segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Família santa tem que se unir pelo Sacramento do Matrimônio

Após a reflexão sobre um namoro santo, e lembrando a frase de Pe. Zezinho, scj: "namorar é ensaiar a família", o próximo passo é a união deste casal que deve dar-se, obrigatoriamente, pelo menos para os que querem seguir os preceitos evangélicos, pelo Sacramento do Matrimônio (Mt 19, 6).
Infelizmente, muitos "católicos", induzidos pelos ensinamentos tortuosos destes tempos "modernos", são levados a acreditarem que qualquer união é casamento, até mesmo o "ajuntamento", "amaziamento" ou "morar juntos" como diz a maioria. Isso não é verdade: casamento só existe a partir do Sacramento, porém o que se vê atualmente são casais julgando que realizarem um ritual de união já é casamento. Daí tantos "casarem" debaixo d'água, pulando de um avião, em cima de uma montanha, em centro espírita, em terreiro de macumba...
Porém, onde está a Igreja? Onde está Jesus validando esta união? Não está. Jesus simplesmente é descartado, logo essas uniões podem até ser casamento, mas não são Matrimônios, pois este só se dá na autoridade de Jesus Cristo pela Santa Igreja Católica, que diga-se de passagem, é a única que possui o Sacramento do Matrimônio.
Infelizmente, este Sacramento está sendo cada dia mais ridicularizado, principalmente por pessoas da mídia que tem poder de persuasão, para os afastados,  maior que as Sagradas Escrituras, devido à seriedade que a Palavra de Deus imprime neste Sacramento pela boca, primeiramente do Pai no Antigo Testamento quando diz em Gn 2, 24: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne" e reafirmada pelo Filho no Novo Testamento em Mt 19, 5.
Nestas duas passagens o Pai e o Filho são categóricos em dizer que o HOMEM deixa sua casa, logo é tarefa do homem tomar a atitude de decisão pelo Matrimônio, e se une a uma MULHER, assim sendo as Sagradas Escrituras não reconhecem outra união que não seja homem e mulher, e o que se observa nestes tempos é o casamento homossexual (ou homoafetivo) tendo cada vez mais força afrontando a Palavra de Deus e fortalecendo essa depreciação do Matrimônio verdadeiro.
Outro motivo dessa ridicularização, e desse desprezo, é o fato da Palavra ser categórica ao dizer: "Assim já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu", onde deixa claro que uma vez contraindo esse Sacramento ele é até a morte; marido está unido à esposa, e vice-versa, até a partida de um dos dois, o que o mundo não aceita de maneira nenhuma pregando e disseminando a cultura do "se não deu certo separa". Assim, a grande maioria foge do Matrimônio para não se ver tendo que cumprir este preceito da indissolubilidade, partindo então, para o casamento civil, ou para o "morar juntos" que constitui, aos olhos de Deus, e da Palavra, fornicação.
Famílias santas, portanto, necessitam nascer de um namoro santo, e de uma união matrimonial pois assim deseja o nosso Deus, porque assim será grandemente abençoado, lembrando, também, que o cumprimento deve existir não por medo ou pressão, mas por amor, tendo na mente que se o Senhor exige assim é porque será o melhor para os seus filhos, e um Pai só quer o melhor para os seus filhos. Pena que a maioria cai na rebeldia e não aceita os direcionamentos e ensinamentos do Pai optando pela sua vontade própria e só depois constatando que fez a pior escolha: a desobediência.
Para os desobedientes Provérbios 16, 25 diz: "Há caminhos que parecem retos ao homem e, contudo, o seu termo é a morte", para os que preferem obedecer, Provérbios 16, 9 diz: "O coração do homem dispõe o seu caminho, mas é o Senhor quem dirige seus passos", assim agem os que confiam e obedecem ao que o Senhor determina, logo, família santa passa pelo Sacramento do Matrimônio, pois isso agrada a Deus.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Namoro santo, família santa.

A família, não como instituição civil, mas instituição divina, concebida por Deus a partir de Adão e Eva, está vivendo tempos de total depreciação em todos os âmbitos. Aquilo que foi satanica e metodicamente pensado pela Escola de Frankfurt está vendo agora sua realização cada  vez mais evidente.
O solapamento da família como preconizada e defendida por Deus em todos os tempos, e com maior veemência no tempo de Jesus, a partir de João Batista que morre degolado por defender a santidade do matrimônio, vê-se em seus dias de agonia em virtude de uma onda de modermismo e relativismo que entre outras mensagens apregoa o fim total da fidelidade à castidade, à união heterossexual, o compromisso com o Sacramento do Matrimônio, a fidelidade ao cônjuge (monogamia)... preceitos bíblicos fundamentais para que uma família nasça e permaneça num caminho de santidade e obediência a Deus.
E onde isso tem início? Num outro texto intitulado "Batizado: solo santo" onde a passagem do Livro do Êxodo 3, 1-5 foi utilizada naquela reflexão, medito sobre a necessidade de sabermos que ao sermos batizados somos consagrados (tornados sagrados), tornados "solo santo" de Deus por meio do Espírito Santo. Assim, quando refletimos no vers. 1 que diz que Moisés foi atraído pela beleza daquele fogo que não consumia a sarça, deveria cada homem ou mulher, se permanecesse sendo este solo santo, atrair o outro não pelos seus dotes físicos ou intelectuais, pelo brilho do que é externo, mas primeiramente pelo "brilho" do interior do "fogo" que está na alma, no espírito e no coração: o Espírito Santo, que revela a beleza maior: Jesus.
Assim, se cada homem, cada mulher perseverasse em manter vivo esse "fogo" que gera santidade, não atrairia qualquer "solo" contaminado de imundícies, de lixo, de podridão; porém, como essa preservação não acontece, abre-se espaço para que qualquer um adentre, sem tirar as sandálias, sem pedir licença, sem respeitar este espaço sagrado, profanando, então o "solo" santo de suas vidas.
Dessa profanação que não se dá somente na forma de pessoas, mas tem início nos filmes, novelas, livros, músicas, abre-se caminho para que aí sim, alguém venha e complete o serviço. Em virtude disso, o primeiro requisito para que um namoro santo aconteça é desprezado: a castidade.
Isso se deve à Escola de Frankfurt que disseminou a idéia do "faça amor, não faça guerra" lançando por terra, e no total ridículo o preceito da castidade como parte integrante de um namoro santo, abrindo espaço para o sexo livre e desregrado e provocando o que se vê hoje: uma total "coisificação" de algo santo como a intimidade de homem e mulher, visto saber o inimigo de Deus que, como dizia Santa Terezinha do Menino Jesus: "a castidade me torna irmã dos anjos", e que ela não se perde após o Matrimônio, pois o casal mesmo na intimidade física preserva a espiritual.
Profanados, então na castidade "genital", torna-se profanado na castidade da mente, no coração, e em todos os âmbitos, ou seja, torna-se impuro por completo. E impregnado de impurezas não há como viver um namoro santo, por consequência, dificilmente será gerada uma família santa, com parâmetros cristãos, embasada no respeito e obediência à Palavra de Deus e seus Mandamentos.
Assim, para que famílias santas surjam em meio a toda a bandalheira que se vê com lágrimas nos olhos e angústia no coração, é voltar para a casa do Pai (a Igreja) arrepender-se e pedir perdão (confissão) e buscar perseverar em ser este "solo santo" de Deus, que irá atrair alguém com o mesmo propósito, pois Deus é fiel, que assim portanto, não terão dificuldade de entender que serem fiéis à sua santidade, frutificará em uma família santa e consequentemente, uma sociedade menos adoecida pelas tantas permissividades e promiscuidades que a tem lançado num rota de perdição.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Batizado: Solo santo!

Quando Deus chamava alguém para uma missão como mostra as Sagradas Escrituras, principalmente no Antigo Testamento, o Senhor consagrava aquela pessoa ungindo-a com seu Espírito, para fazê-la assim apta para executar tal missão.
Alguns são os exemplos que a Palvra mostra: Aarão (Lv 8, 1-12) consagrado ao sacerdócio; Davi (I Sm 16, 15), consagrado para Reinar; Jeremias (Jr 1, 5), consagrado como profeta. Essa consagração era para uns poucos, porém, por meio do profeta Joel Deus promete: "Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. Naqueles dias, derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas." (Joel 3, 1-2). Deus promete Seu Espírito a todos as pessoas, e essa profecia será confirmada por São Pedro quando prega ao povo logo após Pentecostes (At 2, 17-20).
Porém, como essa consagração se dará? Ao final de sua pregação São Pedro responde: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja BATIZADO em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO" (At 2, 38). Aarão, Davi, Jeremias, foram consagrados, ou seja, "tornaram-se sagrados", foram "feitos sagrados" pelo Espírito de Deus, assim como cada homem ou mulher, que ao ser batizado também torna-se, é feito sagrado por Deus e para Deus.
Assim, a Santa Igreja nos ensina que Jesus ao ser batizado também foi consagrado Sacerdote, Profeta e Rei; e cada cristão ao ser batizado ao ser configurado a Jesus (CIC, 1272) também se torna sacerdote, profeta e rei (CIC, 1268) com Cristo.
Por isso, onde o Espírito Santo habita, ali torna-se solo santo, daí aquela passagem de Ex 3, 5 quando Moisés se aproxima daquela sarça ardente Deus dizer: "Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa". Moisés não era ainda um consagrado, era um hebreu criado por uma egípcia, que não conhecia os costumes do povo hebreu, crescera num meio de idolatria, de desconhecimento de Deus, e ainda carregava na sua história um assassinato. Daí, o "tirar as sandálias", pois calçado nas suas velhas práticas, tendo pisado todo tipo de "solo" profano, não poderia tocar em solo santo. Depois de tornar-se ungido por Deus para missão, é dos poucos que pode adentrar o tabernáculo (solo santo).
Cada cristão ao batizar-se torna-se "solo santo" de Deus, onde qualquer um, qualquer coisa para ter acesso deveria "tirar as sandálias", porém, não é o que acontece. Ao tornar-se sacerdote com Jesus deveria prestar culto, adoração, louvor, somente a Deus, porém permite-se que o pecado na forma de coisas e pessoas profanem este solo, passando-se, assim, a prestar culto, adoração, louvor a "outros deuses" (idolatria). Ao tornar-se profeta com Jesus deveria ser voz do Senhor no seu meio social, porém, ao não buscar a Deus e ouvi-lo na intimidade da oração, passa-se, então, a dar ouvidos à voz do inimigo impressa em artistas, celebridades, novelas, músicas, livros...Ao tornar-se rei com Jesus deveria guiar, conduzir, direcionar, sua vida e de outros rumo ao Rei dos reis, porém ao permitir que coisas e pessoas profanem o solo santo da sua vida permitem que outro reine no lugar de Deus: o inimigo.
Cada batizado é um solo santo, onde Deus ergue um templo santo para ali habitar o Espírito Santo, e São Paulo afirma isso em I Cor 3, 16: Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" Por saber disso é que satanás utiliza de todos os meios para profanar o "solo santo" da vida de cada batizado afim de destruir estes "templos santos" por completo. Tentou até mesmo com o Santo dos santos: Jesus (Lc 4, 9-10), mas não teve êxito.
Infelizmente, não é o que acontece com tantos batizados, consagrados, "solos santos", "templos santos", que ao rejeitarem a Jesus abrem caminho para que o inimigo entre e produza todas as mazelas que se observa: vícios, prostituição, violência, mortes.
Não permita, portanto, que você como essa pessoa "tornado sagrado" pelo batismo venha cair em tentação, mas se ela vier, e ela virá na forma daquele namorado (a) que não aceita a sua castidade; na forma daquela música que te incentiva à bebedeira, à prostituição; na forma das novelas que depreciam o valor familiar e da religião...Se a tentação vier siga o conselho de Jesus presente na última frase do Pai Nosso: "Mas livrai-nos do mal".
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

"Ó povo, confia Nele de uma vez por todas" (Sl 61, 9)

Davi sofria uma feroz perseguição da parte do rei Saul por inveja, pois havia perdido a unção de Deus (I Sm 15, 23) e porque Davi, agora, era quem agradava ao Senhor (I Sm 16, 13). Mas, o final da história vai mostrar que Davi sai vitorioso: porquê? Por que confiou, porque permaneceu firmado naquilo que declarara no Sl 90, 7: "Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita: tu não serás atingido"
A passagem de Salmos 61também mostra Davi expressando essa confiança absoluta no Deus vivo, Senhor dos exércitos, por meio do qual exprime toda certeza de que não será frustrado. Ao meditar nas palavras deste homem pode-se observar quatro ensinamentos que demonstram que o confiar em Deus levará sempre à vitoria.
Primeiro: reconhecendo que Deus, pelo seu infinito amor, nunca nos abandona, como está demonstrado nos versículos 6, 7 e 8 onde exclama: "Só em Deus repousa a minha alma, é Dele que me vem o que eu espero. Só Ele é meu rochedo e minha salvação; minha fortaleza: jamais vacilarei. Só em Deus encontrei glória e salvação. Ele é meu rochedo protetor, meu refúgio está Nele". Davi declara nas suas palavras sua total crença na providência do Senhor que não o abandona, pois mesmo vivendo grandes tribulações sente a certeza de que a presença de Deus ao seu lado lhe dá confiança para lutar e não desistir.
Segundo: pela sua bondade e poder, como está demonstrado nos versículos 12 e 13 onde diz: "Numa só palavra de Deus compreendi duas coisa: a Deus pertence o poder, ao Senhor pertence a bondade...", assim Davi declara que é a bondade do Senhor que o salvará de tal perseguição por meio do Seu poder: o mesmo que foi capaz de ajudá-lo a derrotar Golias, pois humanamente falando sabia que ele e alguns poucos amigos não seriam capazes de derrotar um rei e todo o seu exército; por isso que no Sl 19, 8 já havia proclamado: "Uns põem sua força nos carros, outros nos cavalos. Nós, porém, a temos em nome do Senhor, nosso Deus".
Terceiro: reconhecendo que confiar em homens é um erro, como está demonstrado no versículo 10 onde afirma: "Os homens não passam de um sopro, e de uma mentira os filhos dos homens. Eles sobem na concha da balança, pois todos juntos são mais leves que o vento". Davi declara isso por ver que muitos daqueles que o bajulavam e se declaravam amigos quando derrotara o gigante Golias, tornando-se íntimo de Saul, agora estão entre a multidão dos perseguidores; daí afirmar em outras palavras que "se juntar a confiança de todos os homens num prato da balança, a confiança em Deus posta no outro prato sempre vencerá", pois esta é fiel e verdadeira. Portanto, para Davi é fato: confiar em Deus é nunca ser decepcionado.
Quarto: depositando toda a confiança em Deus, como está demonstrado no versículo 9 onde clama: "Ó povo, confia Nele de uma vez por todas, expandi, em sua presença, os vossos  corações. Nosso refúgio está em Deus". É o clamor de alguém que só vê uma saída para tantas tribulações: Deus, e mais ninguém.
Porém, a falta de confiança em Deus, pela natureza pecadora que possuimos, trás diversas consequências: descrença no amor do Pai e no seu perdão (incredulidade), por isso que não é estranho ouvir-se palavras como: "Se Deus me ama por que permite tais coisas?" ou "Será que tem perdão o que fiz?"; descrença na salvação oferecida por Jesus (autocondenação) e resistência ao chamado a seguir e servir a Deus (incapacidade), pois não confiam que Deus é quem capacita os chamados.
Para isso é que Deus, por meio de Davi, diz que é necessário "expadir o coração", alargar, dar espaço, principalmente para o Espírito Santo que é quem convence, converte, cura, liberta e restaura essa confiança absoluta em Deus.
Expanda, abra, então seu coração a este Espírito e perceba que "agindo Deus quem nos impedirá" e assim seja vencedor, como este homem de Deus, pela confiança neste Deus que tudo pode.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Família: expressão do amor de Deus.

"O próprio Deus é o autor da família" (CIC, 2203). Por ser o arquiteto desta que é mais que uma instituição civil, mas uma instituição divina, Deus zela e se agrada daquilo que constituiu, pois nada mais quis que reproduzir aqui na Terra o que já existia no céu, e quem afirma isso é a própria Igreja no Documeno de Aparecida, parágrafo 434, onde afirma: "Cremos que "a família é a imagem de Deus que em seu mistério mais íntimo não é uma solidão, mas uma família". Na comunhão de amor das três pessoas divinas, nossas famílias tem sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino".
As três pessoas de que fala a citação é a Santíssima Trindade: uma família entrelaçada por um amor tal ao ponto de tornarem-se uma só. E quando a Palavra diz "e se tornarão uma só carne" é porque deseja que a família reproduza essa mesma expressão de amor existente no céu.
Porém, essa modelo de família, expressão do amor de Deus e da Santíssima Trindade, tem-se tornado cada vez mais depreciado, pois existe um embate entre a família que Deus quer e a família que o mundo quer. Como é a família que Deus quer? A princípio, assim como fala a canção de Pe. Zezinho em um trecho de sua letra: "Que nenhuma família comece em qualquer de repente...", é desejo de Deus que famílias não se constituam de qualquer forma, mas seja fruto de um direcionamento que está contido nas Sagradas Escrituras onde recomenda ela:
1-O casal viva a castidade até o casamento: Lv 18, 1-18;
2-Deixem sua casa e se unam o homem a uma mulher; e a mulher a um homem: Gn 2, 24;
3-Unam-se pelo SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO: Mt 19, 4-6;
4-Cumpram seus papéis de marido e esposa: Ef 5, 21-26;
5-Gerem filhos desejados: Gn 1, 27-28; Mt 23, 36-39;
6-Eduque-os na fé: Jo 14, 21; Mt 23, 36-39;
7-Sejam edificadores de famílias santas, também.
Porém, o mundo, que tem por trás o inimigo de Deus, combate estes preceitos por são agradáveis a Deus, e para isso tem implementado ao longo dos séculos, e principalmente neste tempo, um plano audacioso para destruir a família. Para isso utiliza-se de todos os meios possíveis, principalmente de comunicação e artísticos. E utilizando-se desses meios propõe:
1-Ridicularização da castidade;
2-Um homem se una a outro homem e uma mulher a outra mulher;
3-Qualquer união é casamento;
4-Descumprimento de seus papéis de marido e esposa: casamento aberto, bigamia, etc.;
5-Não gerem filhos desejados: e se não são que sejam descartados (aborto);
6-Eduque-os longe da fé: Igreja e Bíblia são sinônimos de repressão, preconceito, alienação, etc.;
7-Sejam, assim, multiplicadores de repulsa a família ideal.
Deus ama a família, e Jesus deixou isso muito claro na passagem das três ressurreições que realizou: a filha de Jairo (Mc 5, 34-35), o filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17) e de Lázaro (Jo 11, 1-44), pois na primeira socorre um pai desesperado; na segunda, uma mãe desesperada e na terceira, duas irmãs desesperadas.
A família é obra de Deus, é expressão do seu amor, e Ele zela pelo que é seu, e ai daqueles que se levantam para combatê-la, pois assim mostra a Bíblia em I Cor 3, 16: "Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós".
Satanás será destruído, e por isso que vai continuar a produzir o máximo de esforços que puder para que a família seja destruída, mas ao final o bem triunfará e para isso  conta com cristãos batizados autênticos guiados pela fé da Igreja e testemunhos autênticos  do amor de Deus, que crêem que a família é de suma "importância para a vida e o bem-estar da sociedade" (CIC, 2210).
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um Espírito novo..." (Ez 36, 26)"

O homem quando do pecado original, dentre outras consequências, adquiriu essa tendência a desobedecer, a rebelar-se e afastar-se de Deus. E o que mostram as Sagradas Escrituras é o Pai (Criador) tentatando restabelecer essa intimidade com as suas criaturas.
No seu projeto salvífico escolheu um povo, uma nação (Dt 7, 7) a fim de renovar o projeto frustrado no Éden; porém, mesmo com todos os prodígios, milagres e sinais, demonstrados no meio daquele povo, principalmente quando da libertação do julgo egípcio e na peregrinação pelo deserto, não foi suficiente para tornar aquela gente fiel, sendo, então, frustradas todas as alianças estabelecidas.
Daí a passagem de Ez 36, 16-20 mostrar Deus justificando aos israelitas o motivo do castigo que pesava sobre eles: a desobediência que se manifestava na violência e idolatria (vers. 18) cuja causa é devido a esse distanciamento de Deus que dá espaço para o pecado que aos poucos vai tornando o homem insensível e duro de coração, o que no texto bíblico Deus vai chamar de "corações de pedra." (Ez 36, 26)
Alguém com o coração endurecido pelo ódio, mágoa, rancor, inveja, orgulho, falta de oração, de perdão, falta de buscar a Deus, é perfeitamente capaz de todo tipo de atitude maléfica e desagradável ao Pai.
No entanto, o amor de Deus persevera pela nossa salvação como a daquele povo, mesmo que a princípio o Deus de amor deixe claro a restauração deles não será porque mereçam, mas "por honra do seu Santo nome" (Ez 36, 22). Porém, a Palavra em Jo 3, 16 é clara ao afirmar que o Pai não desistiu por "amor ao mundo", ou seja, por amor a todos nós, pois Deus é amor (I Jo 4, 8).
Um coração "de pedra" é um coração sem vida é um lugar intransponível, frio, escuro, ou seja, impróprio para ali habitar o amor, o perdão, a fé, a alegria, a luz, enfim, impróprio para Jesus habitar; daí compreender-se porque que quando Jesus depois de retirado da cruz foi depositado num "sepulcro escavado na rocha" (Lc 23, 53). É para indicar que esse sepulcro é o coração de todo homem que vive distante de Deus, rejeitando-O e renegando-O.
Aquele que só quer viver para si, para seus interesses pessoais, para os seus próprios prazeres, pouco se importa com o próximo chegando ao ponto de atos extremos como matar. No coração desses, Jesus está morto e sepultado, e Deus vendo essa triste realidade fala a Israel e a todas as gerações: "Dar-vos-ei um coração novo e em vós meterei um Espírito novo...". O Pai prometia como solução para essa "morte espiritual" do homem o Espírito Santo, que será reforçada pelas palavras do profeta Joel 3, 1-2.
Por isso que Jesus recomendou aos discípulos que não saíssem de Jerusalém, mas que esperassem aí o cumprimento da promessa do Pai: porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo..." (At 1, 4-5); aqueles homens estavam trancados no cenáculo com medo, desanimados, sem vida, mas quando acontece Pentecostes são ressuscitados na sua fé, revigorados para cumprir sua missão.
Hoje temos acesso ao Espírito Santo pela Santa Igreja pelos santos sacramentos do Batismo e Crisma, e também pela efusão deste em momentos de oração onde, quando clamado a Jesus, cumpre-se a Palavra que diz: "Pedi e vos será dado" (Mt 6, 7), pois assim narra a Bíblia: "Mal acabaram de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam com intrepidez a Palavra de Deus" (At 4, 31)
Homens que estavam abatidos e derrotados, carregando em si um Cristo morto e sepultado, agora, pelo Espírito Santo anunciam, cheios de vigor e coragem, o Cristo vivo e ressuscitado, pois carregam no peito não um coração "de pedra", mas um coração "de carne", um coração restaurado, um novo coração, e é o que Deus quer e deseja para todo ser humano.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

sábado, 9 de junho de 2012

Um amigo, um tesouro...Jesus!


A Palavra de Deus em Mt 6, 21 o Senhor Jesus afirma: “Porque onde está o teu tesouro, lá também está o teu coração”, e quais são os tesouros que temos desejo de alcançar? Que tesouros a Palavra nos mostra? Ela fala de, pelo menos, dois: o primeiro, e principal deles, nos é mostrado por Jesus em Mt 13, 44 onde diz: “O reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido no campo.”; e o segundo está em Eclo 6, 14 que diz: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção, quem o achou, descobriu um tesouro”.
Encontrar um tesouro não é fácil, requer esforço, empenho, e até às vezes “sorte”; daí valorizarmos tanto quando encontramos, e a Palavra nos mostra que é assim, por isso tratar com todo zelo aquilo que temos como precioso: família, trabalho, bens, status social..., e quando se conquista essas coisas é natural fazer de tudo para não perder. Porém, o único problema é se aquilo que temos depositado toda a nossa afeição tem sido capaz de proporcionar a nós um bem maior.
Quando Jesus afirma que conquistar o reino dos céus é adquirir um tesouro é porque o reino dos céus nos proporciona um bem maior, pois encontrar o reino dos céus nesta vida é encontrar alegria, paz, tranqüilidade, acolhida, repouso, amor...E quando a Palavra nos afirma que encontrar um amigo fiel é também encontrar um tesouro, é porque este verdadeiro amigo será capaz de também proporcionar um bem maior quando temos nele (a) uma companhia que traz paz, tranqüilidade, acolhida, repouso, amor...
Porém, como encontrá-lo? O livro do Eclo 6, 7-8 dá uma dica: “...adquire-o na provação, (...) pois há amigo em certas horas que deixará de o ser no dia da aflição”, pois esta mesma palavra nos diz que “há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça” (vers. 10) e essa é uma verdade: encontrar “amigos” no tempo bom, da mesa farta, é muito fácil, mas os verdadeiros e sinceros só se mostrarão no tempo da contrariedade.
Quem se mostrou verdadeiro amigo de Moisés quando o povo se rebelou? Somente Josué e Caleb; quem foi verdadeiro amigo de Davi quando era implacavelmente perseguido por Saul? Jônatas, filho de Saul; quem foi verdadeiro amigo de Jesus quando foi abandonado pela maioria dos discípulos após sua pregação sobre o Pão da Vida? Somente os doze. Agora, quem é o verdadeiro amigo quando o dinheiro acaba, a doença chega, as dívidas batem à porta, a fé falta, o desânimo toma conta, e todos os que estavam ao redor desaparecem, até familiares? O único que permanecerá é aquele mesmo que na Bíblia estava junto com Sidrac, Mesac e Abedenego quando foram lançados na fornalha; é aquele que estava com Daniel na cova dos leões; é aquele que estava com Davi no enfrentamento do gigante Golias; é aquele que estendeu a mão a Pedro quando se afogava: o verdadeiro amigo é Jesus Cristo, este é o único que no tempo da aflição não nos abandonará, mas ao contrário será o aquele que estará mais presente.
Nesta vida muitos tem a graça de encontrarem em pessoas comuns esses amigos fiéis, muitos deles verdadeiros instrumentos de Deus para uma conversão de vida, porém, a imensa maioria cita relatos de decepções e frustrações, isso porque pessoas são limitadas, falhas, pecadoras, imperfeitas...,mas em Jesus Cristo teremos ao nosso lado alguém sem limitações, sem falhas, perfeito. E Jesus deseja isso, pois Ele mesmo certa vez declarou aos seus discípulos: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi do Pai” (Jo 15, 15).
Jesus deixa claro que Ele é um amigo que irá nos proporcionar conhecer coisas maravilhosas que não são provindas desse mundo (inveja, ambição, orgulho, ódio,,,), mas coisas provindas do céu (caridade, paciência, tolerância, respeito, humildade...), virtudes que nos ajudará a sermos também amigos melhores para outras pessoas e assim cumprir a nossa missão que é de levar esse Jesus amigo àqueles que se magoaram e decepcionaram por depositarem seu coração em tesouros falsos, e mostrar-lhes que Jesus é o amigo que “a traça e a ferrugem não corroem e os ladrões não roubam” (Mt 6, 20).
Busque em Jesus esse amigo valioso, pois Nele teremos a certeza que jamais seremos decepcionados, Nele teremos sempre a certeza da acolhida sincera mesmo quando caímos, fraquejamos, pecamos, pois diz Ele: “Todo o que vier a mim, não o lançarei fora”. Se você já teve a triste experiência de ter sido lançado fora por pessoas que em vez de te acolher te julgaram e condenaram, tenha hoje a experiência de voltar aos braços daquele que não te julga, mas está pronto a te acolher.
Deus te abençoe em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.