimentou a mesma coisa que Zaqueu e a Samaritana: a graça de ser tirado do charco, do lodo, da lama, da lavagem dos porcos como o filho pródigo e ser recolocado na casa do Pai, com a dignidade de filha.
Esta foi, e continua sendo, por meio da Santa Igreja a missão de Jesus, porém, quanto mais se busca mostrar, e oferecer a todo homem esta possibilidade, mais se percebe uma inveterada disposição do mesmo em permanecer nesta condição terrível de "caído", derrotado, chafurdando na lama das suas falsas e enganosas ilusões, alimentando-se nas "lavagens" dessa vida travestidas sobre a forma de bens materiais, fama, sucesso, vaidades, egoísmo, individualismo...Obstinados por essa opção de vida muitos fecham-se à essa possibilidade de uma nova vida o que terminará, por consequência, em um completo vazio de sentido, traduzido em angústia e depressão, pois no grande Mandamento "Amar a Deus, ao próximo, como a sí mesmo" a vida só é completa nestas três dimensões. Assim, o Mal trabalha para matar em nós a primeira e a segunda dimensão deste Mandamento, potencializando o último, por isso Zaqueu, a Samaritana e a Adúltera chegaram àquela situação de vida.
O Senhor veio para restabelecer na vida deles, e de cada um que dê essa permissão, o ressuscitar dessas duas primeiras dimensões: Deus e o próximo. Restaurados nesse sentido puderam, então, viver nova existência "de pé", vencedores, libertos, plenos de sentido, felizes...
Jesus deseja o mesmo a você. Permita-se, como Maria e João (a Igreja): "de pé aos pés da cruz" (Jo 19, 25-26) reencontrar a Vida Nova que ressuscita no amor, pois verdadeiramente "se Jesus vos libertar, vós sereis verdadeiramente livres" (Jo 8, 36). Opte por estar "de pé" com Jesus, e não "caído" com o mundo.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Filhos santos, educados na fé, serão formadores de outras famílias santas.

Filhos gerados como fruto de um desejo do casal, como se pode observar no exemplo de Tobias e Sara em Tb 8, 9 onde Tobias ora no leito nupcial: “Ora, vós sabeis, ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a minha prima como esposa, mas unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade, pela qual o vosso nome seja eternamente bendito”, devem ser educados, ensinados, formados para uma vida digna e reta, principalmente, fundamentada em parâmetros e princípios espirituais.
Para isso, esses  “bons frutos”, os filhos, tem que seguir os passos de Jesus, viverem unidos à Ele e ao Seu Corpo (a Igreja), seguir seus ensinamentos, cumprir fielmente as suas palavras. Jesus em João 15, 4 diz: “Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós”; assim, cada família no propósito de bem conduzir seus filhos na fé devem compreender alguns pontos que são fundamentais para que esses frutos venham a ser, também, geradores de outros bons frutos.
Primeiro ponto: um ramo sobrevive do alimento – a seiva – que a planta lhe fornece. Logo, família que não se liga a Jesus morre de inanição; inanição espiritual, pois Jesus é o Pão da vida, e Ele se dá a todos por meio das Sagradas Escrituras e da Santa Eucaristia, desta feita, filhos santos deverão ser resultado desta intimidade com Jesus na Palavra, na Eucaristia e na oração.
Segundo ponto: um ramo tem suas atividades reguladas por substâncias na época e tempo certos. Dentre essas atividades está a época de reprodução, para serem gerados os frutos. A floração, a produção dos gametas, a formação dos frutos, tudo é controlado por substâncias específicas: os hormônios. A família deve ter sua substância reguladora – o Espírito Santo – agindo para que cada coisa possa acontecer no tempo certo. Porém, a constatação é que se essa interação com Jesus é interrompida muito cedo, ainda nos primeiros anos de vida, assim o Espírito não age e essa família passa a viver de forma desregulada.
As flores (filhos) começam a desabrochar antes do previsto; a força das incitações provenientes dos meios diversos força um amadurecimento cada vez mais precoce. O período propício para os enlaces íntimos e, consequentemente, a geração de novos frutos é antecipada. Esses frutos gerados fora de época muitas vezes são descartados e vão gerar mais e mais ramos estéreis, separados da Videira verdadeira, destinados ao fogo, à destruição, como afirma a Palavra de Deus em Jo 15, 6.
“Filho honra teu pai e tua mãe para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor teu Deus” (Ex 20, 12). Filhos santos devem ter em mente que, assim como a família é um ramo que não pode estar separada de Jesus, assim também eles devem ter consciência que são ramos que não podem estar separados dos pais.
Daí a Palavra de Deus exortar tão seriamente aos filhos a obedecerem aos pais como cita Provérbios 1, 8-9: “Ouve, meu filho, a instrução do teu pai, não desprezes o ensinamento de tua mãe. Isto será, pois, um diadema de graça para tua cabeça e um colar para teu pescoço”. Percebe-se, claramente, que a obediência dos filhos para com os pais será visto como jóias preciosas (diadema, colar) por outras pessoas.
É maravilhosa a passagem do livro de Tobias 4, 1-20 onde o pai de Tobias, Tobit, dá uma série de conselhos ao filho exortando-o, entre outras coisas, à prática da caridade, honestidade, amar a Deus e obedecer a Lei e, viver a castidade para um matrimônio santo (vers. 13). Tobias segue à risca esses ensinamentos e o resultado foi ter conhecido Sara com quem casou-se e teve muito filhos, certamente, obedientes e retos como ele, Tobias, o foi.
Ramos ligados à Jesus e à Igreja, filhos ligados aos pais, em obediência total, florescem e frutificam na época certa, pois, assim como as folhas são a fonte produtora de alimento para os ramos, assim também em Jesus ter-se-á uma fonte di alimento pela Palavra e pela Eucaristia. E assim, este ramo, este templo, esta família, como tantas outras que buscam o mesmo propósito, se permanecerem firmadas em Jesus, serão disseminadoras de frutos bons em meio a um mundo onde tantos frutos ruins são produzidos, pois a educação na fé tem sido cada vez mais abandonada para dar lugar a uma criação egoísta, mercantilista e individualista, tendo como resultado uma geração fútil, promíscua, violenta, sem o mínimo temor de Deus.
Com esta reflexão concluo esta série de textos sobre família, dom de Deus, necessária para a existência da humanidade, por saber disso que satanás a tem atacado tão impiedosamente, mas no final o bem triunfará e ela também, para isso a Igreja conta com cristãos batizados autênticos guiados pela fé da Igreja e autênticos testemunhos do amor de Deus, que crêem que a família é de suma "importância para a vida e o bem estar da sociedade" (CIC, 2210)

domingo, 9 de setembro de 2012

Família santa só é completa quando gera frutos: os filhos.

Um matrimônio concebido na presença constante de Deus deve tornar-se completo com a geração de filhos, visto que família é marido, esposa e filhos em obediência à ordem de Deus que perdura desde Adão e Eva determinou: "crescei e multiplicai-vos" (Gn 1, 28). Filhos que devem ser expressão de um desejo do casal, pois o que se constata em muitos casamentos são filhos gerados, até mesmo antes da união, sem serem desejados, amados, queridos, aguardados com expectativa, mas que foram fruto de um "deslize", de uma "vacilada", que serão, em vez de benção, de alegria, serão um estorvo, um impedimento, um entrave.
Filhos nascidos de um namoro santo e de uma união sacramental serão graça de Deus, mas para casos onde foram fruto de mera promiscuidade, serão um "peso", um "fardo", onde, em muitos casos, não chegam nem a nascer vitimados pela ação criminosa do aborto.
Crianças desejadas, amadas, gestadas e geradas num lar cristão serão, provavelmente, cidadão íntegros, respeitadores, corretos, honestos, tementes a Deus, pois certamente serão guiados segundo parâmetros espirituais de fé e moral.
O contrário disso será a geração de crianças indesejadas, infelizes, que serão adolescentes, jovens e adultos problemáticos com tendência a reproduzirem, até de forma pior, aquilo que viveram na infância: a falta de amor, de parâmetros cristãos, de exemplos de caráter e moral...Essas crianças não verão, exemplos salutares, mas, ao contrário, serão testemunhas de um lar onde impera a desunião, as brigas, a violência, pois não há Deus, consequência da falta de um namoro santo, de uma união santa.
Vivendo nestes ambientes, muitos filhos presenciam a ruína total do seu lar e lançam-se à própria sorte como "crianças de rua" fadadas a delinquência. Daí ser mentirosa a afirmação que "crianças de rua" são fruto de um sistema injusto de má distribuição de renda, o que na verdade é parte do problema, pois a situação tem grande causa no ambiente familiar conflituoso.
Em virtude da situação alarmante de descaso com os preceitos familiares cristãos, o homem tem-se apegado cada vez mais ao individualismo e ao egoísmo, levando-o a pensar quase que exclusivamente em si; assim, gerar filhos ganhou uma conotação capitalista no sentido que ter filhos é gerar custos, é perder oportunidades e não ter garantias de retorno do investimento. A consequência são famílias pequenas, no máximo com dois filhos, pois é o que se pode pensar em termos de suster e suprir visando um futuro melhor. Muitos casais ao pensarem desta forma estão abrindo mão dos filhos para buscar seus interesses pessoais.
Superar este estado de coisas só será possível com casais caminhando segundo os preceitos e Mandamentos de Deus, para que famílias santas, sadias, estruturadas e preparadas para os modernismos destes tempos possam resistir e permanecer.
É pela obediência e prática dos ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras e no que é orientação Santa Madre Igreja que se poderá vislumbrar uma sociedade mais íntegra e santa, pois em cada casa, em cada lar, em cada família santa, estarão sendo gerados filhos santos, fruto do amor e não do acaso, tendo-se nestas famílias um santuário de Deus erguido mediante a obediência à voz do Senhor.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Família santa é aquela que marido e esposa cumprem os preceitos bíblicos

Um casal que se une pelo Sacramento do Matrimônio deve, ainda durante o namoro tomar conhecimento dos preceitos bíblicos sobre as responsabilidades e posturas de cada um, pois o que se observa de algumas décadas para cá é uma mudança na ordem estabelecida por Deus como sendo a forma salutar para o boa continuidade desta união.
Assim, o que se observa nestes dias é: o homem se eximindo cada vez mais das suas responsabilidades e a mulher tendo que assumir papéis e obrigações que não eram da sua alçada. Com isto, o que se vê são famílias desestruturadas nos seus fundamentos, pois a mulher por ser, muitas vezes, a mantenedora passou a ser, também aquela que determina os rumos do lar, o que não deveria acontecer.
Porém, o que preceitua a Sagrada Escritura sobre o papel de marido e esposa? A Carta de São Paulo aos Efésios no capítulo 5, versículos de 22 a 23 diz: “As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja...”, esta passagem é deturpada, principalmente pelos movimentos feministas, utilizando-se dela para disseminar a idéia que a Bíblia e a Igreja são “machistas” e defendem a opressão da mulher; porém, o erro está na má interpretação do que São Paulo quer dizer com “submissas”.
O Apóstolo Paulo fala de uma submissão no sentido espiritual, visto que a Bíblia em toda a sua extensão tem um sentido literal, porém em cada texto existe este sentido espiritual; assim, a mulher deve ser submissa ao homem em virtude de que ele é, ou pelo menos deveria ser, Cristo em seu lar, assumindo sua missão, como Jesus assumiu, de sacerdote, profeta e rei. Além disso, é papel do homem ser o pastor da sua família. Portanto, a mulher deve entender que é do homem a missão de ser sacerdote (ora, abençoa, amaldiçoa, combate espiritualmente...), profeta (escuta de Deus para o direcionamento da família), rei (governa, ordena, administra, defende...) e pastor (guia sua família para as “verdes pastagens” e para as “águas refrescantes”). Logo, a mulher precisa compreender que ser submissa é não querer tomar para si atribuições que são do marido.
Em relação ao homem São Paulo diz no versículo 25: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela...”, portanto, é papel do homem amar (e não “gostar”, querer bem) sua esposa ao extremo de, se necessário dar a vida por ela, o contrário do que se vê nestes dias onde tantos maridos covardes ao contrário, tem tirado a vida de suas mulheres. Logo, se observa nesta passagem que a Bíblia não tem nada de “machista”, mas demonstra todo o seu apreço pelas mulheres.
Numa família santa, marido e mulher tem que terem estes preceitos muito bem compreendidos para que estas distorções e inversões que se observa não aconteçam, para o bom andamento deste lar.
Além disso a Sagrada Escritura ainda faz referência ao papel do homem como aquele que sustenta o lar, principalmente quando combate a figura do preguiçoso (Pv 20, 4), aquele que aconselha, que instrui com sabedoria (Pv 1, 8); quanto à mulher fala da mulher virtuosas (Pv 31, 10-31) onde destaca-a como superior às pérolas (preciosa, vers. 10), confiável (vers. 11), trabalhadora (vers. 13), caridosa (vers. 20),  sábia (vers. 26), responsável em seus afazeres domésticos (vers. 27), elogiada pelos filhos (vers. 28), louvável (vers. 31).
Consciente de sua missão e obrigação, e auxiliada pelo Espírito Santo, essa família caminhará no equilíbrio e harmonia podendo, assim, trilhar um longo percurso na unidade e na paz, sendo esse reflexo de santuário de paz e amor.
Deus te abençoe no nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Família santa tem que se unir pelo Sacramento do Matrimônio

Após a reflexão sobre um namoro santo, e lembrando a frase de Pe. Zezinho, scj: "namorar é ensaiar a família", o próximo passo é a união deste casal que deve dar-se, obrigatoriamente, pelo menos para os que querem seguir os preceitos evangélicos, pelo Sacramento do Matrimônio (Mt 19, 6).
Infelizmente, muitos "católicos", induzidos pelos ensinamentos tortuosos destes tempos "modernos", são levados a acreditarem que qualquer união é casamento, até mesmo o "ajuntamento", "amaziamento" ou "morar juntos" como diz a maioria. Isso não é verdade: casamento só existe a partir do Sacramento, porém o que se vê atualmente são casais julgando que realizarem um ritual de união já é casamento. Daí tantos "casarem" debaixo d'água, pulando de um avião, em cima de uma montanha, em centro espírita, em terreiro de macumba...
Porém, onde está a Igreja? Onde está Jesus validando esta união? Não está. Jesus simplesmente é descartado, logo essas uniões podem até ser casamento, mas não são Matrimônios, pois este só se dá na autoridade de Jesus Cristo pela Santa Igreja Católica, que diga-se de passagem, é a única que possui o Sacramento do Matrimônio.
Infelizmente, este Sacramento está sendo cada dia mais ridicularizado, principalmente por pessoas da mídia que tem poder de persuasão, para os afastados,  maior que as Sagradas Escrituras, devido à seriedade que a Palavra de Deus imprime neste Sacramento pela boca, primeiramente do Pai no Antigo Testamento quando diz em Gn 2, 24: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne" e reafirmada pelo Filho no Novo Testamento em Mt 19, 5.
Nestas duas passagens o Pai e o Filho são categóricos em dizer que o HOMEM deixa sua casa, logo é tarefa do homem tomar a atitude de decisão pelo Matrimônio, e se une a uma MULHER, assim sendo as Sagradas Escrituras não reconhecem outra união que não seja homem e mulher, e o que se observa nestes tempos é o casamento homossexual (ou homoafetivo) tendo cada vez mais força afrontando a Palavra de Deus e fortalecendo essa depreciação do Matrimônio verdadeiro.
Outro motivo dessa ridicularização, e desse desprezo, é o fato da Palavra ser categórica ao dizer: "Assim já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu", onde deixa claro que uma vez contraindo esse Sacramento ele é até a morte; marido está unido à esposa, e vice-versa, até a partida de um dos dois, o que o mundo não aceita de maneira nenhuma pregando e disseminando a cultura do "se não deu certo separa". Assim, a grande maioria foge do Matrimônio para não se ver tendo que cumprir este preceito da indissolubilidade, partindo então, para o casamento civil, ou para o "morar juntos" que constitui, aos olhos de Deus, e da Palavra, fornicação.
Famílias santas, portanto, necessitam nascer de um namoro santo, e de uma união matrimonial pois assim deseja o nosso Deus, porque assim será grandemente abençoado, lembrando, também, que o cumprimento deve existir não por medo ou pressão, mas por amor, tendo na mente que se o Senhor exige assim é porque será o melhor para os seus filhos, e um Pai só quer o melhor para os seus filhos. Pena que a maioria cai na rebeldia e não aceita os direcionamentos e ensinamentos do Pai optando pela sua vontade própria e só depois constatando que fez a pior escolha: a desobediência.
Para os desobedientes Provérbios 16, 25 diz: "Há caminhos que parecem retos ao homem e, contudo, o seu termo é a morte", para os que preferem obedecer, Provérbios 16, 9 diz: "O coração do homem dispõe o seu caminho, mas é o Senhor quem dirige seus passos", assim agem os que confiam e obedecem ao que o Senhor determina, logo, família santa passa pelo Sacramento do Matrimônio, pois isso agrada a Deus.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Namoro santo, família santa.

A família, não como instituição civil, mas instituição divina, concebida por Deus a partir de Adão e Eva, está vivendo tempos de total depreciação em todos os âmbitos. Aquilo que foi satanica e metodicamente pensado pela Escola de Frankfurt está vendo agora sua realização cada  vez mais evidente.
O solapamento da família como preconizada e defendida por Deus em todos os tempos, e com maior veemência no tempo de Jesus, a partir de João Batista que morre degolado por defender a santidade do matrimônio, vê-se em seus dias de agonia em virtude de uma onda de modermismo e relativismo que entre outras mensagens apregoa o fim total da fidelidade à castidade, à união heterossexual, o compromisso com o Sacramento do Matrimônio, a fidelidade ao cônjuge (monogamia)... preceitos bíblicos fundamentais para que uma família nasça e permaneça num caminho de santidade e obediência a Deus.
E onde isso tem início? Num outro texto intitulado "Batizado: solo santo" onde a passagem do Livro do Êxodo 3, 1-5 foi utilizada naquela reflexão, medito sobre a necessidade de sabermos que ao sermos batizados somos consagrados (tornados sagrados), tornados "solo santo" de Deus por meio do Espírito Santo. Assim, quando refletimos no vers. 1 que diz que Moisés foi atraído pela beleza daquele fogo que não consumia a sarça, deveria cada homem ou mulher, se permanecesse sendo este solo santo, atrair o outro não pelos seus dotes físicos ou intelectuais, pelo brilho do que é externo, mas primeiramente pelo "brilho" do interior do "fogo" que está na alma, no espírito e no coração: o Espírito Santo, que revela a beleza maior: Jesus.
Assim, se cada homem, cada mulher perseverasse em manter vivo esse "fogo" que gera santidade, não atrairia qualquer "solo" contaminado de imundícies, de lixo, de podridão; porém, como essa preservação não acontece, abre-se espaço para que qualquer um adentre, sem tirar as sandálias, sem pedir licença, sem respeitar este espaço sagrado, profanando, então o "solo" santo de suas vidas.
Dessa profanação que não se dá somente na forma de pessoas, mas tem início nos filmes, novelas, livros, músicas, abre-se caminho para que aí sim, alguém venha e complete o serviço. Em virtude disso, o primeiro requisito para que um namoro santo aconteça é desprezado: a castidade.
Isso se deve à Escola de Frankfurt que disseminou a idéia do "faça amor, não faça guerra" lançando por terra, e no total ridículo o preceito da castidade como parte integrante de um namoro santo, abrindo espaço para o sexo livre e desregrado e provocando o que se vê hoje: uma total "coisificação" de algo santo como a intimidade de homem e mulher, visto saber o inimigo de Deus que, como dizia Santa Terezinha do Menino Jesus: "a castidade me torna irmã dos anjos", e que ela não se perde após o Matrimônio, pois o casal mesmo na intimidade física preserva a espiritual.
Profanados, então na castidade "genital", torna-se profanado na castidade da mente, no coração, e em todos os âmbitos, ou seja, torna-se impuro por completo. E impregnado de impurezas não há como viver um namoro santo, por consequência, dificilmente será gerada uma família santa, com parâmetros cristãos, embasada no respeito e obediência à Palavra de Deus e seus Mandamentos.
Assim, para que famílias santas surjam em meio a toda a bandalheira que se vê com lágrimas nos olhos e angústia no coração, é voltar para a casa do Pai (a Igreja) arrepender-se e pedir perdão (confissão) e buscar perseverar em ser este "solo santo" de Deus, que irá atrair alguém com o mesmo propósito, pois Deus é fiel, que assim portanto, não terão dificuldade de entender que serem fiéis à sua santidade, frutificará em uma família santa e consequentemente, uma sociedade menos adoecida pelas tantas permissividades e promiscuidades que a tem lançado num rota de perdição.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.